Amar Demais... Um Erro!

Amar Demais... Um Erro!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Crônica : Homens que se aproveitam



Entra geração, sai geração e os pais seguem dando os mesmos conselhos. Mamãe para sua menina: "Filhinha, dê-se o valor. Não saia com qualquer um, esses garotos só querem se aproveitar de você". Papai para seu menino: "Filho, não se amarre tão cedo. Faça muita festa, namore todas, aproveite a vida". Moral da história: toda menina é carniça, todo homem é urubu. Não olhe agora, mas teias de aranha estão formando-se no teto.
Estou pra ver papo mais obsoleto. Mesmo que as mães estejam hoje menos caretas e já não destilem tanto preconceito, ainda assim paira no ar a idéia de que, quando um homem e uma mulher vão para os finalmentes sem haver um compromisso formal, ele está tirando uma lasquinha da pobre infeliz, que está ali sendo iludida, usada, consumida. Tirem as crianças da sala.
O que ninguém contou para o urubu é que a carniça não está morta: ela também tem fome e sacia-se plenamente com essa refeição. Pelo amor de Deus, as mulheres aproveitam também! A única diferença é que esse é o único assunto que a gente não abre para meio mundo: as mulheres é que são as verdadeiras comem-quietas.
Não acredito quando ouço uma garota dizer que fulano se aproveitou dela. Como assim, ela estava desmaiada? Algumas mulheres ainda têm esse vício de achar que uma relação sexual que não evoluiu para o namoro sério ou para o casamento é uma espécie de estelionato: o cara furtou sua ilusão de amor. Essa garota até pode ter caído numa cantada mal-intencionada, mas ainda assim, durante o bem-bom, ela não estava fazendo nenhum sacrifício: trocou carinho, sentiu prazer, ficou satisfeita. Por que só o homem se aproveita? Aliás, por que esse "se", como se o ato sexual fosse praticado por um só? Homens e mulheres apenas "se" aproveitam quando "se" masturbam, amando-se a si próprios. O resto é em proveito dos dois.
Ninguém deve se entregar para uma pessoa em troca de garantias. Uma relação sexual não é um passaporte para o altar, é apenas uma transa, que pode virar duas, três, trezentas, ou pode permanecer filha única.
Nenhuma mulher pode dizer que alguém se aproveitou da sua ingenuidade depois de ela ter consentido tirar a roupa. Se tirou, que aproveite também. Quem acha que o prazer é um direito apenas dos homens precisa voltar para os anos 70 e recuperar as aulas perdidas.
(Martha Medeiros)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A impulsividade pode ser inimiga impiedosa do amor!

Há quem defenda que “quem muito pensa, não faz”. Esse ditado, quando mal interpretado, pode dar brechas para erros desastrosos. Portanto, antes de sair por aí agindo desembestadamente, baseando-se somente em impulsos e emoções enganadoras da inteligência: pare, respire fundo e reflita! 
Sim! Pessoas que conseguem dar conta de suas próprias emoções, especialmente daquelas avassaladoras, que tomam conta da razão entorpecendo seu juízo, têm chances muito maiores de se dar bem no amor e na vida em geral. 
Claro, vale considerar que pensar em excesso não é bom, mas vale muito considerar também que não pensar pode ser uma armadilha extremamente perigosa. Sentimentos como raiva, ciúme, insegurança e medo são motivadores perfeitos para atitudes equivocadas. 
Quando nos deixamos afogar em sentimentos que provocam nosso ego e nosso orgulho, ficamos inconscientes. Perdemos a capacidade de enxergar com clareza o que está de fato acontecendo. E o pior: tendemos a nos julgar cheios de razões e certezas que, muito provavelmente, não temos. Pelo menos não na medida em que achamos que temos. 
Assim, tendemos a desconsiderar as razões do outro, a não ouvir o que ele está dizendo, a cometer injustiças e a tomar decisões das quais nos arrependeremos depois, quando a consciência voltar e a inteligência se sobressair. 
Para não correr o risco de ser tarde demais para consertar o estrago que sua impulsividade causou, o melhor é aprender a lidar com ela. No momento em que sentir o sangue subindo e fervendo, lembre-se: é hora de usar sua perspicácia! Afinal, ninguém quer ser burro, muito menos consigo mesmo, correndo o risco de botar a perder o que lhe é muito caro e importante! 
Perspicácia, neste caso, significa: não é hora de agir. Não é hora de falar. Não é hora de fazer escolhas nem tomar decisões. É hora de esperar, de ficar em silêncio. O ideal, se possível, é respirar profunda e atentamente. Relaxar os músculos, aliviar as tensões dos ombros e do maxilar. Caminhar também é providencial... 




(Por Dra. Thais Oliveira -  http://msnencontros.parperfeito.com.br)

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Qual o medo que te persegue?



Tantos são os medos que nos acompanham durante nossa trajetória por esse planeta Terra!
Existem pessoas que têm medo das coisas físicas, medo de animais, de insetos; tive uma professora do cursinho que tinha pavor de borboletas.
Conheci uma pessoa que não podia ver um cachorro, grande ou pequeno, que entrava em pânico a ponto de perder a respiração. Imagino que em outra vida tenha tido um grave problema com esse fiel amigo do homem.
O fato é que esse medo se contorna; mas existem medos diferentes, desses que freiam a nossa evolução, atrapalham nosso desenvolvimento e muitas vezes nos deixam reclusos dentro de nossas próprias casas.
É comum nos dias de hoje pessoas que sofrem de síndrome do pânico, coisa que há tempos atrás nunca se tinha ouvido falar.
Pessoas que passam mal dentro do metrô, dentro de elevadores, não suportam lugares com aglomeração; têm pânico de falar em público (quero dizer que existe tratamento para isso e temos pessoas competentes que, aqui no site, escrevem sobre isso e por quem eu tenho um profundo respeito).
Há pessoas com depressão profunda, cuja única atividade é a de dormir o dia inteiro nos fins de semana, sem vontade sequer de abrir as janelas do quarto.
A vida nas grandes cidades anda muito conturbada, tantos são os medos que carregamos em nossos ombros todos os dias em que saímos de casa.
Medo de perder o emprego, de não ter dinheiro para pagar as contas, de não ir bem na entrevista profissional, de bombar na faculdade, de perder o marido (ou vice-versa) ou, então, medo de ser assaltado no farol, do seqüestro relâmpago.
Hoje tudo cobra rapidez a ponto de não sobrar tempo para planejarmos com vagar nossas ações.
Temos que sair de casa toda manhã - faça chuva, faça sol - e matar dois leões todos os dias, deixando sempre um leão para o dia seguinte.
A família nos cobra resultados (o marido cobra, a mulher cobra, os filhos cobram, a sociedade cobra); não temos mais o direito ao erro.
Temos que parecer perfeitos. Isso tudo se somatiza e se transforma em medo de não dar certo, de não conseguirmos nosso objetivo, de não superar uma fase que não seja boa.
Nós homens, então, somos cobrados para sermos sempre vitoriosos e vencedores. Daí, quando perdemos o emprego e não conseguimos recolocação, somos fracassados.
Mas se paramos para pensar, há anos atrás não éramos assim, não vivíamos assim entediados pelo começo de um novo mês ou de uma nova semana (costumamos dizer que, no domingo, após o término do Fantástico, começa o nosso tédio). Não é assim?
Esquecemos da nossa condição humana, esquecemos que não somos máquinas e não respondemos ao comando de botões e teclas.
Esquecemos de nos darmos conta que atrás de um crachá, de uma gravata ou um tailler de executiva, existe um ser único que somos nós e que não dá para nos furtarmos do nosso cuidado.
A falta de qualidade de vida intensifica nossos medos.
Passamos a maior parte do dia em um congestionamento. Almoçamos em fast foods; em meio a uma ligação e outra fazemos reuniões para decidir outra reunião.
Nossas pontes, hoje, são aéreas; o tráfego intenso acontece no céu. Pois é, não somos nem um pouco diferentes. Todos nós carregamos uma cruz, umas mais pesadas que outras. Faz parte da nossa passagem aqui na Terra e cada um de nós, tenham certeza, escolhemos a nossa.
Temos que ser multitarefeiros nesse mundo globalizado, mas não podemos negligenciar nossa saúde, pois todos esses medos, anseios, angústias que nos acompanham estão morando e crescendo dentro de nós e um dia virão à tona em forma de hipertensão, alto colesterol, pânicos, problemas cardiovasculares e outros problemas próprios do nosso tempo.
E quando nos dermos conta disso, não seremos mais os meninos que fomos.
Nossos cabelos estarão grisalhos, nossas crianças já serão adultas, nossos netos não terão mais paciência conosco; nossos amigos aos poucos estarão indo embora, nossa companheira não será mais a bela mulher que era.
Estaremos ficando cada vez mais sozinhos e quando nos dermos conta já não dará mais tempo para enfrentarmos o medo que nos persegue.
Por isso, pare enquanto há tempo!

Curta mais a sua vida

Vá a lugares diferentes, dê preferência ao ar livre; pratique esporte; ande com sua mulher, com seu marido, com seus filhos, com seus amigos (eles vão adorar!).
Assuma que você é igual a todo mundo, com tristezas, alegrias, incertezas.
Não queira parecer nunca o que você não é, pois a vida vai cobrá-lo mais dia, menos dia.
Pense nisso...
Muita Paz!

(http://www.universodamulher.com.br)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Crônica : Baixo-astral: de quem é a culpa?



No café da manhã, suco de laranja com Prozac. No almoço, água mineral com Dermonid. Na janta, uísque e Lexotan. Não é a nova dieta da Adriane Galisteu: é a dieta de quem está com excesso de peso na alma.

O maior mal das pessoas infelizes é não diagnosticar corretamente de onde vem a sua dor. Ninguém acha que tem culpa por as coisas estarem dando errado. É culpa do chefe, do ex, dos pais, dos políticos, do síndico, da tevê, de todos que fazem parte desse mundo do qual você foi expulso. Que tal assumir a responsabilidade sozinho para ver o que acontece?

Estou longe de ser fã do Lair Ribeiro, papa da neurolingüística

brasileira, mas devo reconhecer que a maioria dos nossos problemas foram originados dentro de nós mesmos e só por nós podem ser solucionados. Não se está falando aqui de problemas graves, como a perda de um parente, de um imóvel, de um emprego ou da própria saúde, mas daquelas ingresias do cotidiano que nos tornam incapazes de sorrir.

Você se acha feia. Cada vez que vê uma foto da Ana Paula Arosio agradece a Deus por morar no térreo, pois se fosse no oitavo andar se atirava de ponta. Acha-se gorda, também. Tem um senhor quadril. O melhorzinho em você são os pés, mas ninguém irá olhar para eles enquanto você não reduzir seu nariz pela metade. Espelho, espelho meu, logo eu?

Se ao menos você fosse assombrosamente inteligente, mas você é média. Lê cinco livros por ano e nunca disse nada que merecesse entrar para uma antologia poética. Você queria escrever tão bem quanto o Veríssimo, ser tão espirituosa quanto o Jô e tão bem informada quanto a Marília Gabriela, mas se sente tão insossa quanto a sua diarista.

Nada disso lhe afetaria se você tivesse uma conta bancária recheada, mas você não recebe aumento há três anos. Se ao menos o seu namorado fosse a cara do Brad Pitt, mas ele é a cara do Mr. Bean. Se ao menos você morasse em Nova York, mas seus pais fizeram a gentileza de se mudar para uma

cidade chamada Sertãozinho do Juazeiro, onde ninguém jamais botou os olhos num Big Mac.

Aparentemente, não dá para dizer que sua vida é nitroglicerina pura. Mas só podemos chamar de tragédia aquilo que é irreversível, o que não é o seu caso. Tudo é uma questão de humor e de atitude: mude. Deixe de colocar sua felicidade na mão dos outros. Comece um caso de amor consigo

mesma e pare de se boicotar. A Ana Paula Arosio, o Veríssimo, a Marília Gabriela e o Brad Pitt não têm culpa de você insistir em seguir modelos.

Inaugure sua própria fórmula de ser feliz e patenteie. Você ainda pode ficar rica com os direitos autorais.
(Martha Medeiros)

domingo, 29 de janeiro de 2012

Um drink no inferno



Já ouviu falar nas meninas que abusam das bebidas alcoólicas e privam-se de qualquer tipo de comida? Conheça o assustador mundo das drunkoréxicas
Manorexia. Ortorexia. Diabulimia. Transtorno da compulsão alimentar periódica. Todas as palavras acima são variações dos chamados transtornos alimentares da anorexia e bulimia, e têm pipocado em blogs, na televisão e em artigos de jornais. Agora, o mais novo termo a entrar para essa perigosa lista é a “drunkorexia”, expressão criada para designar uma mistura de comportamentos conflitantes: o jejum forçado ou a alimentação exagerada seguida de vômito associados ao consumo abusivo do álcool. Do inglês, drunkorexia é a junção das palavras drunk, que significa bêbado, e anorexia, que é a falta ou perda do apetite em níveis extremos. Em uma adaptação livre para o português, seria algo como bebadorexia ou alcoolorexia. Terapeutas e pesquisadores estão buscando novas formas de tratamento e tentando entender o que motiva as pessoas a agir dessa maneira. Enquanto isso, parece que o glamour e o sofrimento dos famosos as inspira cada vez mais.

Apesar de não ser um termo médico oficial, a drunkorexia sugere um fenômeno envolvendo dependência alcoólica e transtorno alimentar. Ela ocorre principalmente entre mulheres jovens, que bebem excessivamente e não comem o dia todo para compensar as calorias ganhas com o álcool.

Os anoréxicos, por restringir a ingestão de calorias, costumam evitar o álcool. Mas há aqueles que bebem para manter a calma antes de comer ou aliviar a ansiedade depois de exagerar na refeição. Outros enxergam nos drinks sua única forma de sustento alimentar. “Existem mulheres que temem colocar uma uva na boca, mas que não vêem problema em beber cerveja”, afirma Douglas Bunnell, diretor do ambulatório do Renfrew Center, na Filadélfia, Estados Unidos. O Renfrew Center é um dos poucos lugares que oferecem tratamento tanto para os que abusam das substâncias químicas como para os que sofrem de distúrbios alimentares.

Bunnell, ex-presidente da Associação Nacional de Transtornos Alimentares, afirma que parte do problema está na obsessão das mulheres em ter um corpo esbelto e na aceitação social de beber ou usar drogas, fatores que se potencializam quando associados ao conceito de que entrar para um grupo de reabilitação é quase um privilégio, coisa chique. “Excesso de álcool virou algo bacana e descolado, e perder peso e ficar magra é um imperativo cultural para as jovens nos Estados Unidos”, diz ele.

Psicólogos afirmam que esses distúrbios estão ligados à necessidade de amenizar dores emocionais através do consumo de substâncias químicas ou da ansiedade provocada pelo comer excessivo e a eliminação forçada.

Judy van De Veen, de 36 anos, vive na cidade de Gillette, em Nova Jersey, e é anoréxica desde os 24. Ela lembra que passou fome durante dois meses, comendo pequenas quantidades de comida de baixa caloria. Depois começou a devorar pizzas inteiras, caixas de cereal e muita fast food para forçar o vômito em seguida. Tinha dias em que gastava cerca de 80 dólares em refeições.

Judy começou a fazer tratamentos no final dos anos 90. Em 2001, ainda combatendo a bulimia, ela passou a beber. Se comia enquanto bebia, vomitava, mas então bebia novamente para enganar a sensação de perda e manter-se embriagada. Segundo especialistas, muitos bulímicos usam o álcool para forçar o vômito. Mas eles também costumam passar mal porque bebem de estômago vazio. “No início, eu não chegava perto do álcool, porque sabia que tinha muitas calorias”, lembra Judy. “Mas a minha doença é a do ‘mais’: eu sempre quero mais, independentemente do que seja.”

Depois de dois anos enfrentando o problema, Judy começou um novo programa de reabilitação. Passou os dois anos seguintes entrando e saindo de seis diferentes clínicas, o que lhe custou 25 mil dólares do próprio bolso, pois não tinha plano de saúde. Mas como nenhum desses programas contra o alcoolismo também era focado nos distúrbios alimentares, o problema de Judy aumentou. Ela diz que está sóbria há três anos, mas ainda enfrenta a bulimia. Mãe de Cheyenne, um bebê de 14 meses, Judy afirma que a gravidez a ajudou a progredir na luta contra a doença. “Quando engravidei, passei a ter uma boa desculpa para comer.”

Trish, uma enfermeira de 27 anos que mora em Ohio e trabalha com pacientes cardíacos, sofre de transtornos alimentares há dez anos e recentemente se internou no Renfrew Center. Foi a sua quinta vez em um centro de reabilitação ou hospital. Assim como Judy, Trish também enfrentava a anorexia quando encontrou o álcool. Ela chegava a desmaiar por falta de comida, sofrendo com terríveis dores estomacais. Trish concordou em ser entrevistada sob a condição de ser usado apenas seu primeiro nome para proteger a própria privacidade. Conta que chegava a jejuar de oito a 12 horas seguidas, ansiosa pelo término do expediente e o primeiro gole. “O álcool provavelmente foi o responsável por manter algum peso em mim”, disse ela durante um tratamento de desintoxicação que começou no Ano-Novo e seguiu por oito semanas. “Beber me ajudou a ser menos ansiosa”, acredita. “Mas, quanto mais eu bebia, maior era o meu distúrbio alimentar e vice-versa.”

Pesquisas apontam que o abuso de álcool está crescendo entre mulheres, e que elas também são mais propensas a desenvolver distúrbios alimentares. Segundo um estudo publicado no ano passado pelo jornal Biological Psychiatry, de 22% a 35% das pessoas bulímicas lutam contra o álcool ou as drogas, assim como 20% e 25% das anoréxicas. Kevin Wandler, vice-presidente de serviços médicos na clínica Remuda Ranch, especializada tanto nos transtornos alimentares como na dependência química, diz que o tratamento mais fácil é o do vício de álcool e drogas, pois eles não são necessários para a sobrevivência. “Agora, se sua droga for a comida, isso será um desafio!”

No caso de Trish, ela deixou o Renfrew Center no dia 22 de fevereiro. “Eu não tinha energia nem para rir”, lembra. “Mas agora aprendi a não ter vergonha do que passo. E com isso quero me amar e me perdoar.”



Glossário
Entenda o significado de cada uma dessas estranhas palavras

Drunkorexia: consumo exagerado de álcool casado com falta ou perda de apetite.
Manorexia: versão masculina da anorexia.
Ortorexia: obsessão por alimentos ditos saudáveis – eliminando do cardápio qualquer tipo de gordura e conservantes artificiais, por exemplo. Pessoas nessa condição podem se privar seriamente de nutrientes necessários.
Diabulimia: diabéticos que se recusam a usar insulina para não engordar. Apesar do nome, esse distúrbio não envolve o vômito.
Transtorno da compulsão alimentar periódica: ato de comer compulsivamente, especialmente alimentos com alto nível de sal e açúcar, mas que não envolve a prática comum do vômito para compensar as calorias ganhas.



O problema no Brasil…
Conheça a trágica história de duas meninas que não conseguiram vencer a batalha contra a anorexia e o alcoolismo

De acordo com a psicóloga Silvia Brasiliano, coordenadora do Programa de Atenção à Mulher Dependente Química do Instituto de Psiquiatria do HC de São Paulo, as mulheres com deficiência alimentar têm oito vezes mais chances de apresentar dependência química ou alcoólica, enquanto as dependentes têm cinco vezes mais possibilidades de desenvolver distúrbios alimentares. “São problemas que desligam da realidade, pois a vida delas se restringe apenas à comida – ou a falta dela – e ao álcool”, diz. A seguir, o depoimento de duas jovens brasileiras que viram a doença de perto.

Medo da vida “Eu tenho um certo problema em encarar a realidade. Não consigo lidar com algumas emoções, decepções, expectativas frustradas… Acho que é por isso que eu vomito. É o jeito que encontrei de colocar essas coisas para fora. É algo cíclico: eu vomito, aí bebo, vomito e bebo de novo. Primeiro, porque sinto enjôo; segundo, porque bebida tem muita caloria. Preciso fugir da realidade, o tempo inteiro.”
Flávia, 19 anos, é estudante de psicologia e sofre de bulimia desde os 14

Tempo perdido “A Pati estava na pior fase. Antes de morrer, ela pesava 28 quilos e tinha 18 anos. A família nunca tinha dado bola. Acho, até, que foi por isso que ela parou de comer e começou a beber: queria chamar a atenção. Ela me contava que bebia para esquecer o problema da anorexia, e também tomava remédios controladores de apetite. Ela morreu de parada cardíaca, em 27 de junho de 2007.”
Dayane Kátillen, 21 anos, tem anorexia, com fases alternadas de bulimia, e era a melhor amiga da Pati





De barriga vazia e tanque cheio



A vida desregrada das celebridades e a falsa sensação de glamour que elas transmitem para nós

O entra-e-sai das estrelas de Hollywood nas clínicas de reabilitação tem sido o assunto mais quente das colunas de fofoca. A atriz Lindsay Lohan, de 21 anos, por exemplo, é freqüentadora assídua do Cirque Lodge, um dos centros mais famosos dos Estados Unidos. Mas também há a Promises, em Malibu, a Wonderland, em Hollywood, a Meadows, no Arizona… Em comum, todas essas clínicas vivem abarrotadas de gente famosa: Britney Spears, Kirsten Dunst, Mary-Kate Olsen, Nicole Richie, Tara Reid, Amy Winehouse, Kate Moss… A lista é longa.

Em entrevista à revista Vanity Fair, Lindsay Lohan afirmou que já teve bulimia e problemas com álcool. Tara Reid é outra que tem chamado a atenção. Seus problemas vão de uma lipoaspiração malsucedida a uma anorexia nervosa não confirmada. A contar pelas fotos recentes da moça, de biquíni num hotel de Bali, ela realmente está de mal com o garfo e a faca. Ex-melhor amiga da patricinha Paris Hilton, Nicole Richie também freqüentou a rehab para ganhar peso e se desintoxicar. Mas ela disse que mudou desde o nascimento de sua primeira filha, Harlow Winter, em janeiro passado. Nicole até fundou uma instituição para cuidar de crianças carentes. Será que bateu a culpa?

No entanto, a protagonista dos maiores escândalos é a cantora inglesa Amy Winehouse. Além do estrondoso sucesso da faixa “Rehab”, de seu último CD, no qual canta “eles tentaram me mandar para a reabilitação/ mas eu disse não, não, não”, Amy vive às voltas com o consumo de álcool e drogas – com direito até a vídeo no YouTube. Seu pai chegou a afirmar que ela sofre de bulimia. Apesar de tudo isso, não dá para negar que essas atrizes e cantoras esbanjam talento sobre o palco. Agora, o que não pode acontecer é querermos reproduzir o estilo de vida que elas levam. Aí já é burrice.

Fonte: Revista Criativa




quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Crônica : A dor que dói mais



Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade
de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua pintando o cabelo de caju. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido
frango assado, se ela tem assistido às aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.

(Martha Medeiros)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Descubra quando a mentira se transforma em um problema psiquiátrico



Se há um dia em que mentir não pega mal é 1º de abril, Dia Mundial da Mentira. No demais, a “mãe” da falsidade e da dissimulação não só é mal vista, como considerada má conduta.
Para os mentirosos de plantão, que acham mentir uma necessidade, segue um alerta: fazê-lo em excesso pode significar, mais do que uma fuga, um distúrbio de personalidade. Segundo os psiquiatras, isso tem nome: mitomania.
De acordo com a psiquiatra Fátima Vasconcellos, da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), os mitômanos, como são chamados, são pessoas compulsivas que sofrem de algum transtorno de personalidade.
Pessoas mentem pelos mais variados motivos, mas um grupo de pacientes tem uma alteração do comportamento chamada mentira patológica. São pessoas que mentem compulsivamente.
Alguns transtornos psiquiátricos como os clássicos Transtornos de Personalidade, do tipo antissocial e fronteiriço, com mudanças constantes de humor, mentem. Alem destes, pacientes com Transtorno de Humor Bipolar, Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade.

Pega na mentira

Para a psiquiatra Ana Gabriela Hounie, do Instituto de Psquiatria da USP (Universidade de São Paulo), o que diferencia o mitômano de um psicopata, por exemplo, é a necessidade de mentir criada por um descontrole psíquico, diferente do outro que a usa para ganhar vantagem.
A pessoa tem a necessidade psicológica de mentir para ter uma satisfação pessoal, para parecer mais interessante, e para isso passa a contar histórias fantasiosas, mas não o faz para ter uma vantagem, para se safar, como o psicopata.
Pessoas inseguras, carentes e que precisam de atenção são o perfil mais comum. Ainda segundo a psiquiatra do IPQ, as mulheres são a maioria entre os mentirosos compulsivos.
As especialistas explicam que uma das maneiras de descobrir se a pessoa é mitômana é pelo número recorrente de mentiras e pela falta de argumentos para alimentá-las a médio e longo prazo.
Segundo a psiquiatra da ABP, o mentiroso compulsivo começa com histórias simples e vai aumentando o tom até crer em sua própria história.
O sintoma típico é uma mentira.
Começa com coisas simples, diz que um parente morreu, ou que tem uma doença grave e se enrola todo nesta história.
A característica do mitômano é que ele termina acreditando na mentira que conta.
A incapacidade de manter a história muitas vezes o faz pedir demissão ou abandonar o trabalho ou terminar um relacionamento quando percebe a confusão em que se meteu.
(http://www.universodamulher.com.br)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

É possível admirar sem desejar?



Você já reparou quantas vezes por dia você tem um desejo? Desejo de ter aquele carro, aquele namorado, aquele celular, aquele relacionamento, aquela profissão, aquela roupa ou aquele relógio. Ou vontade de ter coisas mais subjetivas, como um talento, aspiração, hobby, até mesmo aquele pai ou aquele filho. Mas o que nos leva a desejar o que poderia apenas ser apreciado?
Pense quantas vezes você já parou para simplesmente admirar uma cena ou um objeto, sem cair na tentação de ser o personagem daquela cenário ou o dono do objeto. Por que às vezes parece tão difícil ficarmos felizes com a felicidade do outro, como se as pessoas estivessem roubando de nós alguma coisa?
A inveja é um traço da personalidade do ser humano e pode ter um lado positivo se a colocarmos a nosso serviço. Muita gente tem o que chamamos de "inveja branca". Ou seja, a pessoa gostaria muito de ter ou fazer a mesma coisa que o amigo ou vizinho, mas reconhece que por alguma razão aquela situação não está ao seu alcance no momento. Outras vezes a pessoa percebe que embora ache a vida do outro interessante, aquele estilo não é o seu, e então permanece serena com a vida que escolheu ou que é possível ter.
Não me contento com o que tenho
Mas existe um outro tipo de inveja que corrói. Essa não apenas deseja possuir o que não lhe pertence, mas também guarda uma espécie de rancor e torna a própria vida infeliz.
As pessoas que sentem esse tipo de inveja querem na verdade viver a vida do outro. Não conseguem apreciar seus bens, o lugar onde vivem, as pessoas que as cercam, seu trabalho, profissão e seu estilo de vida. Muitas vezes esse sentimento é involuntário, inconsciente e gera sofrimento. A grama do vizinho é sempre mais verde, o sabonete é mais perfumado, o filho mais inteligente, o marido mais bonito, a profissão mais interessante.
Você se reconhece nessa descrição? Antes de dizer "não" reflita um pouco. Preste atenção em seus dias, no quanto você reclama de sua vida e faz comparações com a vida dos outros, sempre acreditando que as pessoas têm mais sorte que você. Você acaba acreditando que sua vida é sem graça e desprovida de emoções. Pode ser que isso seja realmente verdade, mas já parou para pensar por que seus dias são assim?
Valorize o que é seu
Na maioria das vezes esse sentimento ocorre porque você não aprendeu a valorizar o que tem, e emprega seu tempo observando mais os outros que a si mesmo. No fundo, sua autoestima anda baixa e você nem sabe por onde começar a perceber o quão rica sua vida é ou pode ser. Confira abaixo algumas sugestões para mudar seu padrão de pensamento e ter uma vida mais feliz:
  • Você não tem o carro do ano, mas o seu automóvel o leva aos lugares que precisa ir. Ah, ainda não tem um carro? Ainda assim pode fazer de ônibus a viagem que deseja, não use isso como desculpa para não se divertir.
  • Você não tem as roupas da moda? Destaque-se pela criatividade nos acessórios que você mesmo pode inventar, fazendo sua própria moda.
  • Sua casa não é tão bonita? Mas pode ser limpa, organizada e aconchegante.
  • Você ou seu parceiro não ganham tão bem? Valorize o esforço que fazem para proporcionar o melhor que podem à família. Cultive também o companheirismo e a cordialidade entre vocês, seus filhos e parentes. Você aprenderá que os prazeres podem advir também de um bom relacionamento.
Não há mal em desejar que tudo seja melhor em sua vida, aliás é isso o que nos move a evoluir em todos os sentidos. Mas ao invés de perdemos nosso tempo desejando o que outras pessoas têm, ou querendo ser o que elas são, melhor seria imaginar uma forma de podermos alcançar nossos próprios e verdadeiros objetivos.
Ficar lamentando a vida não nos leva a lugar algum. Aliás, se você reparar bem, poderá notar que nem sempre você quer aquilo que aprecia. Então experimente apenas admirar sem necessariamente desejar. Faça algo por você mesmo e alegre-se quando alguém conquista algo. Você é igualmente competente para fazer sua vida acontecer e experimentará uma boa sensação quando se colocar em movimento na direção de suas próprias conquistas.
(Por Célia Lima -  http://entretenimento.br.msn.com)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ele te ama e depois te “maltrata”!? Ele pode ser um misógino!



Misógino? Misoginia? O que é isso?
Bom, tenho encontrado algumas clientes no consultório que estão entrando em contato com essa realidade. Elas começam a falar de seus namorados, maridos, companheiros, dizendo que não entendem a forma como eles agem com elas.
Misógino é uma palavra grega utilizada como referência a quem odeia mulheres: miso (odiar) e gyne (mulher).
Isso mesmo, não se espantem a palavra é: odiar.
Vejam bem: no início, esses homens são completamente galanteadores, amorosos... Mas que ao longo da relação eles começam a usar de uma tortura psicológica incrível, fazendo com que sua companheira se sinta culpada, incapaz, inadequada... Tudo isso através de insultos, momentos de raiva e de críticas constantes; revertendo assim o foco da situação deixando a mulher confusa e oprimida, pois elas demoram a acreditar que aquele homem “maravilhoso” agiu daquela forma.
Os insultos são tão constantes que é como se fosse uma lavagem cerebral.
Fico impressionada como as minhas clientes reagem a isso e como demonstram tal opressão, é como se eu enxergasse uma criancinha, daquelas completamente tolhidas na minha frente, sem realmente terem condições de fazer nada, mais justamente por serem crianças.
Quando essas mulheres começam a descobrir, ou melhor, a aceitar que estão do lado de um misógino começa-se o trabalho de resgate dessas mulheres. Como assim de resgate?
É a elevação da auto-estima e da percepção do homem que está ao lado delas, entendendo que esse comportamento deles, é plenamente inconsciente.
Todos os artigos que falam sobre misoginia, citam o livro: “Homens que odeiam suas mulheres e mulheres que os amam”, de Susan Forward e Joan Torres, da editora Rocco. Neste livro ela aborda sobre o misógino e como as mulheres podem reagir ou escolher fazer em relação a eles.
Rita Granato em um de seus artigos cita explicitamente as formas que um misógino têm de OPRIMIR sua parceira:
 Através da negativa: ele nega o corrido, levando a parceira a questionar sua acuidade, e a validade de sua memória. Assim não há jeito de se resolver os problemas com alguém que nega sua existência e insiste que nunca ter existido o que a mulher sabe ter ocorrido
Através da alteração dos fatos, o misógino reformula o fato para se ajustar a sua versão, faz alterações drásticas e amplas nos fatos, a fim de chancelar sua versão da historia.
Alega que está se comportando mal, como reação a algum desvio de sua parceira, é como se seu comportamento afrontoso passa a ser uma reação compreensível a alguma terrível deficiência ou provocação da parceira.
Transferindo a culpa ele se protege: absolve-se do desconforto de reconhecer sua participação no problema e convence a parceira que suas deficiências de caráter soam o verdadeiro motivo das dificuldades na vida em comum.
 A parceira não pode protestar, e se a parceira o faz, ele fica mais furioso. Ele encara a reação como um ataque pessoal e como prova das inadequações da parceira. Ele transforma a parceira em culpada e ele a própria vitima. Isto acontece, pois ele está mais preocupado em desviar a culpa de si mesmo do que em reconhecer a angústia que causa à parceira.
 Se o misógino se sente ameaçado de perder alguma coisa que lhe é importante, e sentindo-se humilhado, é bastante provável que a balança se incline para a brutalidade. Para ele através do medo poderá controlar melhor sua parceira.
 Se a parceira tiver alguma atividade significativa que o misógino encare como ameaça, ele fará testes de sua devoção, fazendo com que a parceira reduza drasticamente seu mundo. Esse tipo de ciúmes e de possessividade se estende a todos os aspectos de vida. Qualquer coisa que a parceira faça que esteja fora do controle do misógino, ou seja, encarada como uma ameaça a ele deverá ser abolida.
 Entre todas as coisas ineficazes que uma mulher pode fazer, tanto consciente como inconscientemente, para tornar o relacionamento menos doloroso, a CONIVÊNCIA é ao mesmo tempo a mais sutil e mais destrutiva para ela. No momento que ela entra em conluio com ele, a mulher perde de vista o que acontece de fato entre os dois. Sua distorção da realidade para se ajustar à visão do parceiro indica que suas percepções estão completamente fora de foco.
Ainda baseado no livro de Susan Forward e Joan Torres , Sônia Nemi discorre que:
“Ao primeiro contato com um misógino, em geral, ele é considerado um gentleman. Ele é o homem que conquista a mulher de uma forma deliciosamente amorosa e sedutora e passa a ser por ela descrito através de uma farta lista de superlativos. Ele é tão intensamente maravilhoso que fica impossível para a mulher atribuir a ele qualquer responsabilidade dos problemas da relação quando estes começam a acontecer.
 O contrato relacional velado se define no início do relacionamento quando o homem vai, aos poucos, verificando até onde pode ir com o seu estilo controlador e manipulador. À medida que a mulher evita confrontá-lo tentando ser boa para preservar a relação, ela está estabelecendo um tópico contratual que configura o contexto para a atuação do misógino, ao tempo em que ela vai enfraquecendo. Como diz Susan Foward: “ela contrata amor e ele controle”.
Esse controle se evidencia nas armas abusivas em que as palavras se tornam, através das quais as críticas e ataques são feitos, até alcançar o controle da sexualidade e o controle financeiro. Mesmo que a mulher tente agradá-lo, tudo que ela faz está errado e ele a convence de que ela é culpada.
Quando as explosões repentinas do homem começam a acontecer, mais elas são sentidas como ameaças veladas pela mulher que fica perplexa e cada vez confusa com o que dá errado. Ela passa a “pisar em ovos”, medindo as palavras, para falar com ele. A forma sutil como ele a desqualifica impede que ela possa perceber que é isso que mina a sua auto estima. Ela se torna irreconhecível, principalmente se antes era uma mulher independente financeira e emocionalmente, uma vez que definha.
Os argumentos utilizados pelo homem parecem tão lógicos e tão cheios de interesse pelo bem da relação que, a mulher vai, cada vez mais afundando no seu pântano emocional. Tudo que ele quer é que ela demonstre seu amor por ele, sendo compreensiva e conhecendo-o tão bem que seja capaz de atender suas necessidades, sem nunca se aborrecer com ele. Com o tempo, a relação parece uma gangorra onde de um lado ele estoura e do outro se arrepende, pede desculpas e se torna o homem maravilhoso do início do relacionamento.
Apesar da descrição devastadora do misógino, ele não tem consciência do seu funcionamento e sequer se dá conta da dor do outro. A construção de tal dinâmica pessoal pode ser entendida a partir da sua história, na família de origem, quando vivenciou sofrimento psicológico o qual não poderia evitar.
O misógino é filho de uma relação conturbada onde aprendeu, observando seus pais, que a única maneira de controlar a mulher é oprimindo-a. Ao lado disso, ele pode ter sentido que a sua mãe não poderia existir sem ele, já que seu pai a maltratava; ou ainda, ele pode ter tido uma mãe que o oprimiu ou rejeitou, ao lado de um pai passivo.
Qualquer que tenha sido a sua história, o misógino está na fase adulta “atuando” a sua dor de “criança” ferida, buscando desesperadamente ser amado ainda que de uma forma equivocada.
No caso da mulher que escolhe formar uma relação com um misógino é possível que ela tenha sido infantilizada pela sua família de origem e busque no seu parceiro o apoio, suporte e amor que não recebeu do seu pai, ou talvez ela teve uma mãe que desqualificava o pai; ela pode também ter vindo de uma família tão caótica que desde cedo ela aprendeu que toda relação é problemática e que ela como mulher não tem chance.
Ainda que o misógino seja visto como algoz e a mulher como vitima, esta também contribui para que tal padrão relacional se implemente e perdure. A mulher instiga o misógino a atuar na medida que ela não estabelece limites claros, diferenciando-se dele e ocupando seu próprio espaço na vida e na relação.
O homem e a mulher nessa relação estão interagindo dentro de seus próprios papéis; da mesma forma que um círculo não tem começo nem fim, a relação se desenvolve sem que se possa indicar um culpado. Um “precisa” do outro para continuar com o padrão, mas para sair dele um dos dois precisa funcionar de uma forma nova.

- Uma mulher que sofre numa relação como essa pode:
(1) manter-se submissa para preservar seu homem,
(2) separar-se, ou
(3) construir uma nova relação com o mesmo homem.

Aquelas que escolhem a terceira opção terão que resgatar sua auto estima, assumir o seu lugar no mundo e na relação, estabelecer limites claros e ser firme ao se posicionar diante do seu parceiro. Ela provavelmente precisará de suporte terapêutico até que se tenha fortalecido. É possível que, à medida que ela conquiste seu objetivo, o seu misógino desista do lugar de algoz para ficar ao seu lado ou desista da relação. Se ela sente que o ama, precisará amar a si mesma também para ter coragem de correr o risco de “perdê-lo”.
De qualquer forma dificilmente um misógino busca terapia e, se assim o faz, tão logo se fortalece e interrompe o seu processo. Parece que o sofrimento do seu mundo interno é tamanho que ele não suporta ter que contactá-lo através da análise da sua dinâmica e efeito do seu comportamento no outro; para tanto ele teria que admitir que é co-construtor das dificuldades da sua relação e que é, na verdade, um homem sedento de amor. Ele teria que admitir que é o único responsável pelo seu auto preenchimento.
Se você, ao terminar de ler esse material acredita que pode estar se relacionando com um misógino; se suas dúvidas se confirmarem. Busque ajuda terapêutica, pois, sozinha fica pesado demais para você dar conta de tudo que precisará fazer para cuidar de si mesma.
Bom acredito que aqui tem explicação suficiente para vocês entenderem um pouco mais do universo masculino quando esta característica se apresenta. Qualquer coisa estou por aqui.
Ah! Um detalhe as minhas clientes que descobriram esse homem... Umas continuaram a relação, escolhendo a terceira opção do livro e outras se separaram e descobriram novas relações. O que a gente percebe de tudo isso é que não existem regras únicas, mas sim o conhecimento que ajuda em muito nas nossas decisões.
(Por Adriana Pimentel  - http://www.universodamulher.com.br)

domingo, 22 de janeiro de 2012

Crônica : Amores intraduzíveis


Uma amiga namorou por seis meses um americano, nascido em Santa Bárbara, Califórnia. Lá conheceram-se e por lá ela ficou. Apaixonou-se pelos olhos dele, pelos ombros dele, pelo gosto musical do gringo, que batia 100% com o seu. Passavam tardes inteiras ouvindo John Mellencamp, Elvis Costello e Neneh Cherry, apesar de ela não ter a mínima idéia do que diziam as letras. Seu inglês empacou no the book is on the table e dali nunca saiu. Ele, por sua vez, achava que no Brasil se falava espanhol, idioma que tampouco dominava. Tudo bem. Nenhum dos dois estava mesmo a fim de papo. Beijavam-se adoidado, caminhavam juntos na beira do mar, andavam de bicicleta, tomavam cerveja nos bares e compartilhavam canções.
Foram almas gêmeas por meio ano e tudo o que precisavam era dizer hello quando se encontravam e bye bye quando se despediam. O resto funcionava na base da mímica, do tato e do encanto. Mas não há amor que resista à mudez eterna. Ela resolveu voltar para o Brasil e não se correspondem por
razões óbvias. Falar no telefone, nem pensar. The end.
Eis que minha amiga, ao voltar, conhece um paulista. Português fluente, como o dela. De certo modo, sentiu-se aliviada: ela poderia perguntar a ele o que achou de um filme, poderia conversar sobre as diferenças entre Lula e FHC, poderia deixar recados na sua secretária eletrônica e dizer coisas safadas no seu ouvido. Depois da greve de silêncio nos States, uau, ela soltaria o verbo. Foi então que aconteceu.
Parecia que um era do Zimbábue e o outro da Croácia. Ela não conseguia falar duas frases sem que ele retrucasse. Se ela dizia uma coisa carinhosa, ele achava que era ironia. Se ela falava sério sobre qualquer assunto, ele achava que era deboche. Se ela perguntava algo do passado dele, ele a chamava de invasiva. Se ela brincava com o cabelo dele, ele
se ofendia. Completamente dessintonizados.
Quando era ele quem tentava melhorar o clima, também não funcionava. Se ele concordava com ela, ela achava que ele tinha aprontado alguma. Se ele ria de suas piadas, ela achava que ele não tinha entendido. Se ele pedia o mesmo prato que ela no restaurante, ela dizia que ele não tinha personalidade. Se ele pedia um prato diferente, era porque estava criticando a escolha dela. Amor nenhum resiste ao desentendimento eterno.
Acabou. Não se correspondem por motivos óbvios e falar no telefone, também, nem pensar.
Minha amiga procura novo namorado e espera ter mais sorte na próxima vez. "Brasileiro ou estrangeiro?", pergunto eu. "Pouco importa", me responde ela, "desde que venha com legendas".

Martha Medeiros

sábado, 21 de janeiro de 2012

Pergunta: Por que só atraio homens errados?



"Sou uma mulher que sempre teve “dedo podre” para escolher um parceiro, sempre conquistei as piores pessoas: homens se caráter, que bebem, vagabundos... 
Hoje estou só, não quero ficar sozinha, mas também não quero um traste no meu caminho."

Resposta por  Dra. Juliana Amaral - Psicóloga 

Escolhas amorosas refletem muito do mundo interno de cada um, nelas estão contidas vivências emocionais passadas, desejos inconscientes, repetições de modelo, dentre outros aspectos. Não são aleatórias como se imagina, afinal como você mesma percebeu sempre elege um mesmo perfil de homem ou, ampliando, um mesmo perfil de relação onde não se sente trocando e sim sendo sugada. É você quem escolhe quem entra e quem sai do seu caminho, vale então um período de reflexão para compreender um pouco o que está contido em cada escolha amorosa que fez ate hoje? Que aspectos do seu mundo interno elas representam? Que mudanças são necessárias dentro de você para que o lado de fora torne-se mais saudável? A solução não estará fora, está em mudanças que precisam ser feitas, em questões, que talvez desconheça, que precisam ser cuidadas e elaboradas para que possa manter relações mais enriquecedoras. Sem dúvida você nos traz um conflito entre o que o seu bom senso e o seu racional gostariam e o que o seu emocional consegue realizar. Pode ser interessante uma terapia que lhe ajudará a refletir sobre essas questões. 
(http://msnencontros.parperfeito.com.br)






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