Amar Demais... Um Erro!

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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O caso Suênia


(Por Mara Puljiz e Lucas Tolentino)

Parentes e amigos se mobilizam para que o assassinato da estudante Suênia Sousa Faria não fique impune. Faltavam três semestres para a jovem de 24 anos se formar em direito. O sonho dela era ser delegada de polícia

 “O sonho dela era ser delegada. A minha afilhada tinha sede de justiça.” A frase é de Alda Maria dos Santos Almeida, 49 anos, madrinha da estudante de direito do UniCeub Suênia Sousa Faria, 24 anos, brutalmente assassinada pelo ex-professor Rendrik Vieira Rodrigues, 35 anos, na última sexta-feira. Na tarde de ontem, parentes e amigos da jovem disseram ao Correio estarem dispostos a lutar para que o crime não fique impune. “Queremos que ele apodreça na cadeia. A maldade que ele fez com ela não tem perdão”, disse Sineide Sousa Farias, 30 anos, uma das irmãs da vítima.

A barbárie ocorreu pouco depois das 15h30, horário em que a jovem saiu da faculdade com uma colega, à qual daria carona pela primeira vez. O professor pediu licença para conversar a sós com Suênia, mas a testemunha relatou na 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas) não ter desconfiado de nada. A moça se afastou por alguns minutos e, ao retornar ao carro, os dois não estavam mais no local. Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu entre a EPTG e a Via Estrutural, perto de uma parada de ônibus do Jóquei Club. O professor atirou três vezes na cabeça e no peito da estudante e jogou a arma do crime, uma pistola calibre .380, em um matagal.

Os investigadores do caso estiveram no local indicado pelo acusado, mas nada encontraram. O professor admitiu ter comprado a arma havia duas semanas “para se defender”. A investigação aponta que o assassinato foi motivado pelo fim do relacionamento entre eles, de 11 meses. “Ela estava separada do marido quando ficou com ele, mas decidiu voltar para o companheiro e ele não aceitou. Dizia que, se ela não fosse dele, não seria de mais ninguém”, contou a irmã mais velha, Cilene Sousa Farias, 34.

Cerca de duas horas depois de matar Suênia, o professor levou o corpo para a delegacia do Recanto. Ele chegou ao local no Sandero da vítima e se entregou. Para o delegado-chefe, Alexandre Nogueira, como o acusado é conhecedor de direito, ele não descarta a possibilidade de Rendrik ter se apresentado espontaneamente, contando com um relaxamento de prisão no futuro. “Se ele pensou isso, não deu certo, porque já tínhamos uma ocorrência gerada pelo marido de Suênia em Taguatinga”, explicou.

Momentos antes de morrer, Suênia ligou para o companheiro, Hélio Prado, com a voz trêmula. Teria dito que voltaria com o professor e iria para casa pegar roupas. Rendrik foi indiciado por homicídio qualificado (motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima), cuja pena varia de 12 a 30 anos de prisão. Rendrik não tinha antecedentes criminais.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br

  
FICA O ALERTA !

Você não consegue mudar o que não consegue encarar

Uma professora me afirmou certa vez:
“Se uma pessoa disser que você é um cavalo, não precisa lhe dar ouvidos. Se duas pessoas disserem que você é um cavalo, talvez precise prestar mais atenção no que anda fazendo. Se três pessoas lhe disserem que você é um cavalo, é bem provável que haja feno caindo de sua boca e uma sela nas suas costas.”
Em outras palavras, quem olha de fora para você talvez veja coisas das quais você não está ciente. Com freqüência não nos dispomos ou não somos capazes de discutir os aspectos desagradáveis de nós mesmos. Em vez de discutirmos o que sentimos, nos criticamos uns aos outros. As pessoas sempre me diziam que eu tinha uma aparência zangada. Quando não estava dizendo que eu tinha uma aparência zangada, diziam que eu estava sempre na defensiva ou pronta para brigar. Quando essas cosias me eram ditas eu ficava ofendida e começava um discurso longo e veemente, afirmando que as pessoas não me conheciam, não sabiam o que eu pensava ou sentia. Normalmente eu terminava meu pequeno discurso declarando que estava de saco cheio de ser criticada e que não estava zangada coisíssima nenhuma, ora droga!
Quando você se recusa a prestar atenção no que a vida esta lhe dizendo, ela será muito clara em sua demonstração.
A vida quer que estejamos atentos a nós mesmos para podemos fazer os ajustes necessários para vivermos de forma mais harmoniosa.
A vida estava tentando me conscientizar de que eu agia como um cavalo, embora eu insistisse que era uma gatinha. A vida tentava me lembrar que eu era uma representante divina de Deus, agindo como uma completa idiota.
Um belo dia ficou bastante claro que eu estava com a boca cheia de feno.
Muitos anos se passaram até que tudo fizesse sentido para mim. Foi preciso que eu esfaqueasse meu marido, batesse com o carro e sofresse um esgotamento nervoso. Era a raiva. Era o medo. Essa série de acontecimentos me fez perceber como a raiva me fazia ficar agressiva e descontrolada. Se você já esteve com muita raiva de uma pessoa, sabe como é difícil sentir coisas boas em relação a ela. Você é capaz de ter uma ataque de fúria só de pensar nela. Se você consegue imaginar o impacto desse grau de fúria quando é direcionado a alguém, imagine o impacto que tem quando é direcionado à pessoa que você vê no espelho todos os dias! As pessoas percebem quando você esta com raiva. Percebem pela sua voz, pelos seus gestos. E a sua raiva causa medo nas pessoas. O medo pode fazer com que elas enxerguem coisas que não existem, ouçam coisas que não foram ditas. Eu passei por isso. A energia que havia dentro de mim, e da qual eu não tinha a menor consciência, manifestava-se como uma experiência de raiva e medo.
Tomar consciência de quem você é e do impacto que produz sobre o mundo não é uma tarefa simples. Exige o mesmo tipo de determinação que eu imagino que os corredores olímpicos das provas de longas distancia devem ter. Você precisara se dispor a ouvir, aprender a aceitar, a compreender e a se amar exatamente como é, com suas experiências de vida.
O primeiro passo na direção da consciência é nos dispormos a olhar para nós mesmos e para nossas vidas sem julgamentos ou autocríticas. Cada pequeno detalhe deverá ser examinado. Cada experiência, cada dificuldade e cada incidente deverão ser revisitados e explorados. Foi James Baldwin quem disse: “Você não consegue consertar o que não consegue encarar!” Vou lhe dar uma pista para você ter sucesso na conscientização: basta apenas olhar e tomar consciência, não precisa consertar coisa alguma. Quando se tornar consciente, não haverá mais necessidade de temer a critica. Você se dará conta de que as pessoas não estão querendo anular quem você é ou faz. Quando as pessoas chamarem a sua atenção para coisas desagradáveis das quais você já tem consciência , em vez de cair na armadilha da raiva, diga simplesmente: “Agradeço seu interesse. Sei disso a meu respeito e estou tentando mudar.”
Oração:
Hoje escolho a CONSCIÊNCIA
Escolho ter CONSCIÊNCIA da beleza da vida.
Escolho ter CONSCIÊNCIA das simples verdades da vida
Escolho ter CONSCIÊNCIA dos simples prazeres da vida
Escolho a CONSCIÊNCIA da alegria
Escolho a CONSCIÊNCIA da paz
Escolho a CONSCIÊNCIA do amor
Escolho ver, sentir, conhecer a presença da energia divina dentro de mim e daqueles que me cercam.
Hoje escolho ter CONSCIÊNCIA, escolho abraçar tudo o que é bom, nobre e divino.
À medida que cresce na minha mente a CONSCIÊNCIA da alegria, da paz, do amor e da bondade, a alegria, a paz, o amor e a bondade transformam-se na realidade que vivo.
Por tudo isso sinto tanta gratidão! E que assim seja!

Iyanka Vanzant
Em ” Um dia minha alma se abriu por inteiro”

Fonte: http://momentoscler.blogspot.com

Tirinha

domingo, 9 de outubro de 2011

Sobre as mulheres



Por Mary del Priore 



A historiadora Mary del Priore coloca a sexualidade brasileira no alto na lista dos livros mais vendidos, com seu Histórias Íntimas. Da Barbie ao aborto, do machismo ao erotismo, ela desmonta os mitos e as contradições que a mulher leva para a cama:

“As mulheres brasileiras são extremamente machistas. São independentes, mas quando chegam em casa querem ser tratadas como princesas. Esse é um grande paradoxo”

“A mulher está preocupada em emagrecer, ser gostosa e não pensa no coletivo. Isso precisa mudar até para que ela possa deixar de ser escrava do espelho”

“A Barbie é uma boneca que ensina a menina a ser puta. Ela só quer saber de roupa, nem liga para o Ken. Ela só ensina a consumir. E não sei quando o reinado da Barbie vai acabar”

“As pessoas não têm tempo para uma vida sexual tão animada. Não conheço mulheres que passem toda semana na sex shop para saber qual é o último berro em consolo [risos]”

Acompanhe toda a matéria: http://revistatpm.uol.com.br/revista/111/paginas-vermelhas/mary-del-priore.html#0 

A Vida Como Ela é

Domingo, dia do Círio de Nazaré aqui em Belém a cidade lotada, e eu sem disposição alguma pra ir filar o almoço do Círio na casa de alguém. Tive que me contentar com o frango assado de domingo aqui de casa mesmo.

Passei o dia mal humorada, com raiva de tudo, uma verdadeira chata... Até que o meu telefone tocou e verdadeiramente eu arranjei um motivo pra ficar com raiva, na verdade com uma frustração terrível, mais uma vez uma palavrinha com seis letras conseguira acabar com meu dia, que, diga-se de passagem, já estava uma merda mesmo.

Fiquei tão angustiada, entrei em numa crise de ansiedade, comi, comi, comi. Fiz brigadeiro de panela, tomei coca-cola... Nada passava aquela angustia, então resolvi tomar um rivotril, pra me acalmar.

Fiquei vendo uns filmes de suspenses meio tensos, séries, enfim passei o dia na frente do PC. Até tentei ligar pra minha amiga pra ver se ela me socorria do meu suicídio dominical, mas ela não me atendia. Tentei ir à casa da ex sogra, mas depois deu uma preguiça, daí resolvi montar um brinquedo da Lego com meu filho de não sei quantas mil peças. Acho que isso sim me relaxou.

Não consegui arrumar meu quarto em mais um dia de folga, pensei amanhã eu arrumo.

Fiquei me lamentando pra minha amiga que finalmente ouviu meu apelo desesperado, tadinha não agüenta mais ouvir falar dessas tais seis letras, e me mandou fazer a fila andar.

Daí me mandou ver o Fantástico que estava passando um caso de uma moça que foi assassinada pelo amante psicopata. Ainda disse que a gente se livra disso.

Continuei a assistir o Fantástico e vi uma reportagem sobre um garoto de dezessete anos, chamado Emmanuel Kelly, o cara foi achado numa caixa de sapatos no Iraque, cheio de deficiências e adotado um tempo depois por uma mãe que ele titula como heroína. Ele estava participando de um programa de música.

Nossa eu vi o vídeo e fiquei chocada, chorei, e pensei, e eu que to aqui boazinha, com uns quilinhos a mais, mas enfim, com uma vida toda pela frente, fico aqui me remoendo por causa de seis letras? Ah tenha paciência! Senti-me um lixo, uma pessoa horrível, por ter tanto da vida e reclamar e não fazer nada pra mudar.

Este menino é um exemplo de superação, me mostrou que independente de qualquer coisa, qualquer dificuldade, a gente pode ter a vida que deseja.

É só necessário sair pra VIDA!



Por Andreza Cavalera.

APRENDENDO A DESAPRENDER


Passamos a vida inteira ouvindo os sábios conselhos dos outros. Tens que aprender a ser mais flexível, tens que aprender a ser menos dramática, tens que aprender a ser mais discreta, tens que aprender... praticamente tudo.
Mesmo as coisas que a gente já sabe fazer, é preciso aprender a fazê-las melhor, mais rápido, mais vezes. Vida é constante aprendizado. A gente lê, a gente conversa, a gente faz terapia, a gente se puxa pra tirar nota dez no quesito "sabe-tudo". Pois é. E o que a gente faz com aquilo que a gente pensava que sabia?
As crianças têm facilidade para aprender porque estão com a cabeça virgem de informações, há muito espaço para ser preenchido, muitos dados a serem assimilados sem a necessidade de cruzá-los: tudo é bem-vindo na infância. Mas nós já temos arquivos demais no nosso winchester cerebral. Para aprender coisas novas, é preciso antes deletar arquivos antigos. E isso não se faz com o simples apertar de uma tecla. Antes de aprender, é preciso dominar a arte de desaprender.
Desaprender a ser tão sensível, para conseguir vencer mais facilmente as barreiras que encontramos no caminho. Desaprender a ser tão exigente consigo mesmo, para poder se divertir com os próprios erros. Desaprender a ser tão coerente, pois a vida é incoerente por natureza e a gente precisa saber lidar com o inusitado. Desaprender a esperar que os outros leiam nosso pensamento: em vez de acreditar em telepatia, é melhor acreditar no poder da nossa voz. Desaprender a autocomiseração: enquanto perdemos tempo tendo pena da gente mesmo, os demais seguiram em frente.
A solução é voltar ao marco zero. Desaprender para aprender. Deletar para escrever em cima.
Houve um tempo em que eu pensava que, para isso, seria preciso nascer de novo, mas hoje sei que dá pra renascer várias vezes nesta mesma vida. Basta desaprender o receio de mudar.
(Martha Medeiros) 

sábado, 8 de outubro de 2011

Frustração

Saber lidar com a frustração é um ponto decisivo para você ser mais ou menos feliz. Saber lidar com as frustações é importante para você, também, saber lidar com as pessoas e isso inclui relacionamento no trabalho, na família, no casamento, etc…
A base desse “lidar com a frustação” começa na infância. Ela pode ser moldada, aprendida, exercitada. A criança que recebe tudo o quer, na hora que quer sem o mínimo de esforço; que tem uma mãe que sempre pensa: “Vou proteger para que ele/ela não sofra” e se antecipa para atender essa criança imediatamente, antes que a criança tente fazer por ela própria, que faz todas as vontades, etc… faz com que essa criança desenvolva uma baixa resistência à frustração.
Crianças desse tipo, tornam-se  adolescentes voluntariosos, rebeldes e, posteriormente,  adultos infantilizados, com problemas de adaptação em diversas áreas.
Há vários níveis de frustração:
Com aquilo que você pode mudar, como um trabalho, um curso ou um namorado(a). Caso você tenha um nível de frustração saudável, você já sabe que vai encontrar e esbarrar em situações que não gosta, mas nem por isso vai desistir. Muitas vezes, o trabalho não é exatamente o que se esperava, mas é preciso continuar nele até que apareça outro.
Com aquilo que você não pode mudar, mas precisa conviver.
Esse é o nível mais profundo: o da impossiblidade. Por ex.: o pai ou mãe que se teve, abuso na infancia, etc… Situações impossívels de serem mudadas, porque fazem parte do passado da pessoa.
Nesse caso, há perguntas que nunca ajudam. Por que eu tive um pai assim? Ou, se eu não tivesse tido uma família assim? Ou, como isso foi acontecer? Portanto: Por que? Se? Como? São perguntas que não modificam seu passado  e paralisam o indivíduo naquele passado.
No entanto, perguntar: ”O que eu faço com tudo isso agora?” Trocando o “Por que?” o “Como?” por “a partir de agora”. Isso possibilita uma mudança para o presente fazendo o resgate da pessoa de seu passado. Permanecer em algum ponto do passado, é adoecedor e angustiante.
Outro ponto esclarecedor: é saber que o IDEAL nem sempre é o REAL. Talvez o real tivesse ter tido uma família equilibrada, saudável, etc… , mas o real é que, quem sabe, essa família foi muito desestruturada.
Outra coisa ajuda, é perceber que dentro de determinada situação a pessoa deve conviver com aquilo da melhor maneira possível e começar a identificar onde estão as situações que a ajudarão a faze-lo. Portanto, “conviver com isso da melhor maneira possível” é outro gancho que ajuda a caminhar para frente e não ficar preso ao passado, paralisado.
Outra providência: trocar o “Por que?” pelo “para que?”.
Situações mudam quando voce troca a frase, como por ex.: Por que eu tive um pai alcóolatra que era tão agressivo com minha família? Para que eu tive um pai…
Suas respostas serão inúmeras e sempre voltadas para um caminhar à frente. Talvez, para você perceber que o excesso de bebida poderá destruir uma família inteira ou que você precisará observar seu comportamento frente à bebida, etc…
O nível limiar e tênue tão dificil  de lidar como o acima, pois trata-se da frustração vs. acomodação. A pessoa pode permanecer num trabalho  com todas as dificuldades, reconhecendo que decididamente não gosta e não aventura-se em mudar, pois “afinal, todos os trabalhos são assim mesmo”. Existe uma linha muito tênue entre acomodação e a alta resistencia à frustação.
Uma resistencia à frustração pode ser muito bom mas uma acomodação de nível muito alta, pode não ser muito saudável.
Exemplo desse tipo, são pessoas que abrem mão do que queriam, de fato, para ficarem com algo que “não era exatamente o que queriam, mas que serve de qualquer maneira”.
Talvez, a roupa que gostou não é a do seu tamanho, mas como não tinha… você leva um número acima.
Pensar no seu “alvo” poderá ajudar nessa situação. Caso seu alvo esteja muito distante daquilo que você está vivendo e você insiste em permanecer nesta condição atual, talvez você esteja na “acomodação”. Na acomodação o indivíduo pode movimentar-se, ainda que seja pouco, mas não se movimenta. A pergunta é: Se você fizer alguma coisa, você se aproxima do seu alvo?
A resistencia à frustração ajuda em situações onde a pessoa “por enquanto” não pode sair dela, enquanto caminha para o alvo.
Onde você se encaixa?
(http://artigosdepsicologia.wordpress.com)


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Como construir uma relação a dois saudável?

O amor é sinônimo de companheirismo, afeto e tolerância.

Quando conhecemos alguém especial e passamos a ter ansiedade, pensamentos repetitivos, necessidade intensa de estar com a pessoa, em um primeiro momento, podemos dizer que estamos apaixonados. A paixão é um entusiasmo, uma necessidade, uma forte emoção permeada de fantasia e que, muitas vezes, foge à razão. É como se ficássemos tão arrebatados por aquela sensação que não conseguimos permitir uma atuação mais eficaz do intelecto e da razão.
Porém, essa fase de atração dura apenas um tempo. Em alguns casais, principalmente os mais jovens, dura menos ainda. Então, o verdadeiro confronto é: ou o casal se separa ou começa a construir uma relação. Esta primeira relação a ser construída envolve algo além da atração, envolve amor que é sinônimo de companheirismo, afeto e tolerância.
Num primeiro momento, o amor entre duas pessoas nada mais é do que uma projeção maciça daquilo que gostaríamos que o outro fosse. Enxergamos apenas qualidades e ignoramos completamente os defeitos do nosso parceiro, pois é o escolhido por nós. Aquele com quem queremos viver o resto da vida.
Em geral, esse sentimento faz com que as pessoas namorem, façam planos, casem, mas não exatamente nessa seqüência. Também, antes ou depois do casamento, aparecem os primeiros sinais de alguns aspectos sombrios da personalidade deste ser iluminado que nós desconhecíamos, ou melhor, não enxergávamos.
Inicia-se uma nova fase desta união que começou com uma atração. É a fase da relação, e ela se constrói quando nos relacionamos verdadeiramente com alguém. Por isso é necessário todo o tempo para a atração, o tempo da projeção, o tempo da desilusão e o tempo da construção e da verdadeira relação.
Neste período, é necessário compreendermos primeiramente a nós, o porquê de nossas expectativas, dos padrões que trouxemos da nossa família de origem, projeções baseadas na relação de nossos pais, positivas ou negativas. Só depois podemos compreender o outro, suas expectativas, seus padrões, suas necessidades e, após um breve período de frustração, podemos, então, com uma dose de sabedoria e uma grande porção de amor e compreensão, entender o outro e amá-lo verdadeiramente como uma parte de nós, que como ser humano entende e aceita as dificuldades e diferenças de cada um.
Portanto, você que é jovem e começou a namorar há pouco tempo, entenda que poderá viver momentos apenas de atração, mas pode ser que, logo cedo, viva e sinta a necessidade de construir uma relação verdadeira não baseada em projeções. Para isso, a pessoa que está a seu lado precisa ter o mesmo objetivo.
E para você que está passando pelo breve período de frustração, tenha paciência, se existe amor na relação, ele superará qualquer decepção. Mas se você já está na relação há algum tempo, analise se conseguiu construir uma relação verdadeira com o outro, pois só isso manterá a tal "chama" do amor para todo o sempre. Independentemente de onde você está nesse momento, cultive sempre a "chama" do amor e colha os frutos de uma boa relação no futuro.
(Por Marilena A. Bigoto - http://www.revistadotatuape.com.br)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Olhando para nós mesmos

A influência da auto-estima
Nos últimos anos, a questão da auto-estima vem despertando o interesse de especialistas da área de psicologia. Em 1994, um estudo realizado pela Associação Americana de Psiquiatria mostrou que a baixa auto-estima pode acarretar uma série de problemas emocionais, como depressão, bulimia nervosa, carência afetiva, déficit de atenção e aprendizagem. “São muitos os transtornos psicológicos causados pela desvalorização pessoal. Nestes casos, a tendência é que a pessoa enxergue apenas atribuições negativas em relação a si mesma.
Se alguém que sofre de baixa auto-estima pleiteiar uma vaga de emprego e não conseguir, por exemplo, provavelmente vai achar que não tinha competência ou capacidade para a função. Já uma pessoa com auto-estima elevada vai lidar com o problema de outra forma, ou seja, será capaz de perceber quais os critérios para aquele emprego, o que faltou para conseguir a vaga e como pode melhorar”, explica Alexandre. No dia-a-dia, é de extrema importância desenvolver uma valorização pessoal.
Isso porque a auto-estima influencia nas decisões, no jeito de viver e nas escolhas de cada um, aumentando o espaço de vida e o ambiente de percepção das pessoas. “Quem tem uma boa auto-estima se sente mais encorajado na hora de lidar com a realidade, percebendo oportunidades e possibilidades de maneira mais ampla. Aqueles que tem baixa auto-estima se sentem mais limitados, como se percebessem um ambiente de oportunidades e escolhas menor”, afirma.
Pontos positivos
Embora não pareça uma tarefa fácil, é possível construir uma boa auto-estima. Ter consciência sobre os próprios aspectos positivos e apontar as qualidades dos outros são pontos fundamentais para desenvolver uma boa auto-estima. A auto-aceitação é outro fator importante, pois só quem busca uma maior compreensão de si mesmo é capaz de mudar a partir do reconhecimento das próprias limitações e fragilidades. “É importante perceber que vivemos em uma cultura que estimula a baixa auto-estima.
Nossa sociedade trabalha com a hipótese de que o outro vai melhorar seu desempenho ou a maneira de lidar com a vida caso sejam mostradas suas falhas, criticadas suas atitudes e apontados os seus defeitos. Aos poucos, estamos aprendendo que talvez essa não seja a maneira mais adequada de ajudar as pessoas a construírem a auto-estima. O ideal é reforçar o que a pessoa tem de positivo e até discutir os pontos negativos. No entanto, para cada observação negativa é preciso apontar no mínimo três elogios. Elogiar é fundamental”, explica.
Ainda na opinião de Alexandre, é importante valorizar o lado positivo de cada um desde a infância, estendendo essa valorização por todas as etapas da vida e aos diversos campos de atuação, seja profissional ou pessoal. “A auto-estima deve fazer parte da nossa cultura e educação. Na visão construtivista, por exemplo, o acerto da criança e a construção do conhecimento são muito valorizados. Aquela visão do professor com caneta vermelha apontado os erros da criança está sendo superada. Precisamos levar esta experiência para todos os campos, inclusive para empresas e organizações, sempre fortalecendo o que cada um tem de melhor”, afirma.
Sem comparação
No extremo oposto da desvalorização pessoal estão os casos de pseudo auto-estima elevada, ou seja, pessoas que, na verdade, têm uma baixa estima de si próprias e tentam compensar isso com uma falsa imagem, formada a partir de valores ou potencialidades não legítimas. “É importante lembrar que quando falo em elogiar, valorizar e ajudar o outro a perceber os seus potenciais, competências e valores, isso deve ser feito com base na verdade.
Ninguém descobre ou recupera a auto-estima com blefes ou mentiras. Essa pseudo valorização também é muito preocupante, porque acaba afastando a pessoa da possibilidade da auto-melhoria e do desenvolvimento pessoal”, explica. Outro aspecto considerado prejudicial à auto-estima é a comparação entre as pessoas. “Cada um é de um jeito. Por isso, não podemos apontar que um faz isso bem e o outro não. A única comparação válida é aquela feita com a gente mesmo, ou seja, comparar o que fomos no passado e como somos hoje, sempre procurando enxergar as mudanças e melhorias”, afirma Alexandre.
Aspectos motivacionais
A auto-estima está intimamente ligada aos aspectos motivacionais de cada um, ou seja, aquilo que buscamos ou queremos. No entanto, o ser humano passa por várias etapas ao longo da vida, tendo suas motivações modificadas de acordo com cada fase. “A adolescência, por exemplo, é a fase do estabelecimento da identidade, da auto-afirmação entre amigos e família e da emancipação social.
Já na fase adulta, busca-se construir uma família, ter filhos e iniciar uma carreira profissional mais sólida. Na idade madura isso muda, pois é a etapa da experiência, da sabedoria e da contribuição com as novas gerações. Cada momento tem características próprias e, por isso, a auto-estima e valorização pessoal têm aspectos diferentes, pois os objetos de conquista e motivação se transformam. É preciso entender essas diferenças em cada faixa etária, respeitando os objetivos de cada um”, explica.
Um mal que tem cura
Para quem encontra dificuldades em desenvolver uma boa auto-estima sozinho, o ideal é contar com a ajuda de profissionais especializados. “A baixa estima é perfeitamente tratável. O trabalho da psicologia e da psicoterapia contribuem para a pessoa mudar a percepção de si mesma, descobrindo qualidades e oportunidades que antes não enxergava. Quando modificamos o relacionamento com a gente, mudamos também com os outros. E para estabelecer relações sólidas e de afeto com as pessoas, é preciso estar bem consigo mesmo”, finaliza.
(Por Alexandre Rivero-http://www.portalcmc.com.br)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Sintomas da Síndrome do Pânico

Sintomas:
O portador de Transtorno do Pânico apresente, durante as crises, quatro ou mais dos sintomas abaixo relacionados:
Boca seca e perda do foco visual;
Calafrios ou ondas de calor;
Despersonalização ou sensação de irrealidade;
Dor no tórax;
Formigamentos;
Fraqueza nas pernas;
Medo de desmaiar;
Medo de morrer;
Medo de perder o controle ou de "enlouquecer";
Náusea ou desconforto abdominal;
Palpitações;
Sensação de pressão na cabeça;
Sensações de falta de ar ou asfixia;
Sudorese;
Taquicardia;
Tonturas ou vertigens;
Tremores.

Síndrome do Pânico

A “Síndrome do Pânico” é um quadro clínico no qual ocorrem crises agudas de ansiedade sem que haja um estímulo disparador compatível com a intensidade das crises. O indivíduo com a síndrome do pânico vive uma variedade de experiências intensas, desprazeirosas e estranhas para ele sem que consiga identificar, a princípio, o que desencadeou tais crises.As principais características desta síndrome são os ataques repentinos de pânico, ou seja, de repente sente-se algumas alterações no corpo, que causam desconforto e medo de morrer de um ataque cardíaco, derrame ou coisa parecida. Neste momento, a pessoa se desconecta do mundo e passa a perceber somente as reações do seu corpo. Uma vez em pânico ela vai sentir sensações sufocantes como dor no peito, falta de ar, formigamento nas mãos, são sensações horríveis e reais. É muito comum a pessoa sair abruptamente do local e procurar ajuda num pronto socorro.  
Depois de ter uma crise de pânico - por exemplo, enquanto dirige, fazendo compras em uma loja lotada ou dentro de um elevador - a pessoa pode desenvolver medos irracionais (chamados fobias) destas situações e começar a evitá-las. Gradativamente o nível de ansiedade e o medo de uma nova crise podem atingir proporções tais, que a pessoa com o transtorno do pânico pode se tornar incapaz de dirigir ou mesmo pôr o pé fora de casa.
A síndrome do pânico pode ter um impacto tão grande na vida cotidiana de uma pessoa ocasionando grandes limitações em seu cotidiano e atividades habituais, chegando, nos casos mais agudos, a ficar muitos meses e até anos sem sair de casa.
Para o tratamento é necessário uma associação de acompanhamento psicoterápico e medicamentoso. Levando o paciente a aceitar o medo como parte da vida.


(http://www.portalveneza.com.br)
 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Crônica A Vida e as Estações

Eu queria que a vida fosse dividida em quatro estágios, mas que não acabasse nunca
A infância é como a primavera. É pura novidade e um calor que não sufoca nem faz pensar bobagens. Tem uma inocência quase cafona, uma singeleza clássica, e traz no íntimo a certeza de que pela frente vem coisa boa. A gente quer que passe logo, mas sabe que nunca mais será tão protegido, a mordomia não será eterna. É quando as coisas acontecem pela primeira vez, é quando num arbusto verde vemos surgir alguns vermelhos, é surpresa, a primeira de uma série.
A adolescência é como o verão. Quente, petulante, libidinosa.
Parece que não vai haver tempo para fazer tudo o que se quer e o que se teme. É musical e fotogênica. Dúvidas, dúvidas, dúvidas em frente ao mar. Mergulha-se no profundo e no raso. Pouca roupa, pouca bagagem. Curiosidade. Vontade que dure para sempre, certeza de que passa.
Noção do corpo. Festas e religião. Amor e fé.
A maturidade é como o outono. Um longo e instável outono,
que alterna dias quentes e frios, que nos emociona e nos gripa. Há mais beleza e o ar é mais seco, porém é quando se colhem os melhores abraços. Ficar sozinho passa a não ser tão aterrorizante. Fugimos para a praia, fugimos para a serra, as idéias aprendem a se movimentar, a fazer a mala rápido, a trocar de rota se o desejo se impuser, e não é preciso consultar o pai e a mãe antes de errar. É o outono que tentamos conservar.
O inverno é como a velhice. Tem sua beleza igualmente, exige lã, bolsa de água quente, termômetro e uma janela bem vedada. O que não queremos que entre? Maus presságios. O inverno é frio como despedida de um grande amor, mas sabemos que tudo voltará a ser ameno. Queremos que passe, temos medo que termine. Ficar sozinho volta a ser aterrorizante. O inverno é branco, é cinza, é prata. É grisalho.
E, de repente, também passa.
Eu queria que tudo fosse verdade, que a vida fosse assim dividida em quatro estágios que mais parecem estações do ano, mas que não acabasse, que depois do inverno viesse outra primavera, e outro verão, e outro outono, que nunca são iguais, mas sempre se repetem, sempre voltam, são tão certos quanto o sol e a lua, todo dia, toda noite. Eu queria.
(Martha Medeiros) 

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