Amar Demais... Um Erro!

Amar Demais... Um Erro!

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Eu ainda existo!

Galera, me procurem no meu instagram @souansiosa ou nesse link que tem minhas demais redes sociais https://manylink.co/@souansiosa 
Me acompanhem por lá, muitas coisas mudaram em minha vida, é mais prático escrever por lá, eu tinha perdido a senha do blog. Os livros alguns ainda tenho, só me manda mensagem lá que eu envio.
um beijo.

Andreza.
Só por hoje.

domingo, 14 de setembro de 2014

Eu me chamo Andreza e tenho depressão...


Eu me chamo Andreza, tenho 29 anos e tenho depressão. Muita gente tem vergonha de assumir que tem depressão, porque muita gente te preconceito com a relação a doença. As pessoas te julgam, te condenam, mas o que elas não entendem de como é difícil ser um sobrevivente diário dessa doença. A depressão te devasta, faz você perde sua identidade, sua personalidade, seu gosto pela vida, pelas coisas que estão ao redor... Você tem dificuldades de levantar da cama, você não quer sair de casa, não quer ver ninguém, quer se afundar dentro de si mesmo. Simplesmente se apaga aos poucos, se anula. As pessoas ao redor começam a achar você chato, sem graça, sem vida. E também acham que tudo aquilo que descrevi acima é "frescura". Eu já ouvi tantas vezes que eu era saudável, tinha uma boa família, um bom emprego, bons amigos, que eu deveria acordar pra vida, e que eu não tinha necessidade de ter depressão. Como se eu tivesse uma escolha. Pois bem, eu não tive escolha! Ela veio chegando de mansinho, foi tomando conta de mim e das minhas vontades, procurei ajuda médica, tomei medicamentos, fiz terapia, chorei, quis sumir, e também nunca mais sair do meu quarto. Muitas pessoas me perguntavam qual era o motivo? O que me levou pro fundo do poço? Eu tenho uma resposta ensaiada, pra não me expor demais. Afinal ninguém tem nada haver com minha vida, e quer saber pra depois sair contando que tudo é uma grande besteira. Que se eu quisesse mesmo eu daria a volta por cima. Depressão é pra gente que não tem o que fazer... É pros fracos.
Eu descobri que estava com depressão em 2010, e desde de lá venho lutando todos os dias, não é nada fácil um dia você estar bem, noutro você não estar. Só quem realmente entende é quem um dia já teve... Atualmente não estou fazendo terapia, apenas estou tomando antidepressivos. Tem dias que me sinto tão pequena diante disso tudo, que queria voltar a ser tudo aquilo que já fui um dia, uma garota animada, sorridente, cheia de amigos, super badalada. Mas tento viver um dia de cada vez... Só por hoje.
Andreza Silva

sábado, 19 de julho de 2014

Livro - Relacionamentos Positivos – Vença a dependência emocional e crie relações saudáveis - Lourdes Possatto




Vença a dependência emocional e crie relações saudáveis. Você sabe como lidar com o medo, com as situações constrangedoras e com as frustrações? Sabe agir de coração aberto, com desprendimento, sem esperar nada em troca? Aprendeu a tirar proveito do sofrimento e, no fim de tudo, sentir que cresceu com aquela experiência dolorosa? Os relacionamentos interpessoais não são fáceis! As pessoas têm de estar equilibradas e dispostas a entender os outros como eles são. Por esse motivo, relacionar-se é uma arte. Requer exercício constante, perseverança e desejo de conquistar o que de melhor existe para sua vida: saúde emocional e relacionamentos descomplicados.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

O que é a histeria?


O que é a histeria?
A histeria é uma forma de neurose caracterizada por exagero teatral das reações emocionais e pela conversão de conflitos psíquicos em sintomas físicos. Muitas vezes a histeria dá a impressão (sem ser) de simulação. Com relação a ela talvez possamos parodiar o verso que Fernando Pessoa escreveu sobre o poeta, mantendo as mesmas metáforas que ele usou:
"O poeta (o histérico) é um fingidor
Finge tão completamente
Que às vezes finge que é dor
A dor que deveras sente."

Quais os sintomas da histeria?
Os sintomas da histeria são polifacéticos e podem imitar praticamente qualquer enfermidade. Eles são de dois tipos: sintomas conversivos, constituídos por expressões físicas de conflitos emocionais (paralisias,parestesias, contraturas, anestesias, perda da fala ou da visão, etc.) e sintomas dissociativos, em que ocorre uma cisão da consciência, originando bizarrias psicológicas como automatismos, estados crepusculares,amnésias, desmaios, etc.

Quais as características psicológicas das pessoas com neurose histérica?
Os histéricos reagem às pessoas e situações com grandes arroubos emocionais caricatos e procuram chamar a atenção sobre si exibindo o que consideram ser características atraentes (beleza física, superioridade moral, bons modos, vestir-se bem, etc.) ou buscando causar compaixão ou ciúmes. Eles geralmente adornam suas falas com termos superlativos e suas performances logo se mostram pouco autênticas e sem genuinidade. São interiormente anárquicos, não sabem bem o que querem; são impontuais e despreocupados com detalhes. Guiam-se mais por intuições e impressões repentinas que por juízos serenos e bem fundamentados. Sentem-se aborrecidos com as tarefas rotineiras, mas só se envolvem em empreendimentos novos se eles prometem atrair atenção.
Outros traços psicológicos são:
  • Emocionalidade: Os histéricos habitualmente reagem aos acontecimentos com uma exuberância emocional inadequada, chegando, por vezes, a serem espalhafatosos. No relacionamento pessoal parecem efusivos e cordiais, e decepcionam-se com o que lhes parece ser a frieza das demais pessoas. A sua linguagem, além de superlativa, é recheada de frases de efeito e eles podem tornar-se pouco fieis à verdade se algum adorno que a falseia parece conferir a ela um aspecto mais bombástico.
  • Dramatização: Ao invés de apenas falar, os histéricos dramatizam sua expressividade e fazem isso principalmente em relação às doenças. Ao invés de apenas falar que a perna lhes dói, os histéricos a arrastam. Quando tristes, irrompem em choros convulsivos e se estão alegres explodem em gargalhadas altissonantes. Suas manifestações e suas vestes, por exemplo, são planejadas para chamar atenção. Nas mulheres há um exagero caricatural da feminilidade e nos homens uma certa afetação.
  • Sedutividade: Os histéricos procuram ter um comportamento sedutor. Muitas vezes a sedutividade dos histéricos é dissimulada sob a forma de galanteios ou elogios, mas às vezes é claramente erotizada. Para tal, as mulheres histéricas podem até tornarem-se sexualmente promíscuas. As pessoas que também se utilizam dessas mesmas táticas são vistas por elas como rivais.
  • Sugestionabilidade: Os histéricos são também muito sugestionáveis e podem ser influenciados tanto por pessoas quanto por situações. Se, por exemplo, acompanhar algum doente, é possível que tempos depois o histérico venha a sentir os mesmos sintomas da pessoa a quem assistiu. Quando admiram determinada pessoa, dentro em pouco estão se comportando como ela. Se passarem a conviver num meio social novo, adotam rapidamente os costumes dele.

O que são crises histéricas?
As crises histéricas são episódios em que os sintomas histéricos sobrevêm de maneira repentina, em geral à raiz de uma situação emocional desagradável. Um caso especial delas é o representado pelos desmaios histéricos, que imitam os desmaios epilépticos. Os fatores desencadeantes dessas crises em geral são ligados à vida amorosa (o namorado que foi flagrado com outra, o amante que partiu, o marido que brigou com a paciente, dentre outros). Esses fatos dificilmente são tomados na sua expressão real e o histérico acrescenta a eles uma boa dose de fantasia, de modo a torná-los ainda mais drásticos.

Como diferenciar os desmaios epilépticos dos desmaios histéricos?
Epilépticos
Histéricos
Acontecem em qualquer situação, até mesmo durante o sono.
Só ocorrem em presença de outras pessoas. Necessitam de uma platéia.
Perdem o tônus muscularrepentinamente e, em geral, se ferem.
Não se machucam. Caem vagarosamente e se protegem.
Quase sempre mordem a línguadurante as convulsões.
Com os histéricos isso não acontece.
Perdem urina durante os desmaios.
Com os histéricos isso não acontece.
Babam muito durante as crises. 
Com os histéricos isso não acontece.
Recobram a lucidez e a orientação aos poucos.
Os histéricos recobram-nas mais rapidamente.


Como deve ser feito o tratamento das histerias?
O tratamento das histerias deve ser principalmente psicoterápico, embora algumas medicações ansiolíticas e antidepressivas possam ser úteis para aliviar ou corrigir alguns sintomas agudos. Imagina-se que as histerias sejam os casos melhor indicados para a psicanálise.

ABC.MED.BR, 2011. O que é a histeria?. Disponível em: http://www.abc.med.br/p/psicologia..47.psiquiatria/224570/o+que+e+a+histeria.htm

domingo, 4 de maio de 2014

Livro - Por Isso a Gente Acabou - Daniel Handler



Sinopse
Por isso a gente acabou trata, com a comicidade típica de Daniel Handler, nome verdadeiro de Lemony Snicket, de uma situação difícil pela qual todos um dia irão passar: o fim de uma relação amorosa e toda a angústia, tristeza e incerteza que essa vivência pode gerar. 
Min Green e Ed Slaterton estudam na mesma escola e, depois de apenas algumas semanas de convívio intenso e apaixonado, acabam o namoro. Depois de sofrer muito, Min resolve, como marco da ruptura definitiva, entregar ao garoto uma caixa repleta de objetos significativos para o casal junto com uma carta falando sobre cada um desses objetos e do episódio que ele representou, sempre acrescentando, ao final, uma nova razão para o rompimento. Essa carta é o texto de Por isso a gente acabou, que é, assim, carregado de um tom informal e tragicômico - características da personagem - e traduz com um misto de simplicidade e profundidade a história de uma separação.
Imerso neste universo adolescente, o leitor conhecerá a divertida personalidade de Min, uma garota apaixonada por filmes cujo sonho é ser diretora de cinema, e as idas e vindas desse romance, desde o dia em que os dois conversaram pela primeira vez até o instante em que tudo acabou.
A artista Maira Kalman, autora de diversas capas da revista The New Yorker, ilustrou cada um dos objetos da narrativa, trazendo cor e descontração a esta história dolorida. 

Obs. Interessadas no livro ou em outros livros no blog. Deixe seu email no comentário. 
Posso enviar pro seu email. ;)

sexta-feira, 28 de março de 2014

Amor Bandido

“Não sei explicar direito o que sentia ao mesmo tempo em que me dava prazer em estar sob a condição de risco, também dava uma vontade de jogar tudo pro ar, porque no fundo sentia vergonha, mais o amor era maior que qualquer regra”... -Relata Rosane.
-“Quanto mais perto sinto sensação do perigo, juntamente com todas as forças físicas e verbais que se exercem sobre meu lado submisso, vou saboreando o prazer de ser dominada”. -Conta Márcia.
-“Eu tinha ao meu lado uma fonte de renda e carinho, achava que nada poderia nos deter, afinal éramos amantes e parceiros. Demorei pra perceber que estava acomodada numa relação problemática, nessa *vida louca. Hoje me arrependo, tarde demais, mas me arrependo”... -Desabafa Mareai.
-“Ver na pessoa que me relaciono a posse e o domínio me dá a sensação de que preciso ser dominada, acho que nasci com a missão de ser mandada. É como um jogo, onde preciso me sentir castigada”. -Diz Regina.
-“Não gosto de estar no controle de nada, nasci pra cumprir ordens e gosto de ser assim”. - Explica Cleide.
-“Conheço muitas mulheres que são o meu oposto, na vida tem atitudes extremamente controladoras, impositivas, tem necessidade do controle da casa, do trabalho, dos filhos, do marido, mas definitivamente, este não foi o meu caso”. -Conclui Neuma.
-“Sei lá, ele dava a impressão de poder, me fazia segura. Não tinha a preocupação de estar fazendo o errado. Mesmo porque, a única coisa certa, era viver pra ele. Como era mais fácil pra mim, por ser mulher, eu botava mesmo a cara pra bater. Jamais pensei que fosse usada, porque desfrutávamos junto à grana que entrava. Só entendi que vivia de forma errada, depois que ‘a casa caiu’ e ele escapou. Nunca mais me deu notícias”.
- Lamenta Lucia.
-“Me senti atraída pela fortaleza que me passava, acrescentando a certeza e a segurança em tudo o que me propunha. Estava tão envolvida, que quando me dei conta, quis voltar atrás, mas ele não aceitava a separação. No fundo, o que eu sentia era medo, medo dele, do futuro e da solidão. No fim, nós dois nos demos mal e sabe-se lá como será, se um dia nos reencontrarmos. Pelo que fiquei sabendo, ele está em outra e a pessoa, vai visitá-lo toda semana, não sei se ainda amo, mas sinto ciúme sim”. -Revela Claudia.
-O que poderia ter em comum Rosane, Márcia, Mareie Regina, Cleide, Neuma, Lucia e Claudia?
-Como essas oito mulheres de fisionomia, cultura, estado, idade, gosto, estilo e situação tão diferentes, entraram umas nas vidas das outras?
-Por que pensam, sentem e justificam de forma tão expressiva e evidente suas perdas e dores?
-O que existe em cada uma das histórias que narram, de tão similar?
-O que as atraiu, tornando-as tão próximas e iguais, quando as diferenças externas são explícitas?
Pois assim o é.
Todas estão presas e responsabilizam a última relação amorosa.
Algumas seduzidas, pelos benefícios financeiros, outras pela cumplicidade, umas com receios ou medos, mas no final, sem querer desagradar o par, mergulharam no crime.
Cada qual retrata sua experiência que ao final, evidencia o preço de um louco amor se este for do crime.
Afirmam que a única coisa que valia a pena era fazer a outra parte feliz. Muito distante seria a recusa ou a negativa diante de um pedido. Assim, ceder era o melhor sempre!
Há as que contam estarem cientes de que vivenciavam uma relação perigosa, bem como, as que afirmam ter sido a única e primeira vez que se delinqüiu em parceria.
Têm os casos, em que o crime só entrou na vida do casal, depois de um período, como as que sentiram a obrigação “moral” de praticar a fiel cumplicidade.
Para sobreviver, ajudar nas dívidas, ou ser apenas conivente, o importante é dizer sim! Antigamente era muito mais difícil uma mulher levantar suspeita, assim, muitos procurando se beneficiarem, empurravam suas mulheres para o risco.
Embora possam parecer inacreditável, muitas procuram ainda nas prisões o homem de suas vidas. E suportam qualquer sacrifício, em função dessa relação. Não há nada de anormal em se ter um (a) parceiro (a) preso (a), mais buscar uma pessoa sem referencias e sem um norte não é tão natural assim.
Não se trata aqui de amar alguém que por uma fatalidade, tornou-se por "nominação" em bandido ou delinqüiu por razões que não estão no mérito, ou seja, não falamos de amar alguém na condição e sim na ação. O amor bandido, tem haver com o comportamento.
O triste fim, dificilmente se difere, ou seja, elas capturadas e eles nem sempre com o mesmo destino. Portanto, a maioria esquece a companheira só e abandonada na prisão.
Por mais cruel que possa parecer, o fato é que palavra de bandido “não faz curva”, mas sentimento... E assim sendo... Não há sentimento certo que possa nutrir ou dar esperanças de esperas nem tão pouco, cabem nessa relação expectativas de gratidão...
Afinal, Um Amor bandido... É sempre Um Amor Bandido.

*Vida Louca - relação marginal, muitas vezes se refere ao amor bandido e o tráfico.
*Nota:- Por Elizabeth Misciasci -
http://www.eunanet.net/beth/news/topicos/amor_bandido.htm

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Encontrei esse texto num grupo que participo... É perfeito!


“Relacionamentos acontecem. Você não precisa força-los. Tampouco apressá-los. Pessoas ficam juntas porque querem, no momento em que decidem juntas. Querer já é muito e ajuda a eliminar algumas dúvidas. As dúvidas existem porque pensamos nelas. E tudo está sujeito ao engano. É incontrolável. Como evitar cair em relações de dependência? Seja responsável por você: pensamentos, sentimentos e atos. Parece banal, mas não é. Não tente impor ao outro sua responsabilidade com relação a você mesmo. Ele gosta de você, mas não é tão responsável por você assim. Você responde por você, ele responde por ele. Amor não se cobra. Atenção também não. Carinho muito menos. Tenha isso em mente. Não tenha a obrigação de corresponder às expectativas do outro em todos os momentos. Ele as criou. Não o obrigue a corresponder às suas expectativas em todos os momentos. Você as criou. A moeda da culpa é muito alta. Não se culpem à toa. Não usem chantagens baratas, usem as mais elaboradas, em momentos oportunos. Não somos animais de estimação: não tentem se domesticar. Não somos animais selvagens: não tentem se enjaular. Não estejam nem queiram estar presentes na vida um do outro o tempo todo. Ninguém nasce com duas sombras. E quando estiverem longe, não se liguem toda hora. Todo mundo pode esperar. Na vida é bom saber detectar o que é urgência de fato. O resto é controle. Não ligue antes de dormir para saber onde ele está com a desculpa “só liguei pra dar boa noite”. Você não é mãe dele e vocês não têm 12 anos. Só liguem quando quiser, ou precisar, e não porque ele quer que ligue. Não deixem que os monstros da comunicação instantânea assombrem. Um SMS não respondido imediatamente, uma ligação sem retorno, ficar um dia sem se falar: não foi nada! Vocês não precisam checar o celular um do outro, fuçar as redes sociais, ter acesso aos e-mails pessoais. Quem inventou essa loucura? Não se controlem a ponto de ficarem com preguiça de se ver. Não aceite ser a polícia, o juiz ou o algoz de que você gosta. Sejam, menos ainda, vítimas um do outro. Não façam planos vitalícios com ninguém. E não se culpem por isso. Conversem sobre tudo, mas não discutam todos os lados da relação sempre. Incentivem-se, mas não virem o senso de direção um do outro. Não faça surpresas demais, não agrade demais. Ele não é seu filho único. Repito, que se vocês estão juntos é porque querem estar. Isso já é tão belo. Tenha assuntos e amigos pessoais, ele não deve ser seu único assunto e interlocutor. É sempre bom ter o que fazer na vida. Trabalho e lazer. É recomendável ter muitas coisas para pensar, como ideias e viagens. Hoje você vai sair sem ele e tudo bem. Amanhã ele vai viajar sem você e tudo bem. Hoje você vai encher a cara com seus amigos. É sempre bom. Depois de amanhã vocês podem ir ao cinema juntos! Então saibam se divertir juntos. E saibam se divertir um sem o outro. Não se violentem. A tortura é uma técnica menor. Pode dormir na casa dela, mas lembrem-se: você não mora lá. Pegação não é flerte. Flerte não é paixão. Paixão não significa romance. Romance não é namoro. Namoro não é casamento. Casamento não é virar uma pessoa só. Duas bocas, oito membros, duas cabeças, dois corações, dois organismos que só se comunicam com o mundo usando verbos na primeira pessoa do plural. Isso é mutação. Briguem por motivos reais. Tenham ciúme por motivos reais. 90% dos casos os motivos não são reais. Você tem passado. Ele tem passado. Ciúme do passado é motivo irreal. Você tem seus segredos. Ele tem os segredos dele. Respeitem-se. Aprendam a ensinar que respeito não envolve hostilidade. Tudo isso não quer dizer que ele tem outra pessoa, que você se apaixonou por outra pessoa ou que vocês se gostam pouco. Tudo isso vai fazer vocês gostarem mais um do outro. Antes de você existir na vida dele ele já existia. Existir não é tarefa fácil. Tem que deixar a existência arejada, sempre, pra poder existir ao lado de alguém. Mais disposto e com mais vontade. Que bom que você chegou na vida dele. Mas ele não nasceu de novo. Tudo vai se adaptar ao novo cenário.Tenham paciência. É exercício. Tentem cortar as ilusões de domínio: não funcionam com territórios, não funciona com conhecimento, nunca vai funcionar com pessoas. Isso adia os finais trágicos das relações possessivas. E torna as relações mais inspiradoras. Essas duram mais. No pós-romance as pessoas não precisam explicar tanto. Elas estão juntas porque querem. Isso basta. Fim.”
— Pedro Bial

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Afetos Impossíveis

Conheço um sujeito que se apaixonou pela cunhada. Um dia começou a pensar nela antes de dormir. Pouco depois, percebeu que não via a hora de encontrá-la nas reuniões de família. Não que fosse uma beldade, ele me disse. Era apenas uma gordinha brejeira, diferente da pálida elegante que ele namorava. De tanto desejar a mulher do irmão, começou a imaginar que ela também o queria. Achou que percebia olhares, sorrisos, raspões de corpo na porta da cozinha. Um dia, meio bêbado no almoço de domingo, na casa dos pais, teve certeza de que ela tocava os pés dele embaixo da mesa. Uma loucura. 
Como não era personagem do Nelson Rodrigues, nem a vida dele uma tragédia suburbana, num dado momento o surto passou, antes que ele tivesse tempo de fazer qualquer loucura. De alguma maneira, percebeu que, em vez paixão, o que estava sentindo era puro assanhamento - explicável, em boa medida, pelos problemas dele com a namorada. Quando as coisas recomeçaram a funcionar na intimidade dele, a cunhada voltou a ser apenas a mulher sorridente e carinhosa que sempre fora. 
Por trás dessa história inofensiva existe algo que eu chamo de “afetos impossíveis”. O alvo desses sentimentos insolúveis pode ser qualquer pessoa, mas a situação é sempre a mesma: uma fantasia amorosa invade a nossa consciência e ocupa o espaço da vida real. Em vez de mandá-la para o ralo dos devaneios inconfessáveis, nós abraçamos a aberração. Então os problemas começam. 
Há homens maduros que se apaixonam pela filha do vizinho. Há professoras que ficam obcecadas por alunos adolescentes. Há garotas transtornadas por outras garotas que nada querem com elas. Até gente enamorada do amigo ou da amiga cabe nessa definição. O que liga todos esses casos é a ausência de esperança. O que os torna parecido é o fato de esporem os caprichos do nosso desejo. 
Nós queremos tudo, o tempo inteiro. Afeto, sexo, admiração, objetos. É um milagre de sanidade que a máquina de querer que somos nós consiga estabelecer com o mundo – e com outras pessoas transbordando de vontades – alguma relação civilizada. Na maior parte do tempo, mantemos sob controle o aparato desenfreado de querer. Aplicamos sobre ele o duro princípio da realidade. Eu quero, mas Fulana não quer. Eu tenho vontade, mas não posso. Já tentamos e não deu certo. São mecanismos racionais de defesa que funcionam. Secretamente ainda queremos, mas esses mecanismos nos ajudam a socar a vontade inconfessável no porão da alma, lá embaixo, onde só entramos escondidos uma vez por ano, geralmente bêbados. 
Quando permitimos que uma vontade assim escape do porão ela vira um afeto impossível, espécie de Godzila emocional destruindo o centro de Tóquio, que somos nós. Desejo pela cunhada, paixão pelo amigo gay, o impulso de procurar aquela mulher que agora está casada com dois filhos. Que tal escrever, de novo, para aquela pessoa que trata você como lixo? Ou reatar o romance destrutivo que pôs à mostra o que há de pior em você? 
Não é preciso ser tabu para ser um afeto impossível. Cada um de nós conhece melhor que ninguém o rosto do seu mostro e os contornos do porão sombrio de onde ele saiu. São desejos sem correspondência na realidade. Autoindulgências perigosas. Situações trágicas, no sentido de que o seu desfecho é mais ou menos inevitável desde o início. Coisas que nos machucam, e, no limite, são capazes de nos destruir. Quem se concede esse tipo de fantasia está fadado a dar com os burros n’agua 9,5 em cada 10 vezes. Mas muitos insistem em tentar. 
Afinal, hoje em dia vivemos para realizar os nossos desejos. Acreditamos que a satisfação das nossas fantasias é a única forma de felicidade - na vida material e nas relações afetivas. Em vez de cultivar o senso de proporção e de realidade, agimos, na vida amorosa, como consumidores afoitos para quem tudo está disponível. Acreditamos no triunfo do desejo mesmo que ele dispute com a lei da gravidade. 
Pois eu acho que os limites existem. Cunhada não pode, filha do vizinho é demais, gente maluca não dá. Quem apenas nos faz sofrer está fora da lista, paixão platônica por amigos é burrice, dependente químico precisa de médico. Nem tudo que desejamos é legítimo, afinal. Nem tudo pode. Um dia temos de aprender a dizer não para nós mesmos e olhar os erros de frente. Aprender com as decepções. Em vez de ilusão, realidade. Em vez de devaneio, mundo real. Os afetos impossíveis resultam em boas histórias do Nelson Rodrigues – mas são histórias que ninguém quer levar na própria biografia. 
(Por Ivan Martins http://epoca.globo.com)

terça-feira, 30 de julho de 2013

Minhas Queridas!!!


Queridas amigas e leitoras deste blog,  eu gostaria de agradecer a todas por lerem o blog, e fazer com que vocês se sintam um pouco melhor com algumas leituras encontrada aqui.
Esse blog foi criado em 2011 depois que levei um pé na bunda com a ajuda da minha amiga Fádhia, e também agora com a colaboração da minha amiga Gisele.
Ultimamente não tenho postado, porque me mudei pra Salvador e ainda estou sem computador em casa. Mas todas as solicitações de pedidos de livros eu recebo no meu e mail e envio assim que eu leio.
Este blog serve para reunir os mais variados temas sobre mulheres e amor de um modo geral, algumas coisas eu escrevo, outras eu pesquiso na internet e posto aqui.
Fiquem a vontade para me mandar e mail se quiserem conversar ou desabafar, meu e mail é andrezacavalera@hotmail.com
Um beijo a todas e não esqueçam:  Só Por Hoje!


Andreza Cavalera.

quinta-feira, 25 de julho de 2013


Distimia


Distimia é um tipo de depressão crônica, de moderada intensidade. Diferentemente da depressão que se instala de repente, a distimia não tem essa marca brusca de ruptura. O mau humor é constante. Os portadores do transtorno são pessoas de difícil relacionamento, com baixa auto-estima e elevado senso de autocrítica. Estão sempre irritados, reclamando de tudo e só enxergam o lado negativo das coisas. Na maior parte das vezes, tudo fica por conta de sua personalidade e temperamento complicado.

Sintomas
O principal sintoma é a irritabilidade, mas existem outros:
* Mau humor;
* Baixa auto-estima;
* Desânimo e tristeza;
* Predominância de pensamentos negativos;
* Alterações do apetite e do sono;
* Falta de energia para agir;
* Isolamento social;
* Tendência ao uso de drogas lícitas, ilicítas e de tranquilizantes.
Diagnóstico
O diagnóstico é eminentemente clínico. O dado mais importante a considerar é a manifestação dos sintomas durante pelo menos dois anos consecutivos.
Via de regra, os portadores de distimia desenvolvem concomitantemente episódios de depressão grave. Quando se recuperam, porém, retornam a um patamar de humor que está sempre abaixo do nível normal. A maior dificuldade é que raramente se dão conta do próprio problema. Acham que o mau humor, a falta de prazer e interesse pelas coisas e a tristeza que não dá trégua fazem parte de sua personalidade e do seu jeito de ver o mundo, e quase nunca procuram ajuda.
Diagnosticar o transtorno precocemente e introduzir o tratamento adequado é de extrema importância, uma vez que por volta de 15% a 20% dos pacientes tentam o suicídio.
Prevalência
A distimia pode aparecer na infância ou numa fase mais tardia da vida. O mais comum, porém, é que surja na adolescência. Há evidências de que muitos idosos já tinham manifestado sinais do transtorno na adolescência.
Na infância, acomete igualmente meninos e meninas. Depois, é mais prevalente nas mulheres do que nos homens.
Tratamento
A associação de medicamentos antidepressivos com psicoterapia tem apresentado bons resultados no tratamento da distimia. Isoladamente, um e outro não funcionam a contento. Embora os antidepressivos corrijam o distúrbio biológico, o paciente precisa aprender novas possibilidades de reagir e estabelecer relações inter-pessoais.
A psicoterapia sem respaldo farmacológico é contraproducente, porque cobra uma mudança de comportamento que a pessoa é incapaz de atingir por causa de sua limitação orgânica.
Recomendações
* Se você conhece alguém sempre de mau humor, irritado, pessimista, considere a possibilidade de que seja portador distimia, um distúrbio do humor para o qual existe tratamento, e tente convencê-lo a procurar assistência médica;
* Fique atento: a distimia, assim como a depressão clássica, pode acometer crianças e adolescentes. Às vezes, esses transtornos estão camuflados atrás do baixo rendimento escolar, do comportamento anti-social e do temperamento agressivo que não conseguem controlar;
* Se, nos últimos dois anos pelo menos, seus amigos e parentes têm comentando que você anda de cara amarrada, irritado, descontente com tudo e com todos, esteja certo de que isso não é normal, procure um médico;
* Não subestime os sintomas da distimia. Para aliviar os sintomas, é comum o paciente recorrer ao uso de drogas e de tranqüilizantes. Em 15% a 20% dos casos, surge ideação suicida;
* Não se engane: não atribua ao envelhecimento, a casmurrice, o mau humor e as queixas do idoso que só reclama e não quer sair de casa. A distimia pode acometer pessoas na terceira idade;
* Mantenha a adesão ao tratamento farmacológico e à psicoterapia. Os medicamentos ajudam a corrigir o problema físico e a  psicoterapia, a aprender novas formas de relacionamento.
(http://drauziovarella.com.br)
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