Amar Demais... Um Erro!

Amar Demais... Um Erro!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Solidão Crônica


O isolamento social aumenta o risco de morte tanto quanto o cigarro, e mais do que o sedentarismo ou a obesidade.
A relação entre vida solitária, doenças cardiovasculares, depressão e incidência de infecções foi demonstrada em mais de 100 estudos epidemiológicos publicados a partir dos anos 1980. Esses estudos, no entanto, não explicam os mecanismos através dos quais o isolamento aumenta a mortalidade.
Nos últimos 10 anos, os efeitos biológicos da solidão se tornaram mais conhecidos graças ao trabalho inovador de um grupo da Universidade de Chicago, dirigido por John Cacciopo. Por meio de questionários para avaliar o grau de isolamento social dos participantes, de testes psicológicos e de exames laboratoriais, o grupo de Chicago concluiu que, embora episódios passageiros de solidão sejam inevitáveis e desprovidos de repercussões orgânicas relevantes, quando o isolamento persiste de forma crônica suas consequências se tornam especialmente nocivas.
Algumas pessoas que vivem isoladas não se sentem solitárias, enquanto outras têm a sensação de estar sozinhas apesar da vida social intensa. A percepção subjetiva da solidão é mais importante para o bem-estar individual do que qualquer medida objetiva do número de interações sociais.
Numa escala criada para avaliar o grau de isolamento pessoal, aqueles com escore mais alto apresentam alterações bioquímicas sugestivas de que seus dias são conturbados. Neles, por exemplo, estão elevadas as concentrações urinárias de cortisol e epinefrina, moléculas associadas aos níveis de estresse.
Esse dado ajuda a explicar por que os solitários crônicos ficam estressados diante de situações que outros enfrentam com naturalidade, como falar em público ou conversar com desconhecidos.
Na evolução de nossa espécie, a ansiedade provocada pela solidão funcionou como sinal de alerta para que o indivíduo procurasse a proteção do grupo. Num mundo povoado por predadores, que chance de sobrevivência teria um animal fraco como nós perambulando sozinho?
Nesse sentido, o sofrimento que a solidão traz é faca de dois gumes: de um lado, colabora para a adaptação ao meio, porque favorece o agrupamento; de outro, prejudica o organismo quando se torna crônico.
O grupo de Chicago investigou as repercussões imunológicas do isolamento prolongado. Nos solitários estão mais ativos os genes que promovem inflamação, enquanto aqueles envolvidos na resposta imune contra os vírus exibem atividade diminuída. Por essa razão, eles apresentam maior susceptibilidade às infecções virais (da gripe ao HIV) e à doença cardiovascular, enfermidade associada aos processos inflamatórios.
A solidão crônica interfere com a qualidade do sono, é causa de fadiga e reduz a sensação de prazer associada a atividades recreativas. Para agravar o isolamento, os já solitários tendem a reagir negativamente aos estímulos e a desenvolver impressões depreciativas a respeito das pessoas com as quais interagem.
A avaliação das funções cerebrais por meio de ressonância magnética funcional mostra que a solidão crônica afeta o córtex pré-frontal, área localizada na parte da frente do cérebro, crucial para a tomada de decisões racionais, como as de planejar o melhor caminho para o trabalho ou a hora de ir ao banco.
O comprometimento do córtex pré-frontal ajuda a entender por que as pessoas que se sentem isoladas correm mais risco de comer mal, fumar, abusar do álcool, ganhar peso e levar vida sedentária.
Estudos com irmãos gêmeos revelam que a solidão crônica não depende exclusivamente das características do meio, mas apresenta aspectos hereditários. É como se existisse um “termostato genético” para a capacidade de lidar com a solidão, ajustado em níveis diferentes em cada um de nós. Isso não quer dizer que nossos genes nos condenariam à vida solitária, mas que estão por trás da intensidade da dor sentida quando estamos sós.
Com o celular e a internet criamos possibilidades ilimitadas de interações sociais; num único dia, podemos entrar em contato com um número de pessoas que nossos antepassados levariam anos para conhecer. Contraditoriamente, o contingente dos que se queixam da falta de alguém com quem compartilhar sentimentos íntimos aumenta em todos os países.
(http://www.drauziovarella.com.br) 

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Pensamento do Dia!

"Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música e quem não acha graça de si mesmo."
(Martha Medeiros)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Medo de Amar é o Medo de Ser Livre


O medo e o amor são emoções básicas presentes na vida de todos nós. Amar e ser amado é um desejo de vida, mas muitos fogem do amor por medo de sofrer, de ser rejeitado, de ser abandonado, de ser magoado, de assumir compromisso, de não dar conta, de perder a liberdade... O medo de sofrer termina antecipando o próprio sofrimento e fazendo com que as pessoas aprisionem os sentimentos no próprio corpo. "O medo de amar é o medo de ser livre para o que der e vier; livre pra sempre estar onde o justo estiver".
É incrível que muitas pessoas acreditem que podem evitar o sofrimento se fechando, se protegendo dos outros e do amor. Pura ilusão! O sofrimento também faz parte da vida. Na luta pela liberdade se conquistou uma maior liberdade sexual, mas em contrapartida, as pessoas se fecharam mais para o amor. Tornou-se muito fácil fazer sexo, então por que se consumir com essa história de afeto, de amor? Porque sem amor não há liberdade e nem felicidade.

Amar é Arriscar-se

Amar é um imenso risco! Mesmo que você já tenha sofrido no passado com amores findos ou mal resolvidos, faça do sofrimento uma aprendizagem e siga em frente - vá onde seu coração mandar afinal de contas "o medo de amar é o medo de ter, a todo o momento, de escolher, com afeto e precisão, a melhor direção".
As pessoas que fogem do amor e não amam são prisioneiras em seu próprio corpo. São amargas e depressivas, não se cuidam, adoecem com freqüência, nunca estão satisfeitas com nada, fixam no passado e estão sempre reclamando de algo ou de alguém. Quando não estão trabalhando se isolam em seu "mundinho particular", fogem das pessoas e buscam o prazer nos livros, nos discos, computador (é menos ameaçador)...
Trocar carinhos e afetos, nem pensar! Que pena, essas pessoas estão fadadas a solidão ou a viverem relacionamentos frios e sem emoção. Para amar, é preciso curar as "feridas emocionais do passado" e rever posturas e atitudes, pois amar é um ato de felicidade e não de sofrimento. Mas, para amar, é preciso amar-se. A prática do amor começa dentro de nós, com uma atitude de auto-aceitação - ao não se amar você se perde de você, do outro e da possibilidade de viver o amor.

Permita-se Viver

Amar é compartilhar a vida e a intimidade com outra pessoa; é uma "troca profunda de qualidade"; é um jeito de ser e estar no mundo; é abrir a alma e o coração; é viver afinidades e criar possibilidades; é a personificação de nossos desejos mais secretos; é um vínculo profundo entre duas pessoas. Não adianta procurar pelo amor, ele não está a nossa disposição quando nós queremos - ele acontece. Mas para amar é preciso primeiro se amar, se aceitar com todas as suas contradições e fragilidades e também perceber e aceitar o seu parceiro com suas qualidades e defeitos. Divida com ele a responsabilidade pela sua felicidade. "O medo de amar é não arriscar, esperando que façam por nós o que é nosso dever - recusar o poder".
Demonstre e declare seu amor a quem mereça ser amado por você. Se não houver correspondência você pode desistir e continuar pela vida amando, desamando, amando... Se descobrindo, amadurecendo e crescendo. Garanta o seu direito de viver um amor mais verdadeiro e profundo.
(Por Zildinha Sequeira - Revista Troppo de O Liberal)

domingo, 5 de junho de 2011

Abstinência de Antidepressivos

Grande número de pessoas faz uso de antidepressivos. Nos últimos anos, os chamados inibidores da recaptação da serotonina têm sido o grupo de drogas mais empregadas no tratamento de distúrbios psiquiátricos como depressão, ansiedade, bulimia, estresse pós-traumático, obsessão-compulsão, disforias pré-menstruais e outros.


Pertencem a esse grupo medicamentos como fluoxetina (Prozac, Daforin, Eufor), paroxetina (Aropax), sertralina (Zoloft) e outros. O sucesso dessas drogas na clínica se deveu especialmente à tolerabilidade e segurança de uso em comparação com os antidepressivos empregados anteriormente.

Síndrome de abstinência - No entanto, um dos problemas mais freqüentes associados ao uso desses inibidores é o aparecimento de síndrome de abstinência, quando sua administração é interrompida abruptamente.

Fenômeno semelhante pode ocorrer com outros antidepressivos não pertencentes a esse grupo, como a venlafaxina (Efexor), mirtazapina (Remeron), etc.

Síndrome de abstinência, aqui, é definida como “um conjunto de sinais e sintomas de instalação e duração previsíveis, que envolve sintomas psicológicos e orgânicos previamente ausentes à suspensão da droga e que desaparecem depois que ela foi reiniciada”.

Sintomas da síndrome - A abstinência à descontinuação abrupta dos inibidores da recaptação de serotonina, surge 24 a 72 horas depois da interrupção do tratamento e provoca os seguintes sintomas:

1) Psiquiátricos: ansiedade, insônia, irritabilidade, explosões de choro, distúrbios de humor e sonhos vívidos;

2) Neurológicos e motores: tonturas, vertigens, sensação de cabeça vazia, cefaléia, falta de coordenação motora, alterações de sensibilidade da pele e tremores;

3) Gastrintestinais: náuseas, vômitos e alterações do hábito intestinal;

4) Somáticos: calafrios, fadiga, letargia, dores musculares e congestão nasal.

Na ausência de tratamento esses sintomas desagradáveis costumam durar de uma a três semanas. Embora sejam discretos ou de moderada intensidade na maioria dos casos, às vezes podem se tornar mais intensos e serem confundidos com outras enfermidades.

A probabilidade de desenvolver a sintomatologia descrita é tanto maior quanto mais longa tiver sido a duração do tratamento. As reações geralmente estão associadas com durações de pelo menos quatro a seis semanas, mas podem acontecer depois de períodos de uso mais curtos.

Quanto mais rapidamente for excretado o antidepressivo, maior a probabilidade de surgir a síndrome. No caso de drogas como a fluoxetina que têm meia-vida (tempo necessário para eliminar metade da droga administrada) de 2 a 3 dias, os sintomas de abstinência podem instalar-se mais tardiamente (até uma semana depois da interrupção).

Duas a três semanas depois de instalados os sintomas da abstinência, costuma ocorrer um fenômeno conhecido como “rebote”: o reaparecimento dos sintomas psiquiátricos que levaram à indicação do medicamento.

Tratamento - O tratamento da síndrome de abstinência é óbvio: basta reiniciar a droga cuja retirada intempestiva foi responsável por ela. Com o reinício do tratamento os sintomas começam a melhorar já nas primeiras 24 horas. Para evitar a repetição do quadro, as doses diárias devem ser diminuídas gradativamente no decorrer de quatro a seis semanas, até que a interrupção completa possa ser realizada com segurança.

O grande número de pessoas que faz uso de antidepressivos atualmente, deve estar informado de que os efeitos benéficos do tratamento pode levar até seis semanas para se tornar aparente, e que precisa ser continuado por períodos de seis meses a um ano, para evitar recaídas precoces. Em caso de quadros depressivos que se instalam antes dos vinte anos de idade, em pacientes com recaídas múltiplas ou distúrbio bipolar, o tratamento pode exigir mais tempo ainda, ou mesmo estar indicado para ser mantido pelo resto da vida.

Durante esse período é fundamental que as doses diárias sejam tomadas com regularidade, porque os sintomas de abstinência podem surgir depois de apenas dois ou três dias de interrupção.

(http://www.drauziovarella.com.br)



sábado, 4 de junho de 2011

Pensamento do Dia!

"O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você."
(Mário Quintana)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Depressão

Depressão é uma palavra freqüentemente usada para descrever nossos sentimentos. Todos se sentem "para baixo" de vez em quando, ou de alto astral às vezes e tais sentimentos são normais. A depressão, enquanto evento psiquiátrico é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer que exige tratamento. Muitas pessoas pensam estar ajudando um amigo deprimido ao incentivarem ou mesmo cobrarem tentativas de reagir, distrair-se, de se divertir para superar os sentimentos negativos. Os amigos que agem dessa forma fazem mais mal do que bem, são incompreensivos e talvez até egoístas. O amigo que realmente quer ajudar procura ouvir quem se sente deprimido e no máximo aconselhar ou procurar um profissional quando percebe que o amigo deprimido não está só triste.
Uma boa comparação que podemos fazer para esclarecer as diferenças conceituais entre a depressão psiquiátrica e a depressão normal seria comparar com a diferença que há entre clima e tempo. O clima de uma região ordena como ela prossegue ao longo do ano por anos a fio. O tempo é a pequena variação que ocorre para o clima da região em questão. O clima tropical exclui incidência de neve. O clima polar exclui dias propícios a banho de sol. Nos climas tropical e polar haverá dias mais quentes, mais frios, mais calmos ou com tempestades, mas tudo dentro de uma determinada faixa de variação. O clima é o estado de humor e o tempo as variações que existem dentro dessa faixa. O paciente deprimido terá dias melhores ou piores assim como o não deprimido. Ambos terão suas tormentas e dias ensolarados, mas as tormentas de um, não se comparam às tormentas do outro, nem os dias de sol de um, se comparam com os dias de sol do outro. Existem semelhanças, mas a manifestação final é muito diferente. Uma pessoa no clima tropical ao ver uma foto de um dia de sol no pólo sul tem a impressão de que estava quente e que até se poderia tirar a roupa para se bronzear. Este tipo de engano é o mesmo que uma pessoa comete ao comparar as suas fases de baixo astral com a depressão psiquiátrica de um amigo. Ninguém sabe o que um deprimido sente, só ele mesmo e talvez quem tenha passado por isso. Nem o psiquiatra sabe: ele reconhece os sintomas e sabe tratar, mas isso não faz com que ele conheça os sentimentos e o sofrimento do seu paciente.
Os sintomas da depressão são muito variados, indo desde as sensações de tristeza, passando pelos pensamentos negativos até as alterações da sensação corporal como dores e enjôos. Contudo para se fazer o diagnóstico é necessário um grupo de sintomas centrais:
       Perda de energia ou interesse
       Humor deprimido
       Dificuldade de concentração
       Alterações do apetite e do sono
       Lentificação das atividades físicas e mentais
       Sentimento de pesar ou fracasso
Os sintomas corporais mais comuns são sensação de desconforto no batimento cardíaco, constipação, dores de cabeça, dificuldades digestivas. Períodos de melhoria e piora são comuns, o que cria a falsa impressão de que se está melhorando sozinho quando durante alguns dias o paciente sente-se bem. Geralmente tudo se passa gradualmente, não necessariamente com todos os sintomas simultâneos, aliás, é difícil ver todos os sintomas juntos. Até que se faça o diagnóstico praticamente todas as pessoas possuem explicações para o que está acontecendo com elas, julgando sempre ser um problema passageiro.
Outros sintomas que podem vir associados aos sintomas centrais são:
       Pessimismo
       Dificuldade de tomar decisões
       Dificuldade para começar a fazer suas tarefas
       Irritabilidade ou impaciência
       Inquietação
       Achar que não vale a pena viver; desejo de morrer
       Chorar à-toa
       Dificuldade para chorar
       Sensação de que nunca vai melhorar, desesperança...
       Dificuldade de terminar as coisas que começou
       Sentimento de pena de si mesmo
       Persistência de pensamentos negativos
       Queixas freqüentes
       Sentimentos de culpa injustificáveis
       Boca ressecada, constipação, perda de peso e apetite, insônia, perda do desejo sexual.
Basicamente existem as depressões monopolares (este não é um termo usado oficialmente) e a depressão bipolar (este termo é oficial). O transtorno afetivo bipolar se caracteriza pela alternância de fases deprimidas com maníacas, de exaltação, alegria ou irritação do humor. A depressão monopolar só tem fases depressivas.
A causa exata da depressão permanece desconhecida. A explicação mais provavelmente correta é o desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor. Esta afirmação baseia-se na comprovada eficácia dos antidepressivos. O fato de ser um desequilíbrio bioquímico não exclui tratamentos não farmacológicos. O uso continuado da palavra pode levar a pessoa a obter uma compensação bioquímica. Apesar disso nunca ter sido provado, o contrário também nunca foi.
Eventos desencadeantes são muito estudados e de fato encontra-se relação entre certos acontecimentos estressantes na vida das pessoas e o início de um episódio depressivo. Contudo tais eventos não podem ser responsabilizados pela manutenção da depressão. Na prática a maioria das pessoas que sofre um revés se recupera com o tempo. Se os reveses da vida causassem depressão todas as pessoas a eles submetidos estariam deprimidas e não é isto o que se observa. Os eventos estressantes provavelmente disparam a depressão nas pessoas predispostas, vulneráveis. Exemplos de eventos estressantes são perda de pessoa querida, perda de emprego, mudança de habitação contra vontade, doença grave, pequenas contrariedades não são consideradas como eventos fortes o suficiente para desencadear depressão. O que torna as pessoas vulneráveis ainda é objeto de estudos. A influência genética como em toda medicina é muito estudada. Trabalhos recentes mostram que mais do que a influência genética, o ambiente durante a infância pode predispor mais as pessoas. O fator genético é fundamental uma vez que os gêmeos idênticos ficam mais deprimidos do que os gêmeos não idênticos.
(http://www.psicosite.com.br)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Pensamento do Dia!


"Por mais longa que seja a caminhada o mais importante é dar o primeiro passo."
(Vinícius de Moraes)

Você complica o Amor?


Na maioria das vezes, o amor exige simplicidade: nas atitudes, nos pensamentos e até na confiança. As pessoas complicadas dificultam o amor. A imaginação atua demais, fantasiando problemas onde não existem. O diálogo falha e o ressentimento vem.
A duração prolongada da mágoa e do ressentimento dificultam a relação. Sentir raiva é saudável. Como pode atuar no amor mascarando seus sentimentos? Sentir raiva é simples. Comunicar a raiva é sabedoria. Saber comunicar com jeito sem a ira explosiva que destrói. Falo da raiva que constrói. Coloca verdade, sentimento, resolve. Durando muito tempo, endurece o coração e até as artérias. Aí, o amor vive no tempo passado. Tudo é o passado. Amor saudável, relação duradoura vive no presente. O futuro nunca estará disponível, só o presente.
O mundo atual precisa da cooperação, de compartilhar, doar, renunciar e amar! Aquele que se isola , complica a vida. Como viver sem se comunicar com as pessoas? Sendo apenas formal, vai complicar. Sendo assertivo, amável, sua vida amorosa será facilitada. Cooperação não combina com o egoísmo. Amor precisa de confiança. Como vai amar uma pessoa em que não confia o suficiente? Confiança total? Lógico que não!Temos nosso lugarzinho reservado. A exposição é sincera, mas não é total. Uma confiança sem a reserva infrutífera e imatura da ingenuidade. Todos temos defeitos.
Como você atua no mundo e no amor? É capaz de fazer concessões? A simpatia flui na sua vida ou não? Pessoas bem humoradas são até mais práticas e levinhas, levinhas. Facinhas. Gostosas. Macias. Sua relação amorosa fluirá quando vier a leveza. Leveza nos gestos, nas palavras e nas ações. Leveza no olhar. Atenção. Estar presente, com os sentidos estimulados. Isso é facilitador para o casal!
Quando estamos cansados, apressados, egoístas ou irados, estamos complicados. Raciocínio confuso. As emoções alteradas. O sangue fluindo com força e muita raiva. Assim, complica tudo! Não flui a comunicação do casal nesse momento confuso e caótico. Melhor esperar a poeira assentar.
O amor complica quando o diálogo falta. Quando se quer estar junto, mas o orgulho não deixa. Quando se precisa estar sozinho, mas a pessoa não respeita seu momento. Complicação na certa. Aonde o orgulho encontra espaço , falta espaço para o amor.
Quando uma briga pode terminar com um beijo e explode com fúria, é complicação. Quando o silêncio vem e impede uma palavra carinhosa. Quando mergulhamos numa série de pensamentos e limitamos a ação, o movimento no amor. Amor simplificado é dinanismo. Nunca está parado.
Ciúme facilita o relacionamento amoroso? Sim. Cuidado com a quantidade e com a intenção do ciúme. Sim, intenção. Ciúme com intenção de controle não funciona e complica. A relação fica muito pesada, insossa. Quando o fardo está muito pesado, temos vontade de largar. O ser humano pode ser muito frágil, às vezes.
Agora, o ciúme com intenção de proteger a pessoa amada, aquele mais leve, não complica o amor. Dá um colorido gostoso.
O relacionamento pode enfrentar situações complicadas que interferem na comunicação do casal. Suscitam dúvidas, ameaçam o futuro amoroso. No entanto, depende de como o casal enfrenta situações aparentemente complicadas como: traição, falta de dinheiro, incompatibilidade de gênios, dificuldades com pessoas da família, problemas sexuais.
Precisa haver compreensão e tolerância. Viver em constante parceria. Você continua sendo um só, mas precisa aprender a sentir empatia pelo outro. Por que ele se sente assim? Tolerar para compreender. Não é uma tolerância que vem da passividade, mas da ampla sabedoria de querer fazer feliz o outro. Para fazer feliz o outro , você não precisa se tornar infeliz.
O casal complicado acha que precisa estar sempre enamorado, apaixonado. Vivendo num sonho interminável. Mesmo com o tempo passando. Não. Os dois mudam. A vida muda. Como você deseja que o outro se comporte como há 20 anos? Claro que não! Alguns sentimentos não podem mudar porque senão a coisa complica. Compreensão, confiança, carinho, companheirismo. Isso tem que estar sempre intacto. Frágil, mas com possibilidades de conserto.
Não complique. Ah, seu amor é complicado, genioso, melindroso, ciumento? Tente se colocar no lugar dele. Saia um pouco do seu ego. O problema é nosso ego que deseja ver no outro uma extensão de si mesmo. São duas individualidades distintas.
O mundo está muito prático, mas continua lindo, apesar de tudo. O amor é lindo! Facilitar o amor é ver o que há de bom no outro. Saber comunicar o que há de bom nele. Saber conviver dia a dia, chorando, rindo, mas convivendo. Tirar lições proveitosas através do perdão que facilita muito.
Quando você perdoa de verdade, o muro do silêncio desaba e da complicação também. O perdão não é conivente com o erro e nem com o desrespeito, mas ele é correção, amadurecimento. O diálogo reaparece como um gerador de forças. E junto do diálogo, renasce a paixão.
Lembre-se, uma constante falta de auto-estima vai complicar sua vida. Auto-estima é um exercício diário de amadurecimento. Ela vai e vem. Precisamos trabalhar para que ela se mantenha numa reserva saudável.
Amar o outro requer amar a si mesmo. Quem não se ama tem uma vida muito complicada, restrita e sem luz.
Use a imaginação a seu favor. Não veja problemas onde não existem. Cuidado com a lente de aumento da imaginação que prevê tudo cinza e preto. Cuidado com a lente de aumento que nada vê. Fugindo do problema está complicando.
Amar é simplicidade, olho no olho e sinceridade. Quem oculta grande parte de si, esconde, desvia, trai, está complicando.
Ame , descomplique e se comunique!
(Por Sandra Cecília - http://www.relaxmental.com.br)
 
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