Amar Demais... Um Erro!
sábado, 19 de julho de 2014
Livro - Relacionamentos Positivos – Vença a dependência emocional e crie relações saudáveis - Lourdes Possatto
Vença a dependência emocional e crie relações saudáveis. Você sabe como lidar com o medo, com as situações constrangedoras e com as frustrações? Sabe agir de coração aberto, com desprendimento, sem esperar nada em troca? Aprendeu a tirar proveito do sofrimento e, no fim de tudo, sentir que cresceu com aquela experiência dolorosa? Os relacionamentos interpessoais não são fáceis! As pessoas têm de estar equilibradas e dispostas a entender os outros como eles são. Por esse motivo, relacionar-se é uma arte. Requer exercício constante, perseverança e desejo de conquistar o que de melhor existe para sua vida: saúde emocional e relacionamentos descomplicados.
segunda-feira, 5 de maio de 2014
O que é a histeria?
O que é a
histeria?
A
histeria é uma forma de neurose caracterizada por exagero teatral das
reações emocionais e pela conversão de conflitos psíquicos em
sintomas físicos. Muitas vezes a histeria dá a impressão (sem ser) de
simulação. Com relação a ela talvez possamos parodiar o verso que Fernando
Pessoa escreveu sobre o poeta, mantendo as mesmas metáforas que ele usou:
"O
poeta (o histérico) é um fingidor
Finge tão
completamente
Que às
vezes finge que é dor
A dor que
deveras sente."
Quais
os sintomas da histeria?
Os
sintomas da histeria são polifacéticos e podem imitar praticamente
qualquer enfermidade. Eles são de dois tipos: sintomas conversivos,
constituídos por expressões físicas de conflitos emocionais (paralisias,parestesias,
contraturas, anestesias, perda da fala ou da visão, etc.)
e sintomas dissociativos, em que ocorre uma cisão da consciência,
originando bizarrias psicológicas como automatismos, estados crepusculares,amnésias,
desmaios, etc.
Quais as
características psicológicas das pessoas com neurose histérica?
Os
histéricos reagem às pessoas e situações com grandes arroubos emocionais
caricatos e procuram chamar a atenção sobre si exibindo o que consideram ser
características atraentes (beleza física, superioridade moral, bons modos,
vestir-se bem, etc.) ou buscando causar compaixão ou ciúmes. Eles geralmente
adornam suas falas com termos superlativos e suas performances logo se mostram
pouco autênticas e sem genuinidade. São interiormente anárquicos, não sabem bem
o que querem; são impontuais e despreocupados com detalhes. Guiam-se mais por
intuições e impressões repentinas que por juízos serenos e bem fundamentados.
Sentem-se aborrecidos com as tarefas rotineiras, mas só se envolvem em
empreendimentos novos se eles prometem atrair atenção.
Outros
traços psicológicos são:
- Emocionalidade: Os
histéricos habitualmente reagem aos acontecimentos com uma exuberância
emocional inadequada, chegando, por vezes, a serem espalhafatosos. No
relacionamento pessoal parecem efusivos e cordiais, e decepcionam-se com o
que lhes parece ser a frieza das demais pessoas. A sua linguagem, além de
superlativa, é recheada de frases de efeito e eles podem tornar-se pouco
fieis à verdade se algum adorno que a falseia parece conferir a ela um
aspecto mais bombástico.
- Dramatização: Ao invés de
apenas falar, os histéricos dramatizam sua expressividade e fazem isso
principalmente em relação às doenças. Ao invés de apenas falar que a perna
lhes dói, os histéricos a arrastam. Quando tristes, irrompem em choros convulsivos
e se estão alegres explodem em gargalhadas altissonantes. Suas
manifestações e suas vestes, por exemplo, são planejadas para chamar
atenção. Nas mulheres há um exagero caricatural da feminilidade e nos
homens uma certa afetação.
- Sedutividade: Os histéricos
procuram ter um comportamento sedutor. Muitas vezes a sedutividade dos
histéricos é dissimulada sob a forma de galanteios ou elogios, mas às
vezes é claramente erotizada. Para tal, as mulheres histéricas podem até
tornarem-se sexualmente promíscuas. As pessoas que também se utilizam
dessas mesmas táticas são vistas por elas como rivais.
- Sugestionabilidade: Os histéricos
são também muito sugestionáveis e podem ser influenciados tanto por
pessoas quanto por situações. Se, por exemplo, acompanhar algum doente, é
possível que tempos depois o histérico venha a sentir os
mesmos sintomas da pessoa a quem assistiu. Quando admiram
determinada pessoa, dentro em pouco estão se comportando como ela. Se
passarem a conviver num meio social novo, adotam rapidamente os costumes
dele.
O que são
crises histéricas?
As crises
histéricas são episódios em que os sintomas histéricos
sobrevêm de maneira repentina, em geral à raiz de uma situação emocional
desagradável. Um caso especial delas é o representado pelos desmaios
histéricos, que imitam os desmaios epilépticos. Os fatores desencadeantes
dessas crises em geral são ligados à vida amorosa (o namorado que foi flagrado
com outra, o amante que partiu, o marido que brigou com a paciente, dentre
outros). Esses fatos dificilmente são tomados na sua expressão real e o
histérico acrescenta a eles uma boa dose de fantasia, de modo a torná-los ainda
mais drásticos.
Como
diferenciar os desmaios epilépticos dos desmaios histéricos?
Epilépticos
|
Histéricos
|
Acontecem
em qualquer situação, até mesmo durante o sono.
|
Só
ocorrem em presença de outras pessoas. Necessitam de uma platéia.
|
Perdem
o tônus
muscularrepentinamente
e, em geral, se ferem.
|
Não
se machucam. Caem vagarosamente e se protegem.
|
Quase
sempre mordem a línguadurante as
convulsões.
|
Com
os histéricos isso não acontece.
|
Perdem urina durante os
desmaios.
|
Com
os histéricos isso não acontece.
|
Babam
muito durante as crises.
|
Com
os histéricos isso não acontece.
|
Recobram
a lucidez e a orientação aos poucos.
|
Os
histéricos recobram-nas mais rapidamente.
|
Como deve
ser feito o tratamento das histerias?
O
tratamento das histerias deve ser principalmente psicoterápico, embora algumas
medicações ansiolíticas e antidepressivas possam ser úteis para aliviar ou
corrigir alguns sintomas agudos. Imagina-se que as histerias sejam os casos melhor
indicados para a psicanálise.
ABC.MED.BR, 2011. O que é a histeria?. Disponível em:
http://www.abc.med.br/p/psicologia..47.psiquiatria/224570/o+que+e+a+histeria.htm
domingo, 4 de maio de 2014
Livro - Por Isso a Gente Acabou - Daniel Handler
Sinopse
Por isso a gente acabou trata, com a comicidade típica de Daniel Handler, nome verdadeiro de Lemony Snicket, de uma situação difícil pela qual todos um dia irão passar: o fim de uma relação amorosa e toda a angústia, tristeza e incerteza que essa vivência pode gerar.
Min Green e Ed Slaterton estudam na mesma escola e, depois de apenas algumas semanas de convívio intenso e apaixonado, acabam o namoro. Depois de sofrer muito, Min resolve, como marco da ruptura definitiva, entregar ao garoto uma caixa repleta de objetos significativos para o casal junto com uma carta falando sobre cada um desses objetos e do episódio que ele representou, sempre acrescentando, ao final, uma nova razão para o rompimento. Essa carta é o texto de Por isso a gente acabou, que é, assim, carregado de um tom informal e tragicômico - características da personagem - e traduz com um misto de simplicidade e profundidade a história de uma separação.
Imerso neste universo adolescente, o leitor conhecerá a divertida personalidade de Min, uma garota apaixonada por filmes cujo sonho é ser diretora de cinema, e as idas e vindas desse romance, desde o dia em que os dois conversaram pela primeira vez até o instante em que tudo acabou.
A artista Maira Kalman, autora de diversas capas da revista The New Yorker, ilustrou cada um dos objetos da narrativa, trazendo cor e descontração a esta história dolorida.
Obs. Interessadas no livro ou em outros livros no blog. Deixe seu email no comentário.
Posso enviar pro seu email. ;)
segunda-feira, 21 de abril de 2014
sexta-feira, 28 de março de 2014
Amor Bandido
“Não sei explicar direito o que sentia ao mesmo tempo em que me dava prazer em estar sob a condição de risco, também dava uma vontade de jogar tudo pro ar, porque no fundo sentia vergonha, mais o amor era maior que qualquer regra”... -Relata Rosane.
-“Quanto mais perto sinto sensação do perigo, juntamente com todas as forças físicas e verbais que se exercem sobre meu lado submisso, vou saboreando o prazer de ser dominada”. -Conta Márcia.
-“Eu tinha ao meu lado uma fonte de renda e carinho, achava que nada poderia nos deter, afinal éramos amantes e parceiros. Demorei pra perceber que estava acomodada numa relação problemática, nessa *vida louca. Hoje me arrependo, tarde demais, mas me arrependo”... -Desabafa Mareai.
-“Ver na pessoa que me relaciono a posse e o domínio me dá a sensação de que preciso ser dominada, acho que nasci com a missão de ser mandada. É como um jogo, onde preciso me sentir castigada”. -Diz Regina.
-“Não gosto de estar no controle de nada, nasci pra cumprir ordens e gosto de ser assim”. - Explica Cleide.
-“Conheço muitas mulheres que são o meu oposto, na vida tem atitudes extremamente controladoras, impositivas, tem necessidade do controle da casa, do trabalho, dos filhos, do marido, mas definitivamente, este não foi o meu caso”. -Conclui Neuma.
-“Sei lá, ele dava a impressão de poder, me fazia segura. Não tinha a preocupação de estar fazendo o errado. Mesmo porque, a única coisa certa, era viver pra ele. Como era mais fácil pra mim, por ser mulher, eu botava mesmo a cara pra bater. Jamais pensei que fosse usada, porque desfrutávamos junto à grana que entrava. Só entendi que vivia de forma errada, depois que ‘a casa caiu’ e ele escapou. Nunca mais me deu notícias”.
- Lamenta Lucia.
- Lamenta Lucia.
-“Me senti atraída pela fortaleza que me passava, acrescentando a certeza e a segurança em tudo o que me propunha. Estava tão envolvida, que quando me dei conta, quis voltar atrás, mas ele não aceitava a separação. No fundo, o que eu sentia era medo, medo dele, do futuro e da solidão. No fim, nós dois nos demos mal e sabe-se lá como será, se um dia nos reencontrarmos. Pelo que fiquei sabendo, ele está em outra e a pessoa, vai visitá-lo toda semana, não sei se ainda amo, mas sinto ciúme sim”. -Revela Claudia.
-O que poderia ter em comum Rosane, Márcia, Mareie Regina, Cleide, Neuma, Lucia e Claudia?
-Como essas oito mulheres de fisionomia, cultura, estado, idade, gosto, estilo e situação tão diferentes, entraram umas nas vidas das outras?
-Por que pensam, sentem e justificam de forma tão expressiva e evidente suas perdas e dores?
-O que existe em cada uma das histórias que narram, de tão similar?
-O que as atraiu, tornando-as tão próximas e iguais, quando as diferenças externas são explícitas?
Pois assim o é.
Todas estão presas e responsabilizam a última relação amorosa.
Algumas seduzidas, pelos benefícios financeiros, outras pela cumplicidade, umas com receios ou medos, mas no final, sem querer desagradar o par, mergulharam no crime.
Algumas seduzidas, pelos benefícios financeiros, outras pela cumplicidade, umas com receios ou medos, mas no final, sem querer desagradar o par, mergulharam no crime.
Cada qual retrata sua experiência que ao final, evidencia o preço de um louco amor se este for do crime.
Afirmam que a única coisa que valia a pena era fazer a outra parte feliz. Muito distante seria a recusa ou a negativa diante de um pedido. Assim, ceder era o melhor sempre!
Há as que contam estarem cientes de que vivenciavam uma relação perigosa, bem como, as que afirmam ter sido a única e primeira vez que se delinqüiu em parceria.
Têm os casos, em que o crime só entrou na vida do casal, depois de um período, como as que sentiram a obrigação “moral” de praticar a fiel cumplicidade.
Afirmam que a única coisa que valia a pena era fazer a outra parte feliz. Muito distante seria a recusa ou a negativa diante de um pedido. Assim, ceder era o melhor sempre!
Há as que contam estarem cientes de que vivenciavam uma relação perigosa, bem como, as que afirmam ter sido a única e primeira vez que se delinqüiu em parceria.
Têm os casos, em que o crime só entrou na vida do casal, depois de um período, como as que sentiram a obrigação “moral” de praticar a fiel cumplicidade.
Para sobreviver, ajudar nas dívidas, ou ser apenas conivente, o importante é dizer sim! Antigamente era muito mais difícil uma mulher levantar suspeita, assim, muitos procurando se beneficiarem, empurravam suas mulheres para o risco.
Embora possam parecer inacreditável, muitas procuram ainda nas prisões o homem de suas vidas. E suportam qualquer sacrifício, em função dessa relação. Não há nada de anormal em se ter um (a) parceiro (a) preso (a), mais buscar uma pessoa sem referencias e sem um norte não é tão natural assim.
Não se trata aqui de amar alguém que por uma fatalidade, tornou-se por "nominação" em bandido ou delinqüiu por razões que não estão no mérito, ou seja, não falamos de amar alguém na condição e sim na ação. O amor bandido, tem haver com o comportamento.
O triste fim, dificilmente se difere, ou seja, elas capturadas e eles nem sempre com o mesmo destino. Portanto, a maioria esquece a companheira só e abandonada na prisão.
Por mais cruel que possa parecer, o fato é que palavra de bandido “não faz curva”, mas sentimento... E assim sendo... Não há sentimento certo que possa nutrir ou dar esperanças de esperas nem tão pouco, cabem nessa relação expectativas de gratidão...
Por mais cruel que possa parecer, o fato é que palavra de bandido “não faz curva”, mas sentimento... E assim sendo... Não há sentimento certo que possa nutrir ou dar esperanças de esperas nem tão pouco, cabem nessa relação expectativas de gratidão...
Afinal, Um Amor bandido... É sempre Um Amor Bandido.
*Vida Louca - relação marginal, muitas vezes se refere ao amor bandido e o tráfico.
*Nota:- Por Elizabeth Misciasci -
http://www.eunanet.net/beth/news/topicos/amor_bandido.htm
http://www.eunanet.net/beth/news/topicos/amor_bandido.htm
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