Amar Demais... Um Erro!
domingo, 11 de dezembro de 2011
sábado, 10 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Minha desintoxicação emocional...
Começar um processo de
desintoxicação emocional não é nada fácil. Ao longo do tempo pude perceber, e
claro também com as minhas derrotas amorosas, com o MADA, e terapia, que estar
atrás de um grande amor não é tudo nessa vida. Por mais que isso pareça
bobagem, tem muitas mulheres como eu, que vivem ou já viveram em função de um
amor, ou em uma busca incessante para encontrar este amor.
O problema é quem escolhemos
para amar, e se essa pessoa está disposta a amar da mesma forma que amamos. Se
eu olhar pra trás eu tenho uma coleção de relacionamentos frustrados e mal
resolvidos. E o que eu passei para manter-los, me sinto até envergonhada em
relembrar e ver do que fui capaz. Foram muitas humilhações para ficar ao lado
de alguém que não me amava e nem me valorizava. Culpa minha, a pessoa
demonstrava tudo o que não queria e eu tava lá, como um cãozinho abandonado e
carente, doido por qualquer gesto de afeição.
Nos últimos dias tenho
refletido muito sobre isso, e resolvi realmente deixar de lado por um período
todo e qualquer relacionamento amoroso e/ou sexual. Para tentar encontrar um
ponto de equilíbrio em mim mesma, sem ter que precisar de um parceiro para ficar
bem. Sei que o caminho ainda é longo, e ainda estou no começo.
Posso dizer que hoje,
só por hoje estou conseguindo ficar sozinha e bem, mas também bateu uma pequena
carência, vontade de atender a ligação do ex namorado que quer curtir uma
noite. Me segurei e pedi pra ele me deixar em paz. Preciso afastar todos os meu
fantasmas, pra poder tentar no futuro e sem muitas expectativas um
relacionamento saudável, sem pressões, sem angustias, sem medos, pensando no
meu bem estar em primeiro lugar, e ver o outro como um companheiro e não como
uma tábua de salvação para a minha solidão.
Por Andreza Cavalera.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Síndrome da pressa
Você já acorda apressada, se desdobra em mil para escolher uma roupa, fazer a maquiagem, tomar café da manhã e organizar o dia, corre para o trabalho, encontra mil tarefas “para hoje” esperando por você. A sensação de que não há tempo suficiente para cumprir os afazeres do dia a dia, mais do que um incômodo, é uma questão de saúde.
O alerta é de pesquisadores da PUC Campinas, em São Paulo. Eles descreveram recentemente a Síndrome da Pressa, um problema comum, mas nem sempre percebido. Isso porque a maioria de nós considera normal viver presa ao relógio, sempre com horários apertados, sempre com urgência. O problema é quando essa necessidade de fazer tudo agora, o mais rápido possível, extrapola um limite e começa a afetar a saúde.
O estudo realizado pela PUC Campinas acompanhou os moradores de grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas e descobriu que o comportamento que caracteriza a Síndrome da Pressa estava presente em 65% deles. Entre executivos, o índice é ainda maior, chegando a 95%. A forma patológica da doença – quando podem surgir problemas de saúde relacionados à síndrome – atingiria cerca de 10% da população.
Dados do International Stress Management Association do Brasil (Isma-BR) são um pouco mais preocupantes. De acordo com a instituição, 30% dos brasileiros já sofrem com o problema. Embora não tenha sido definida como uma síndrome anteriormente, a pressa já é estudada desde a década de 80.
A Síndrome da Pressa não é considerada uma doença e sim um conjunto de comportamentos que caracterizam o sentimento de urgência para realizar as tarefas diárias. E esses comportamentos são fáceis de identificar. Se você fala rapidamente, abrevia as palavras ao escrever, se anda rápido e vive com uma agenda onde anota todos os compromissos e lembretes, você pode estar sofrendo com a pressa excessiva. A empresária Márcia Lenzi, 49 anos, conta que passa por algumas dificuldades no dia a dia por causa da ansiedade. “Eu assumo mil compromissos, quero resolver tudo e acabo esquecendo informações ao longo do dia”, conta, e completa “é praticamente impossível parar para prestar atenção ao que alguém diz sem pensar em outras coisas. Costumo comer rápido também, andar rápido”.
Outros sinais comuns são o hábito de fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, segurar objetos com força, sentar na ponta da cadeira, manter os músculos tensionados o tempo todo ou não ter paciência pra as situações corriqueiras. Pessoas que têm pressa buzinam se o carro da frente demora para arrancar e se irritam quando alguém atravanca uma fila por qualquer motivo. Elas costumam se comportar de forma hostil e impaciente, não tolerando atrasos, interrompendo a fala dos outros, se concentrando na quantidade de tarefas realizadas ao invés da qualidade. O sono também costuma ser agitado e as pessoas apresentam problemas para memorizar informações, esquecendo-se constantemente de nomes, endereços, telefones, compromissos, entre outros.
Esse imediatismo, além de comprometer o bom humor, está associado a problemas cardíacos, como infartos e hipertensão. Uma alimentação deficiente também é comum entre os apressados, que podem desenvolver problemas gástricos e transtornos alimentares.
Os apressados também sentem a consciência pesada quando estão parados ou não têm nada para fazer, o que os mantém em um estado de tensão. A ansiedade é um sentimento constante, ao invés de aparecer esporadicamente, como antes de compromissos importantes. Muitos desses comportamentos são recorrentes na rotina de Márcia. “Eu trabalho o dia inteiro, pratico esportes, não fico parada”, conta. A sensação de frustração também aparece com frequência: “não consigo descansar, parece que estou perdendo tempo. Sempre que ‘sobram’ alguns minutos, começo a fazer alguma coisa. Pode ser arrumar a casa, organizar os armários, consertar alguma coisa...”.
A pressa compromete a qualidade do trabalho e a relação com os conhecidos, que sofrem com a agressividade do apressado por não acompanhar seu ritmo.
É importante perceber essas características e saber que a pressa excessiva não é normal. Afinal, ninguém pode realizar várias tarefas de maneira eficaz em um período curto de tempo. Se você perceber que essa sensação de urgência constante está incomodando, procure formas de freá-la. Boas opções são os tratamentos alternativos, como yoga, que relaxa, acalma e diminui a ansiedade. Caso necessário, procure orientação de um psicólogo.
(http://www.meiafina.com.br)
domingo, 4 de dezembro de 2011
Série e Filme Sex and the City
Baseada no livro homônimo da escritora Candice Bushnell, "Sex and the City" mostra a agitada vida de quatro belas mulheres solteiras e bem sucedidas de Nova York. Enquanto procuram pelo seu "Sr. Certinho", quatro amigas se divertem pelos clubes da cidade, compartilham ousadas conversas sobre sexo e comentam as últimas novidades da moda. "Sex and the City" focaliza na história de Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) e suas três melhores amigas. Com o decorrer das temporadas, a escritora Carrie, que também narra os episódios, tenta ter vários relacionamentos sérios, mas parece sempre ficar presa ao "Sr. Big" (Chris Noth) em um relação complexa e irresistível para os dois. Por outro lado, enquanto Samantha (Kim Cattrall), a mais velha das amigas, é a mais confiante de sua própria sexualidade e a mais extrovertida, Charlotte (Kristin Davis) é a mais conservadora e otimista do grupo, sempre em busca de um amor romântico. Enfim, acompanhamos Miranda (Cynthia Nixon), uma advogada extremamente cínica nos seus pontos de vista, principalmente quando se trata de homens. Essa mistura de personalidades em uma trama divertida e ousada, que traz uma boa dose de humor, drama e romance, é o que fez "Sex and the City" ser uma das séries mais aclamadas pelo público e pela crítica, tendo recebido diversos prêmios e nomeações, incluindo mais de 50 indicações ao Emmy, tendo ganho 7 deles, e 24 indicações ao Globo de Ouro, ganhando 8 deles, durante suas seis temporadas.
Os filmes são uma continuação da série...
Trailer do Filme Sexy and City 1
Trailer do Filme Sexy and City 2
sábado, 3 de dezembro de 2011
Solteira por opção
Faz parte de nós, mulheres, viver na eterna busca pelo nosso príncipe – e mesmo que você já tenha aceitado que o homem perfeito não existe, é certo que ainda procura por algo próximo. As dicas e truques para conquistar o homem de seus sonhos e viver um longo e feliz relacionamento são inúmeras. Tantas que chegamos a ficar agoniadas quando o príncipe demora demais para chegar. O fato é que essa busca às vezes cansa, e muitas mulheres precisam de um tempo solteiras.
E não estamos falando de se jogar na balada e sair com vários homens. Optar pela solteirice por algum tempo pode ser extremamente benéfico para a sua autoestima, seu auto-conhecimento, para sua vida e para – por quê não? – seus futuros relacionamentos.
O site Essence.com listou algumas vantagens de ser solteira que podem inspirar você e ajudá-la a mudar o rumo dos seus relacionamentos, caso sua vida amorosa não esteja saindo da maneira como você gostaria.
O primeiro passo é perceber a necessidade de viver um tempo sem um parceiro. Você pode não estar pronta, seja porque terminou um namoro recentemente, está cansada ou porque não tem esperanças de encontrar alguém, entre vários outros motivos. Se você sente que não está preparada para um relacionamento no momento, livre-se da ideia de que você PRECISA estar em uma relação e faça uma pausa, pare de procurar. Essa escolha pode, inclusive, livrá-la de relacionamentos que não são tão necessários assim – se envolver apenas pelo medo de ficar solteira é garantia de frustrações.
Uma vez firme em sua decisão, é hora de começar a repensar algumas ideias. Você pode fazer um balanço das relações passadas, descobrir onde estavam seus erros e, finalmente, definir o que você quer para o futuro. E não tenha medo de dizer “eu quero me casar”. O primeiro passo para atingir seu objetivo é assumi-lo.
Em seu período de solteirice, aproveite para se conhecer melhor e aprender a curtir sua própria companhia. Gostar de si mesma é o primeiro passo para gostar de outra pessoa e construir um bom relacionamento com ela. Se você não se admira e se ama, por que um homem faria isso por você? O amor próprio vai torná-la mais corajosa para ser fiel aos seus objetivos e dizer não ao resto. Você vai aprender a encarar a vida com mais paciência e tranquilidade, e os relacionamentos não vão mais parecer tão cruéis como pareciam antes.
Ser solteira por um tempo também envolve dar uma pausa nas relações sexuais. Evite o sexo casual, amizades coloridas ou relações esporádicas por um tempo. A verdade é que são poucas as mulheres que conseguem separar os sentimentos do sexo. E você não quer acabar chorando por um homem que dormiu com você algumas vezes e depois sumiu, certo? Ficar sem transar pode também fortalecê-la e poupá-la de desgaste emocional.
Aproveite esse tempo também para se dedicar aos seus hobbies. Você pode resgatar aquelas aulas de balé da adolescência ou aprender algo novo, como fotografia. Entregue-se de corpo e alma às atividades que você gosta ou não conhece ainda. Elas vão ajudá-la a se conhecer, aumentar sua autoestima e ainda vão render histórias para contar. Lembre-se que pessoas com vidas interessantes chamam mais a atenção. Você quer ser a mulher que sabe decor os episódios de Gossip Girl ou a mulher que sabe tocar violão, fala alemão e pratica escalada nos fins de semana?
Estar solteira é uma ótima oportunidade para aprender a amar das mais variadas formas. O amor entre homem e mulher está longe de ser o único, você pode amar seus amigos, família, seu animal de estimação, seus livros ou seu esporte preferido. Acima de tudo, você pode amar a si mesma. Pratique o amor, se entregue a todas as suas formas, assim você vai conhecê-lo e valorizá-lo ainda mais.
Outra grande vantagem de um período de pausa na sua vida amorosa é o aprendizado e, consequentemente, a nova forma de enxergar os relacionamentos quando você voltar à ativa. Funciona mais ou menos como um hábito comum entre os escritores: depois de horas ou dias envolvidos com um texto, eles se afastam e pensam em outras coisas por algumas horas. Isso os ajuda a enxergar os defeitos e as qualidades do que foi escrito ao voltar. Faça o mesmo com os homens. Você vai se surpreender ao perceber como é mais fácil identificar bons partidos e fugir dos maus.
Por último, ser solteira não significa ser sozinha, por isso, invista no tempo com seus amigos e família. A grande maioria dos relacionamentos duradouros têm como fonte estes dois círculos, deixando o ambiente de trabalho, sites e baladas para trás. Como sua família cresce em ritmo menos acelerado, procure fazer novos amigos. Aproveite; sem um companheiro, você tem tempo de sobra para conhecer pessoas e cultivar as velhas amizades. Quem sabe o homem certo não aparece quando você estiver distraída?
(Por Redação Meia Fina - http://www.meiafina.com.br)
E não estamos falando de se jogar na balada e sair com vários homens. Optar pela solteirice por algum tempo pode ser extremamente benéfico para a sua autoestima, seu auto-conhecimento, para sua vida e para – por quê não? – seus futuros relacionamentos.
O site Essence.com listou algumas vantagens de ser solteira que podem inspirar você e ajudá-la a mudar o rumo dos seus relacionamentos, caso sua vida amorosa não esteja saindo da maneira como você gostaria.
O primeiro passo é perceber a necessidade de viver um tempo sem um parceiro. Você pode não estar pronta, seja porque terminou um namoro recentemente, está cansada ou porque não tem esperanças de encontrar alguém, entre vários outros motivos. Se você sente que não está preparada para um relacionamento no momento, livre-se da ideia de que você PRECISA estar em uma relação e faça uma pausa, pare de procurar. Essa escolha pode, inclusive, livrá-la de relacionamentos que não são tão necessários assim – se envolver apenas pelo medo de ficar solteira é garantia de frustrações.
Uma vez firme em sua decisão, é hora de começar a repensar algumas ideias. Você pode fazer um balanço das relações passadas, descobrir onde estavam seus erros e, finalmente, definir o que você quer para o futuro. E não tenha medo de dizer “eu quero me casar”. O primeiro passo para atingir seu objetivo é assumi-lo.
Em seu período de solteirice, aproveite para se conhecer melhor e aprender a curtir sua própria companhia. Gostar de si mesma é o primeiro passo para gostar de outra pessoa e construir um bom relacionamento com ela. Se você não se admira e se ama, por que um homem faria isso por você? O amor próprio vai torná-la mais corajosa para ser fiel aos seus objetivos e dizer não ao resto. Você vai aprender a encarar a vida com mais paciência e tranquilidade, e os relacionamentos não vão mais parecer tão cruéis como pareciam antes.
Ser solteira por um tempo também envolve dar uma pausa nas relações sexuais. Evite o sexo casual, amizades coloridas ou relações esporádicas por um tempo. A verdade é que são poucas as mulheres que conseguem separar os sentimentos do sexo. E você não quer acabar chorando por um homem que dormiu com você algumas vezes e depois sumiu, certo? Ficar sem transar pode também fortalecê-la e poupá-la de desgaste emocional.
Aproveite esse tempo também para se dedicar aos seus hobbies. Você pode resgatar aquelas aulas de balé da adolescência ou aprender algo novo, como fotografia. Entregue-se de corpo e alma às atividades que você gosta ou não conhece ainda. Elas vão ajudá-la a se conhecer, aumentar sua autoestima e ainda vão render histórias para contar. Lembre-se que pessoas com vidas interessantes chamam mais a atenção. Você quer ser a mulher que sabe decor os episódios de Gossip Girl ou a mulher que sabe tocar violão, fala alemão e pratica escalada nos fins de semana?
Estar solteira é uma ótima oportunidade para aprender a amar das mais variadas formas. O amor entre homem e mulher está longe de ser o único, você pode amar seus amigos, família, seu animal de estimação, seus livros ou seu esporte preferido. Acima de tudo, você pode amar a si mesma. Pratique o amor, se entregue a todas as suas formas, assim você vai conhecê-lo e valorizá-lo ainda mais.
Outra grande vantagem de um período de pausa na sua vida amorosa é o aprendizado e, consequentemente, a nova forma de enxergar os relacionamentos quando você voltar à ativa. Funciona mais ou menos como um hábito comum entre os escritores: depois de horas ou dias envolvidos com um texto, eles se afastam e pensam em outras coisas por algumas horas. Isso os ajuda a enxergar os defeitos e as qualidades do que foi escrito ao voltar. Faça o mesmo com os homens. Você vai se surpreender ao perceber como é mais fácil identificar bons partidos e fugir dos maus.
Por último, ser solteira não significa ser sozinha, por isso, invista no tempo com seus amigos e família. A grande maioria dos relacionamentos duradouros têm como fonte estes dois círculos, deixando o ambiente de trabalho, sites e baladas para trás. Como sua família cresce em ritmo menos acelerado, procure fazer novos amigos. Aproveite; sem um companheiro, você tem tempo de sobra para conhecer pessoas e cultivar as velhas amizades. Quem sabe o homem certo não aparece quando você estiver distraída?
(Por Redação Meia Fina - http://www.meiafina.com.br)
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Amor, pode confiar: estou limpo!
É assim que tudo começa, confiamos
demais nas pessoas.
Pelo menos comigo foi assim. Comecei
a namorar, tínhamos um namoro tranqüilo de uma forma geral. Brigávamos pouco,
os pais dele me adoravam, bom meus pais odeiam qualquer coisa que venha de mim,
mas isso é outro papo. Muitos amigos em comum. Claro que tínhamos algumas
desavenças, mas nada sério, até no fator sexual. Às vezes rolavam uns atritos,
mas nada que qualquer casal não passe.
Realmente achei que ele era o homem
da minha vida, com quem viveria até o fim de meus tempos. Todo que acontecia de
bom, era devido a ele. Meu tempo... todo pra ele, até na faculdade comecei a
faltar para ficar mais tempo com ele. Dedicação exclusiva. Mas não posso
reclamar, sempre recebi em troca muito carinho. Embora às vezes ele parecesse
meio distante, o que importa é que eu o amava muito e seria dele pra
sempre.
Com o tempo a confiança foi
crescendo, isso juntou com a paixão, se aliou ao tesão e formou uma bomba que
quase acabou com a minha vida.
Tudo se deu num simples fraquejo,
num simples lapso, na primeira vez que ficamos sem camisinha. Ele olhou nos
meus olhos e disse: "Amor, pode confiar: estou limpo!", e eu
acreditei... a partir daquele momento entreguei-me totalmente, e passamos a
fazer sexo sem camisinha, para "sentirmos mais prazer" (o que não é
verdade, pois na minha opinião o sexo com preservativo ajuda na lubrificação, o
que diminui o atrito, diminuindo a dor, mas este não é o tema central).
Dois meses depois da primeira transa
desprotegida, fiz o teste do HIV, apenas para controle, e para a minha surpresa
o resultado foi positivo...
Obviamente
fiquei desesperado, não sabia o que fazer, o que pensar, como agir. A primeira
coisa que fiz foi contar a ele, que também se desesperou, pois era evidente que
ele também estava com o vírus. Foi a vez dele fazer o teste e, claro, deu
positivo.
A
partir desse momento, comecei a ver as coisas muito diferentes. No início nada
tinha mais graça, pois iria morrer logo, para que me esforçar?
Praticamente abandonei a faculdade, meu desempenho no trabalho diminui, tudo
pra mim estava prestes a terminar.
Mesmo
assim, pensava eu: "Estou ao lado do meu amor, e juntos tudo podemos, só
com a força do nosso amor venceremos esse vírus." Claro que estava errado,
primeiro porque ele não me amava, mais isso é outra história, e segundo porque
o vírus HIV é um problema fisiológico e não sentimental. Relutei ao máximo para
fazer os exames de CV e CD4, porque? Por medo, medo de saber, talvez, que tinha
apenas alguns meses de vida, medo, de saber, talvez, que meu estado era pior do
que imagina, pior até, medo de descobrir que ficaria sem o meu amor. E assim
levei 3 meses, adiando e adiando o exame.
Enquanto
tudo isso passava na minha cabeça e na minha vida, tive ainda que esconder da
minha família e dos meus amigos, e novamente pergunto-me: por quê? Novamente
por medo, mas dessa vez, medo do preconceito, pensava que as pessoas me
olhariam diferente, teriam até nojo de mim. Mas não, as pessoas que souberam, me deram
muito apoio, e ajudaram-me a seguir em frente. Ainda hoje, não
consigo assumir-me como portador do HIV, pelos mesmos motivos e outros até que
não sem definir. Mas muita coisa mudou, estou mais confiante, mais seguro de
mim mesmo, ah e estou solteiro também, o que foi um grande avanço.
Fiz
os exames, todos deram ótimos, e segundo minha médica ainda terão que me
agüentar por uns bons 40/50 anos (risos).
Mas
uma coisa deve ficar clara: Nunca é demais se proteger, nunca é demais cuidar de si
mesmo, pois ao usar preservativo não estamos apenas usando preservativo,
estamos sim, cuidando de nossa saúde, e não só a saúde física, mas também a
psicológica, pois ninguém queira receber um exame onde mostra que você tem um
vírus que estará até o fim de sua vida enfraquecendo seu sistema
imunológico.
E
está errado quem pensa que só porque tenho HIV não me cuido, pelo contrário,
agora é mesmo que uso eternamente camisinha. Não só para evitar de contaminar
alguém, mas também para evitar que eu mesmo seja recontaminado.
Tenho
21 anos, e podem parte de mim ficou naquele exame. Nunca mais serei o
mesmo. Nunca mais viverei como vivia. Por isso pense bem antes de se
descuidar.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Mágoas
Conduzir sua vida sem mágoas é uma
obrigação individual
Você sabia que a mágoa pode ser
transformada numa doença severa e muito das vezes de difícil recuperação,
levando o indivíduo à morte?
É comum ouvirmos as pessoas contarem sobre
suas mágoas. Mais comum ainda é notarmos quanto sinceridade ao relatar suas
franquezas, permitindo que suas mágoas caminhem juntamente com suas vidas. É
claro também que os indivíduos, menos avisados, desconhecem o poder que essa
forma de pensamento e sentimento poderá vir afetar seu corpo físico.
A Mestra Yris nos ensina que a mágoa é uma
conseqüência de más águas. Más águas representam um represamento de águas
doentes dentro do corpo físico. Daí para chegar a uma doença, é um pulinho.
Pois todo o cenário já está preparado, incluindo o corpo físico, o corpo
mental, o corpo emocional e o corpo energético (Aura).
O que nos chama atenção também nesse triste
cenário é a velocidade em que uma mágoa atinge o corpo físico na forma de
doenças. Uma vez que a mágoa surge, não há prazo ou tempo para diagnosticar a
conseqüente doença somatizada. O que podemos enfatizar é que o tempo espaço
estaria mais para o tamanho potencial da mágoa. Outro fator a ser considerado
seria a própria condição física do indivíduo a ser afetado. Em outras palavras
quanto menos resistente, maiores serão as possibilidades de a mágoa torpedear o
corpo físico.
E não pense que a mágoa desaparece depois
de ter manifestado na forma de doença. Ela vai continuar afetando o indivíduo.
É o momento em que dado um problema, proliferará numa seqüência de novos
problemas. É muito fácil entender que a carga de carregar uma só mágoa, já
consiste em si mesmo, uma dolorosa e triste condição de desconforto mental e
emocional. Considere esse status, acrescentando os problemas agravantes do
advento de uma nova doença. É muito.
Curar, ou melhor, livrar-se da própria
mágoa, antes que ela possa gerir filhotes malignos, é de absoluta
responsabilidade de cada um. É muito mais fácil acabar com uma mágoa do que com
uma doença. A mágoa pode ser curada, mas a doença nem sempre tem a mesma sorte.
Afora isso, leve em conta todo o mal estar e sofrimento derivado de doenças,
num tempo infinito.
Portanto, diante disso, uma das principais
responsabilidades dos indivíduos é a que diz respeito à sua condição de agir ou
reagir diante dos eventuais desafetos ao longo da vida, não permitindo espaço
para o surgimento de mágoas. Trate de solucionar seus problemas de forma definitiva
e absoluta. Não delongue soluções. Não conviva com falsas soluções.
Procure pela melhor solução disponível e invista numa conclusão.
Mesmo que lá adiante você venha a
vislumbrar uma outra forma de conclusão mais viável, não se aborreça.
Contenha-se, e contente-se por ter se livrado de pendurar um colar doentio em
seus corpos. E mais, você estará de bem com a vida e gozando livremente dos
desafios de continuar batalhando com seus compromissos.
Viva feliz e sorridente... sem mágoas.
(Gerson Ferrari - http://templodeyris.com.br)
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Eu tenho AIDS
A história de meninas que nasceram com o
vírus HIV e aprenderam na marra a conviver com a dor e ter esperança e vontade
de viver
Como ninguém sabia como controlá-la, muita
gente morria. Como ninguém conhecia bem as formas de transmissão, muita gente
se expôs ao risco, pegou o vírus e o transmitiu a outras pessoas.
Na década de 90, muitos bebês de mães
soropositivas nasceram com o HIV. Foi o que aconteceu com a Mariana, a Cássia e
a Natália*. Elas fazem parte da primeira geração de adolescentes que nasceram
com o vírus e que, graças ao avanço dos tratamentos, não tiveram o mesmo
destino das garotas que se infectaram nos anos 80.
Pelo contrário. Mariana, Cássia e Natália
são saudáveis, bonitas, estudam, namoram, transam. Ao mesmo tempo, elas são
marcadas por uma série de conseqüências relacionadas à doença: têm que conviver
com a perda dos pais, com as angústias associadas à aids e com o medo do
preconceito.
Nas próximas páginas, você vai conhecer
melhor a vida dessas garotas. E a gente torce para que elas te ajudem a refletir
sobre a doença, sobre a sua vida e, principalmente, sobre o modo que você olha
para quem está ao seu lado.
Mariana, 19
anos, Florianópolis
"Meu pai morreu quando eu era bebê e a
minha mãe quando eu tinha 9 anos. No começo, minha avó ficou comigo, mas ela
acabou me levando para a instituição em que eu moro até hoje.
Eu tomo remédio desde os 3 anos. De certa
forma, nasci com eles. Deve ser muito mais difícil se infectar na vida adulta e
só então ter que aprender a conviver com a doença.
Pra mim, o mais difícil é lidar com o que
está de fora - sempre rola um preconceito. Quando eu tinha 10 anos, tive que
mudar de escola por causa disso.
Aí aprendi que tenho que dividir a minha
história só com quem realmente importa. Eu estou no segundo ano de Educação
Física e ainda não tive coragem de contar pra ninguém da faculdade.
Os meus colegas são meio ignorantes, vira e
mexe fazem piadas com aids em um tom meio nada a ver. Coisas do tipo: "Ih,
tu tá ferrado porque o cara que bebeu nesse copo tem aids".
Nem pensam que do lado deles pode mesmo
haver alguém com o vírus e possa se sentir agredido com aquilo.
Só conto quando eu tenho muita confiança na
pessoa. Quando sei que ela vai ser discreta, que não vai espalhar por aí. Mas
com namorado é diferente: tem que contar.
Pô, se o cara vai se relacionar comigo,
precisa saber das coisas importantes da minha vida. O meu primeiro namorado era
da instituição, crescemos juntos e, por isso, ele já sabia.
Já o segundo eu conheci por causa de uma
amiga minha e falei antes mesmo de ficar com ele. Me senti segura porque
percebi que ele era uma pessoa legal.
Ele nem ficou chocado, só quis conhecer
alguns detalhes da minha história. Eu contei e não teve nada demais. A gente
namorou por 1 ano e só terminou porque não estava rolando mais."
Cássia, 17 anos,
São Paulo
"Descobri que tinha aids com 4 anos.
Meus pais já tinham morrido por causa da doença, por isso, morei a maior parte
da minha vida em uma instituição de crianças soropositivas.
Um dia, no pré-primário, eu vi que a tia
dava remédios para mim, mas para as outras crianças não. Daí ela me explicou
que eu tinha um bichinho dentro de mim e que precisava cuidar dele.
Aos poucos, fomos conhecendo o HIV. O pior
disso tudo foi me separar da minha irmã, que não tinha o vírus e foi pra outro
lugar. Hoje moro com ela. A gente é muito amiga, mas o meu sonho é ter a minha
própria casinha.
Eu estudo, trabalho, faço tudo o que uma
menina faz. O difícil é quando eu me apego muito a uma pessoa porque daí quero
contar, não tenho coragem e acabo me sentindo mal por estar escondendo algo de
quem eu gosto.
Quando os meus amigos vêm em casa, eu tenho
que esconder os remédios. É péssimo. Se eles me perguntarem se eu estou doente
e eu vou dizer o quê? Vou continuar mentindo e me sentindo ainda pior?
Até hoje, eu contei para pouquíssimas
pessoas. Elas não acreditam quando ouvem. Acham que estou inventando porque
todo mundo imagina que quem tem HIV é machucado, feio, deprimido.
Não tive que passar por essa crise com o
meu primeiro namorado porque ele era irmão do meu cunhado e, por isso, sabia de
tudo. É bom perceber que a gente pode mesmo fazer de tudo, inclusive namorar.
Ficamos juntos por 3 anos. Agora, faz mais
de um ano que eu estou namorando uma menina. Ela também sempre soube que eu
tinha o vírus porque, antes de eu me apaixonar por ela, nós éramos muito
amigas.
A mãe dela me trata como filha, mas não
sabe que somos namoradas nem que eu sou soropositiva."
Natália, 14
anos, Rio de Janeiro
"Meu maior apoio é o meu pai. Ele
também é soropositivo e faz tratamento junto comigo, vamos os dois fazer os
exames, às consultas médicas... Foi ele quem me criou porque minha mãe morreu
quando eu tinha 3 anos. Ela passou o vírus para a gente.
Pra mim, o mais difícil de ter HIV é ter
que tomar os remédios. Eu detesto. Nessa hora, eu me lembro de que eu não sou
uma menina normal, é a constatação de que a doença existe e vai estar ali pra
sempre.
Mas eu inventei um jeito de aliviar esse
sofrimento. Eu amo Malhação. Então, todo dia tomo os comprimidos na hora que
está começando a novela. Daí, eu me distraio e deixo de pensar no assunto.
O resto do meu dia-a-dia é bem normal:
estudo - quero ser médica pra poder ajudar as pessoas com o vírus -, faço
teatro e saio muito com as pessoas do grupo de apoio, que é como nossa família.
Eles são os únicos que sabem que eu tenho
aids. Para os outros amigos, eu prefiro não contar. Tenho medo de perder as
amizades, como aconteceu com um menino que eu conheço. Depois que ele contou,
todos os amigos se afastaram - quer dizer, nem eram amigos porque se fossem
teriam ficado do lado dele.
Ninguém nunca desconfiou. Às vezes, eu
deixo escapar que vou ao médico e, se alguém pergunta, invento que faço
tratamento para diabete. Ainda não precisei contar para namorado porque ainda
não tive um. Mas já decidi que, para o garoto saber, a gente vai ter que estar
junto há pelo menos um ano.
Aí, vai ter dado tempo de perceber se ele
merece minha confiança ou não. Meu pai ficou quase noivo 3 vezes e as 3 foram
embora quando ele contou que era soropositivo. Dói muito.
Eu não vou passar pela mesma coisa. Eu
quero muito casar e sei que não vai ser fácil encontrar um cara soronegativo
que me aceite. Não passo os dias sofrendo com isso, mas é uma coisa que me
preocupa, digamos, em 50% do tempo."
43% dos jovens entre 15 e 24 anos não usaram preservativo na última
relação sexual.
11,8 milhões - É o número de jovens* que vivem com o vírus da aids no mundo.
50% dos jovens sexualmente ativos não acreditam correr o risco de contrair
o HIV
1885 - É este o número de garotas** brasileiras contaminadas pelo HIV, de
2000 a 2005
*
De 10 a 19 anos
** De 15 a 24 anos
** De 15 a 24 anos
(http://planetasustentavel.abril.com.br)
sábado, 26 de novembro de 2011
Rir com o cérebro
Abra uma revista feminina e estarão lá
todas as dicas para a felicidade eterna: como fazer um casamento durar, como
relacionar-se bem com seu chefe, como manter uma amizade, etc, etc. Quem leu
uma reportagem leu todas: elas são unanimes em dizer que é fácil descomplicar a
vida. Será?
Existe, sim, uma maneira de dar alívio
imediato para as agruras da nossa sacrossanta rotina. Anote aí a palavra
mágica: humor.
Nada de novo no front. A maioria das
pessoas sabe que o humor é o melhor paliativo para o caos emocional em que
vivemos. Só que não funciona para todos: um grande contador de piadas não é,
necessariamente, feliz. Humor nada tem a ver com palhaçada. Não é preciso
mostrar todos os dentes.
Humor é uma maneira de enxergar o
mundo. E o olhar irônico, crítico e, por vezes, benevolente de quem sabe que
nada deve ser levado demasiadamente a sério.
Quantas vezes você viu Woody Allen
gargalhar? E Paulo Francis, Millôr,Verissimo? Ri melhor quem ri com o cérebro.
Muita gente se queixou dos comentários de Arnaldo Jabor na entrega do Oscar. A
troco? Por que ele deveria reverenciar um glamour que acha careta, por que
deveria calar diante da magnificência da festa? Billy Cristal zombou de tudo e
de todos, mas dentro do script. Jabor fez
apenas o papel de Jabor: ácido,independente e do contra. O mau humor também
pode ser engraçado, e vale lembrar que todo humor é transgressor.
O estresse não compensa. Você gastou
uma fortuna num vestido e, quando vai estreá-lo, dá de cara com um par de vaso.
Seu marido disse que ia chegar às oito, mas chegou às dez. Sua mãe disse que
iria buscar os ingressos do teatro, mas esqueceu. O hóspede que iria ficar só
dois dias já está dando ordens para a empregada. Você é entrevistado por alguém
que lhe chama o tempo inteiro de Fernanda, e você é Sílvia desde criancinha. O
cachorro da sua amiga apaixonou-se perdidamente por sua perna. O pão acabou
justo na hora do café. Sua meia-calça desfiou. Seu voo atrasou. Seu cheque
voltou. Ou você passa a ter mania de perseguição ou releva. Depende você sabe do quê Se você ainda não está totalmente
convencida, pense em como faz falta o humor na vida de Itamar Franco e como
sobra na de Rubinho Barrichello.
Repare como aqueles que relativizam as
derrotas têm menos rugas. Pense que, enquanto você controla horário de marido,
arruma briga com o zelador e excomunga meio mundo porque sua unha quebrou, tem
gente cuja filha foi metralhada na porta do colégio ou cujo pai dorme na rua em
busca de uma senha para conseguir atendimento
médico. Assovie.
O que as revistas femininas deveriam
receitar é: não acredite em tudo o que ouve. Nem em tudo o que diz. Suspenda a
descrença quando quiser prazer. Não subestime os outros, nem os idolatre
demais. Seja educada, mas não certinha. Faça coisas que nunca imaginou antes. Não
minta, nem conte toda a verdade. Dance sozinha quando ninguém estiver olhando.
Divirta-se enquanto seu lobo não vem.
(Martha Medeiros)
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