Amar Demais... Um Erro!

Amar Demais... Um Erro!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Minha desintoxicação emocional...


Começar um processo de desintoxicação emocional não é nada fácil. Ao longo do tempo pude perceber, e claro também com as minhas derrotas amorosas, com o MADA, e terapia, que estar atrás de um grande amor não é tudo nessa vida. Por mais que isso pareça bobagem, tem muitas mulheres como eu, que vivem ou já viveram em função de um amor, ou em uma busca incessante para encontrar este amor.
O problema é quem escolhemos para amar, e se essa pessoa está disposta a amar da mesma forma que amamos. Se eu olhar pra trás eu tenho uma coleção de relacionamentos frustrados e mal resolvidos. E o que eu passei para manter-los, me sinto até envergonhada em relembrar e ver do que fui capaz. Foram muitas humilhações para ficar ao lado de alguém que não me amava e nem me valorizava. Culpa minha, a pessoa demonstrava tudo o que não queria e eu tava lá, como um cãozinho abandonado e carente, doido por qualquer gesto de afeição.
Nos últimos dias tenho refletido muito sobre isso, e resolvi realmente deixar de lado por um período todo e qualquer relacionamento amoroso e/ou sexual. Para tentar encontrar um ponto de equilíbrio em mim mesma, sem ter que precisar de um parceiro para ficar bem. Sei que o caminho ainda é longo, e ainda estou no começo.
Posso dizer que hoje, só por hoje estou conseguindo ficar sozinha e bem, mas também bateu uma pequena carência, vontade de atender a ligação do ex namorado que quer curtir uma noite. Me segurei e pedi pra ele me deixar em paz. Preciso afastar todos os meu fantasmas, pra poder tentar no futuro e sem muitas expectativas um relacionamento saudável, sem pressões, sem angustias, sem medos, pensando no meu bem estar em primeiro lugar, e ver o outro como um companheiro e não como uma tábua de salvação para a minha solidão.

Por Andreza Cavalera.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Síndrome da pressa



Você já acorda apressada, se desdobra em mil para escolher uma roupa, fazer a maquiagem, tomar café da manhã e organizar o dia, corre para o trabalho, encontra mil tarefas “para hoje” esperando por você. A sensação de que não há tempo suficiente para cumprir os afazeres do dia a dia, mais do que um incômodo, é uma questão de saúde.
O alerta é de pesquisadores da PUC Campinas, em São Paulo. Eles descreveram recentemente a Síndrome da Pressa, um problema comum, mas nem sempre percebido. Isso porque a maioria de nós considera normal viver presa ao relógio, sempre com horários apertados, sempre com urgência. O problema é quando essa necessidade de fazer tudo agora, o mais rápido possível, extrapola um limite e começa a afetar a saúde. 
O estudo realizado pela PUC Campinas acompanhou os moradores de grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas e descobriu que o comportamento que caracteriza a Síndrome da Pressa estava presente em 65% deles. Entre executivos, o índice é ainda maior, chegando a 95%. A forma patológica da doença – quando podem surgir problemas de saúde relacionados à síndrome – atingiria cerca de 10% da população. 
Dados do International Stress Management Association do Brasil (Isma-BR) são um pouco mais preocupantes. De acordo com a instituição, 30% dos brasileiros já sofrem com o problema. Embora não tenha sido definida como uma síndrome anteriormente, a pressa já é estudada desde a década de 80.
A Síndrome da Pressa não é considerada uma doença e sim um conjunto de comportamentos que caracterizam o sentimento de urgência para realizar as tarefas diárias. E esses comportamentos são fáceis de identificar. Se você fala rapidamente, abrevia as palavras ao escrever, se anda rápido e vive com uma agenda onde anota todos os compromissos e lembretes, você pode estar sofrendo com a pressa excessiva. A empresária Márcia Lenzi, 49 anos, conta que passa por algumas dificuldades no dia a dia por causa da ansiedade. “Eu assumo mil compromissos, quero resolver tudo e acabo esquecendo informações ao longo do dia”, conta, e completa “é praticamente impossível parar para prestar atenção ao que alguém diz sem pensar em outras coisas. Costumo comer rápido também, andar rápido”.
Outros sinais comuns são o hábito de fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, segurar objetos com força, sentar na ponta da cadeira, manter os músculos tensionados o tempo todo ou não ter paciência pra as situações corriqueiras. Pessoas que têm pressa buzinam se o carro da frente demora para arrancar e se irritam quando alguém atravanca uma fila por qualquer motivo. Elas costumam se comportar de forma hostil e impaciente, não tolerando atrasos, interrompendo a fala dos outros, se concentrando na quantidade de tarefas realizadas ao invés da qualidade. O sono também costuma ser agitado e as pessoas apresentam problemas para memorizar informações, esquecendo-se constantemente de nomes, endereços, telefones, compromissos, entre outros. 
Esse imediatismo, além de comprometer o bom humor, está associado a problemas cardíacos, como infartos e hipertensão. Uma alimentação deficiente também é comum entre os apressados, que podem desenvolver problemas gástricos e transtornos alimentares.
Os apressados também sentem a consciência pesada quando estão parados ou não têm nada para fazer, o que os mantém em um estado de tensão. A ansiedade é um sentimento constante, ao invés de aparecer esporadicamente, como antes de compromissos importantes. Muitos desses comportamentos são recorrentes na rotina de Márcia. “Eu trabalho o dia inteiro, pratico esportes, não fico parada”, conta. A sensação de frustração também aparece com frequência: “não consigo descansar, parece que estou perdendo tempo. Sempre que ‘sobram’ alguns minutos, começo a fazer alguma coisa. Pode ser arrumar a casa, organizar os armários, consertar alguma coisa...”.
A pressa compromete a qualidade do trabalho e a relação com os conhecidos, que sofrem com a agressividade do apressado por não acompanhar seu ritmo. 
É importante perceber essas características e saber que a pressa excessiva não é normal. Afinal, ninguém pode realizar várias tarefas de maneira eficaz em um período curto de tempo. Se você perceber que essa sensação de urgência constante está incomodando, procure formas de freá-la. Boas opções são os tratamentos alternativos, como yoga, que relaxa, acalma e diminui a ansiedade. Caso necessário, procure orientação de um psicólogo.

(http://www.meiafina.com.br)

domingo, 4 de dezembro de 2011

Série e Filme Sex and the City


Baseada no livro homônimo da escritora Candice Bushnell, "Sex and the City" mostra a agitada vida de quatro belas mulheres solteiras e bem sucedidas de Nova York. Enquanto procuram pelo seu "Sr. Certinho", quatro amigas se divertem pelos clubes da cidade, compartilham ousadas conversas sobre sexo e comentam as últimas novidades da moda. "Sex and the City" focaliza na história de Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) e suas três melhores amigas. Com o decorrer das temporadas, a escritora Carrie, que também narra os episódios, tenta ter vários relacionamentos sérios, mas parece sempre ficar presa ao "Sr. Big" (Chris Noth) em um relação complexa e irresistível para os dois. Por outro lado, enquanto Samantha (Kim Cattrall), a mais velha das amigas, é a mais confiante de sua própria sexualidade e a mais extrovertida, Charlotte (Kristin Davis) é a mais conservadora e otimista do grupo, sempre em busca de um amor romântico. Enfim, acompanhamos Miranda (Cynthia Nixon), uma advogada extremamente cínica nos seus pontos de vista, principalmente quando se trata de homens. Essa mistura de personalidades em uma trama divertida e ousada, que traz uma boa dose de humor, drama e romance, é o que fez "Sex and the City" ser uma das séries mais aclamadas pelo público e pela crítica, tendo recebido diversos prêmios e nomeações, incluindo mais de 50 indicações ao Emmy, tendo ganho 7 deles, e 24 indicações ao Globo de Ouro, ganhando 8 deles, durante suas seis temporadas.




Os filmes são uma continuação da série...



Trailer do Filme Sexy and City 1


Trailer do Filme Sexy and City 2

Tirinha


sábado, 3 de dezembro de 2011

Solteira por opção

Faz parte de nós, mulheres, viver na eterna busca pelo nosso príncipe – e mesmo que você já tenha aceitado que o homem perfeito não existe, é certo que ainda procura por algo próximo. As dicas e truques para conquistar o homem de seus sonhos e viver um longo e feliz relacionamento são inúmeras. Tantas que chegamos a ficar agoniadas quando o príncipe demora demais para chegar. O fato é que essa busca às vezes cansa, e muitas mulheres precisam de um tempo solteiras.
E não estamos falando de se jogar na balada e sair com vários homens. Optar pela solteirice por algum tempo pode ser extremamente benéfico para a sua autoestima, seu auto-conhecimento, para sua vida e para – por quê não? – seus futuros relacionamentos.
O site Essence.com listou algumas vantagens de ser solteira que podem inspirar você e ajudá-la a mudar o rumo dos seus relacionamentos, caso sua vida amorosa não esteja saindo da maneira como você gostaria. 
O primeiro passo é perceber a necessidade de viver um tempo sem um parceiro. Você pode não estar pronta, seja porque terminou um namoro recentemente, está cansada ou porque não tem esperanças de encontrar alguém, entre vários outros motivos. Se você sente que não está preparada para um relacionamento no momento, livre-se da ideia de que você PRECISA estar em uma relação e faça uma pausa, pare de procurar. Essa escolha pode, inclusive, livrá-la de relacionamentos que não são tão necessários assim – se envolver apenas pelo medo de ficar solteira é garantia de frustrações.
Uma vez firme em sua decisão, é hora de começar a repensar algumas ideias. Você pode fazer um balanço das relações passadas, descobrir onde estavam seus erros e, finalmente, definir o que você quer para o futuro. E não tenha medo de dizer “eu quero me casar”. O primeiro passo para atingir seu objetivo é assumi-lo.
Em seu período de solteirice, aproveite para se conhecer melhor e aprender a curtir sua própria companhia. Gostar de si mesma é o primeiro passo para gostar de outra pessoa e construir um bom relacionamento com ela. Se você não se admira e se ama, por que um homem faria isso por você? O amor próprio vai torná-la mais corajosa para ser fiel aos seus objetivos e dizer não ao resto. Você vai aprender a encarar a vida com mais paciência e tranquilidade, e os relacionamentos não vão mais parecer tão cruéis como pareciam antes.
Ser solteira por um tempo também envolve dar uma pausa nas relações sexuais. Evite o sexo casual, amizades coloridas ou relações esporádicas por um tempo. A verdade é que são poucas as mulheres que conseguem separar os sentimentos do sexo. E você não quer acabar chorando por um homem que dormiu com você algumas vezes e depois sumiu, certo? Ficar sem transar pode também fortalecê-la e poupá-la de desgaste emocional. 
Aproveite esse tempo também para se dedicar aos seus hobbies. Você pode resgatar aquelas aulas de balé da adolescência ou aprender algo novo, como fotografia. Entregue-se de corpo e alma às atividades que você gosta ou não conhece ainda. Elas vão ajudá-la a se conhecer, aumentar sua autoestima e ainda vão render histórias para contar. Lembre-se que pessoas com vidas interessantes chamam mais a atenção. Você quer ser a mulher que sabe decor os episódios de Gossip Girl ou a mulher que sabe tocar violão, fala alemão e pratica escalada nos fins de semana?
Estar solteira é uma ótima oportunidade para aprender a amar das mais variadas formas. O amor entre homem e mulher está longe de ser o único, você pode amar seus amigos, família, seu animal de estimação, seus livros ou seu esporte preferido. Acima de tudo, você pode amar a si mesma. Pratique o amor, se entregue a todas as suas formas, assim você vai conhecê-lo e valorizá-lo ainda mais.
Outra grande vantagem de um período de pausa na sua vida amorosa é o aprendizado e, consequentemente, a nova forma de enxergar os relacionamentos quando você voltar à ativa. Funciona mais ou menos como um hábito comum entre os escritores: depois de horas ou dias envolvidos com um texto, eles se afastam e pensam em outras coisas por algumas horas. Isso os ajuda a enxergar os defeitos e as qualidades do que foi escrito ao voltar. Faça o mesmo com os homens. Você vai se surpreender ao perceber como é mais fácil identificar bons partidos e fugir dos maus.
Por último, ser solteira não significa ser sozinha, por isso, invista no tempo com seus amigos e família. A grande maioria dos relacionamentos duradouros têm como fonte estes dois círculos, deixando o ambiente de trabalho, sites e baladas para trás. Como sua família cresce em ritmo menos acelerado, procure fazer novos amigos. Aproveite; sem um companheiro, você tem tempo de sobra para conhecer pessoas e cultivar as velhas amizades. Quem sabe o homem certo não aparece quando você estiver distraída?

(Por Redação Meia Fina - http://www.meiafina.com.br)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Amor, pode confiar: estou limpo!


É assim que tudo começa, confiamos demais nas pessoas. 
Pelo menos comigo foi assim. Comecei a namorar, tínhamos um namoro tranqüilo de uma forma geral. Brigávamos pouco, os pais dele me adoravam, bom meus pais odeiam qualquer coisa que venha de mim, mas isso é outro papo. Muitos amigos em comum. Claro que tínhamos algumas desavenças, mas nada sério, até no fator sexual. Às vezes rolavam uns atritos, mas nada que qualquer casal não passe. 
Realmente achei que ele era o homem da minha vida, com quem viveria até o fim de meus tempos. Todo que acontecia de bom, era devido a ele. Meu tempo... todo pra ele, até na faculdade comecei a faltar para ficar mais tempo com ele. Dedicação exclusiva. Mas não posso reclamar, sempre recebi em troca muito carinho. Embora às vezes ele parecesse meio distante, o que importa é que eu o amava muito e seria dele pra sempre. 
Com o tempo a confiança foi crescendo, isso juntou com a paixão, se aliou ao tesão e formou uma bomba que quase acabou com a minha vida. 
Tudo se deu num simples fraquejo, num simples lapso, na primeira vez que ficamos sem camisinha. Ele olhou nos meus olhos e disse: "Amor, pode confiar: estou limpo!", e eu acreditei... a partir daquele momento entreguei-me totalmente, e passamos a fazer sexo sem camisinha, para "sentirmos mais prazer" (o que não é verdade, pois na minha opinião o sexo com preservativo ajuda na lubrificação, o que diminui o atrito, diminuindo a dor, mas este não é o tema central). 
Dois meses depois da primeira transa desprotegida, fiz o teste do HIV, apenas para controle, e para a minha surpresa o resultado foi positivo... 
Obviamente fiquei desesperado, não sabia o que fazer, o que pensar, como agir. A primeira coisa que fiz foi contar a ele, que também se desesperou, pois era evidente que ele também estava com o vírus. Foi a vez dele fazer o teste e, claro, deu positivo. 
A partir desse momento, comecei a ver as coisas muito diferentes. No início nada tinha mais graça, pois iria morrer logo, para que me esforçar? Praticamente abandonei a faculdade, meu desempenho no trabalho diminui, tudo pra mim estava prestes a terminar. 
Mesmo assim, pensava eu: "Estou ao lado do meu amor, e juntos tudo podemos, só com a força do nosso amor venceremos esse vírus." Claro que estava errado, primeiro porque ele não me amava, mais isso é outra história, e segundo porque o vírus HIV é um problema fisiológico e não sentimental. Relutei ao máximo para fazer os exames de CV e CD4, porque? Por medo, medo de saber, talvez, que tinha apenas alguns meses de vida, medo, de saber, talvez, que meu estado era pior do que imagina, pior até, medo de descobrir que ficaria sem o meu amor. E assim levei 3 meses, adiando e adiando o exame. 
Enquanto tudo isso passava na minha cabeça e na minha vida, tive ainda que esconder da minha família e dos meus amigos, e novamente pergunto-me: por quê? Novamente por medo, mas dessa vez, medo do preconceito, pensava que as pessoas me olhariam diferente, teriam até nojo de mim. Mas não, as pessoas que souberam, me deram muito apoio, e ajudaram-me a seguir em frente. Ainda hoje, não consigo assumir-me como portador do HIV, pelos mesmos motivos e outros até que não sem definir. Mas muita coisa mudou, estou mais confiante, mais seguro de mim mesmo, ah e estou solteiro também, o que foi um grande avanço. 
Fiz os exames, todos deram ótimos, e segundo minha médica ainda terão que me agüentar por uns bons 40/50 anos (risos).
Mas uma coisa deve ficar clara: Nunca é demais se proteger, nunca é demais cuidar de si mesmo, pois ao usar preservativo não estamos apenas usando preservativo, estamos sim, cuidando de nossa saúde, e não só a saúde física, mas também a psicológica, pois ninguém queira receber um exame onde mostra que você tem um vírus que estará até o fim de sua vida enfraquecendo seu sistema imunológico. 
E está errado quem pensa que só porque tenho HIV não me cuido, pelo contrário, agora é mesmo que uso eternamente camisinha. Não só para evitar de contaminar alguém, mas também para evitar que eu mesmo seja recontaminado. 
Tenho 21 anos, e podem parte de mim ficou naquele exame. Nunca mais serei o mesmo. Nunca mais viverei como vivia. Por isso pense bem antes de se descuidar. 

(Por Cool Boy)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Mágoas


Conduzir sua vida sem mágoas é uma obrigação individual

Você sabia que a mágoa pode ser transformada numa doença severa e muito das vezes de difícil recuperação, levando o indivíduo à morte?

É comum ouvirmos as pessoas contarem sobre suas mágoas. Mais comum ainda é notarmos quanto sinceridade ao relatar suas franquezas, permitindo que suas mágoas caminhem juntamente com suas vidas. É claro também que os indivíduos, menos avisados, desconhecem o poder que essa forma de pensamento e sentimento poderá vir afetar seu corpo físico.

A Mestra Yris nos ensina que a mágoa é uma conseqüência de más águas. Más águas representam um represamento de águas doentes dentro do corpo físico. Daí para chegar a uma doença, é um pulinho. Pois todo o cenário já está preparado, incluindo o corpo físico, o corpo mental, o corpo emocional e o corpo energético (Aura).

O que nos chama atenção também nesse triste cenário é a velocidade em que uma mágoa atinge o corpo físico na forma de doenças. Uma vez que a mágoa surge, não há prazo ou tempo para diagnosticar a conseqüente doença somatizada. O que podemos enfatizar é que o tempo espaço estaria mais para o tamanho potencial da mágoa. Outro fator a ser considerado seria a própria condição física do indivíduo a ser afetado. Em outras palavras quanto menos resistente, maiores serão as possibilidades de a mágoa torpedear o corpo físico.

E não pense que a mágoa desaparece depois de ter manifestado na forma de doença. Ela vai continuar afetando o indivíduo. É o momento em que dado um problema, proliferará numa seqüência de novos problemas. É muito fácil entender que a carga de carregar uma só mágoa, já consiste em si mesmo, uma dolorosa e triste condição de desconforto mental e emocional. Considere esse status, acrescentando os problemas agravantes do advento de uma nova doença. É muito.

Curar, ou melhor, livrar-se da própria mágoa, antes que ela possa gerir filhotes malignos, é de absoluta responsabilidade de cada um. É muito mais fácil acabar com uma mágoa do que com uma doença. A mágoa pode ser curada, mas a doença nem sempre tem a mesma sorte. Afora isso, leve em conta todo o mal estar e sofrimento derivado de doenças, num tempo infinito.

Portanto, diante disso, uma das principais responsabilidades dos indivíduos é a que diz respeito à sua condição de agir ou reagir diante dos eventuais desafetos ao longo da vida, não permitindo espaço para o surgimento de mágoas. Trate de solucionar seus problemas de forma definitiva e absoluta. Não delongue soluções.  Não conviva com falsas soluções. Procure pela melhor solução disponível e invista numa conclusão.

Mesmo que lá adiante você venha a vislumbrar uma outra forma de conclusão mais viável, não se aborreça. Contenha-se, e contente-se por ter se livrado de pendurar um colar doentio em seus corpos. E mais, você estará de bem com a vida e gozando livremente dos desafios de continuar batalhando com seus compromissos.

Viva feliz e sorridente... sem mágoas.

(Gerson Ferrari - http://templodeyris.com.br)

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Eu tenho AIDS


A história de meninas que nasceram com o vírus HIV e aprenderam na marra a conviver com a dor e ter esperança e vontade de viver
Meninas que têm o vírus HIV não são necessariamente magras, machucadas, fracas, mas convivem com uma marca que estará sempre presente.
Em 1983 foi registrado o primeiro caso de aids no Brasil. Durante toda aquela década, tentou-se entender melhor a doença, que era associada a gays, drogados e prostitutas.
Como ninguém sabia como controlá-la, muita gente morria. Como ninguém conhecia bem as formas de transmissão, muita gente se expôs ao risco, pegou o vírus e o transmitiu a outras pessoas.
Na década de 90, muitos bebês de mães soropositivas nasceram com o HIV. Foi o que aconteceu com a Mariana, a Cássia e a Natália*. Elas fazem parte da primeira geração de adolescentes que nasceram com o vírus e que, graças ao avanço dos tratamentos, não tiveram o mesmo destino das garotas que se infectaram nos anos 80.
Pelo contrário. Mariana, Cássia e Natália são saudáveis, bonitas, estudam, namoram, transam. Ao mesmo tempo, elas são marcadas por uma série de conseqüências relacionadas à doença: têm que conviver com a perda dos pais, com as angústias associadas à aids e com o medo do preconceito.
Nas próximas páginas, você vai conhecer melhor a vida dessas garotas. E a gente torce para que elas te ajudem a refletir sobre a doença, sobre a sua vida e, principalmente, sobre o modo que você olha para quem está ao seu lado.
Mariana, 19 anos, Florianópolis
"Meu pai morreu quando eu era bebê e a minha mãe quando eu tinha 9 anos. No começo, minha avó ficou comigo, mas ela acabou me levando para a instituição em que eu moro até hoje.
Eu tomo remédio desde os 3 anos. De certa forma, nasci com eles. Deve ser muito mais difícil se infectar na vida adulta e só então ter que aprender a conviver com a doença.
Pra mim, o mais difícil é lidar com o que está de fora - sempre rola um preconceito. Quando eu tinha 10 anos, tive que mudar de escola por causa disso.
Aí aprendi que tenho que dividir a minha história só com quem realmente importa. Eu estou no segundo ano de Educação Física e ainda não tive coragem de contar pra ninguém da faculdade.
Os meus colegas são meio ignorantes, vira e mexe fazem piadas com aids em um tom meio nada a ver. Coisas do tipo: "Ih, tu tá ferrado porque o cara que bebeu nesse copo tem aids".
Nem pensam que do lado deles pode mesmo haver alguém com o vírus e possa se sentir agredido com aquilo.
Só conto quando eu tenho muita confiança na pessoa. Quando sei que ela vai ser discreta, que não vai espalhar por aí. Mas com namorado é diferente: tem que contar.
Pô, se o cara vai se relacionar comigo, precisa saber das coisas importantes da minha vida. O meu primeiro namorado era da instituição, crescemos juntos e, por isso, ele já sabia.
Já o segundo eu conheci por causa de uma amiga minha e falei antes mesmo de ficar com ele. Me senti segura porque percebi que ele era uma pessoa legal.
Ele nem ficou chocado, só quis conhecer alguns detalhes da minha história. Eu contei e não teve nada demais. A gente namorou por 1 ano e só terminou porque não estava rolando mais."
Cássia, 17 anos, São Paulo
"Descobri que tinha aids com 4 anos. Meus pais já tinham morrido por causa da doença, por isso, morei a maior parte da minha vida em uma instituição de crianças soropositivas.
Um dia, no pré-primário, eu vi que a tia dava remédios para mim, mas para as outras crianças não. Daí ela me explicou que eu tinha um bichinho dentro de mim e que precisava cuidar dele.
Aos poucos, fomos conhecendo o HIV. O pior disso tudo foi me separar da minha irmã, que não tinha o vírus e foi pra outro lugar. Hoje moro com ela. A gente é muito amiga, mas o meu sonho é ter a minha própria casinha.
Eu estudo, trabalho, faço tudo o que uma menina faz. O difícil é quando eu me apego muito a uma pessoa porque daí quero contar, não tenho coragem e acabo me sentindo mal por estar escondendo algo de quem eu gosto.
Quando os meus amigos vêm em casa, eu tenho que esconder os remédios. É péssimo. Se eles me perguntarem se eu estou doente e eu vou dizer o quê? Vou continuar mentindo e me sentindo ainda pior?
Até hoje, eu contei para pouquíssimas pessoas. Elas não acreditam quando ouvem. Acham que estou inventando porque todo mundo imagina que quem tem HIV é machucado, feio, deprimido.
Não tive que passar por essa crise com o meu primeiro namorado porque ele era irmão do meu cunhado e, por isso, sabia de tudo. É bom perceber que a gente pode mesmo fazer de tudo, inclusive namorar.
Ficamos juntos por 3 anos. Agora, faz mais de um ano que eu estou namorando uma menina. Ela também sempre soube que eu tinha o vírus porque, antes de eu me apaixonar por ela, nós éramos muito amigas.
A mãe dela me trata como filha, mas não sabe que somos namoradas nem que eu sou soropositiva."
Natália, 14 anos, Rio de Janeiro
"Meu maior apoio é o meu pai. Ele também é soropositivo e faz tratamento junto comigo, vamos os dois fazer os exames, às consultas médicas... Foi ele quem me criou porque minha mãe morreu quando eu tinha 3 anos. Ela passou o vírus para a gente.
Pra mim, o mais difícil de ter HIV é ter que tomar os remédios. Eu detesto. Nessa hora, eu me lembro de que eu não sou uma menina normal, é a constatação de que a doença existe e vai estar ali pra sempre.
Mas eu inventei um jeito de aliviar esse sofrimento. Eu amo Malhação. Então, todo dia tomo os comprimidos na hora que está começando a novela. Daí, eu me distraio e deixo de pensar no assunto.
O resto do meu dia-a-dia é bem normal: estudo - quero ser médica pra poder ajudar as pessoas com o vírus -, faço teatro e saio muito com as pessoas do grupo de apoio, que é como nossa família.
Eles são os únicos que sabem que eu tenho aids. Para os outros amigos, eu prefiro não contar. Tenho medo de perder as amizades, como aconteceu com um menino que eu conheço. Depois que ele contou, todos os amigos se afastaram - quer dizer, nem eram amigos porque se fossem teriam ficado do lado dele.
Ninguém nunca desconfiou. Às vezes, eu deixo escapar que vou ao médico e, se alguém pergunta, invento que faço tratamento para diabete. Ainda não precisei contar para namorado porque ainda não tive um. Mas já decidi que, para o garoto saber, a gente vai ter que estar junto há pelo menos um ano.
Aí, vai ter dado tempo de perceber se ele merece minha confiança ou não. Meu pai ficou quase noivo 3 vezes e as 3 foram embora quando ele contou que era soropositivo. Dói muito.
Eu não vou passar pela mesma coisa. Eu quero muito casar e sei que não vai ser fácil encontrar um cara soronegativo que me aceite. Não passo os dias sofrendo com isso, mas é uma coisa que me preocupa, digamos, em 50% do tempo."
43% dos jovens entre 15 e 24 anos não usaram preservativo na última relação sexual.
11,8 milhões - É o número de jovens* que vivem com o vírus da aids no mundo.
50% dos jovens sexualmente ativos não acreditam correr o risco de contrair o HIV
1885 - É este o número de garotas** brasileiras contaminadas pelo HIV, de 2000 a 2005
* De 10 a 19 anos
** De 15 a 24 anos

(http://planetasustentavel.abril.com.br)

sábado, 26 de novembro de 2011

Rir com o cérebro


Abra uma revista feminina e estarão lá todas as dicas para a felicidade eterna: como fazer um casamento durar, como relacionar-se bem com seu chefe, como manter uma amizade, etc, etc. Quem leu uma reportagem leu todas: elas são unanimes em dizer que é fácil descomplicar a vida. Será?
Existe, sim, uma maneira de dar alívio imediato para as agruras da nossa sacrossanta rotina. Anote aí a palavra mágica: humor.
Nada de novo no front. A maioria das pessoas sabe que o humor é o melhor paliativo para o caos emocional em que vivemos. Só que não funciona para todos: um grande contador de piadas não é, necessariamente, feliz. Humor nada tem a ver com palhaçada. Não é preciso mostrar todos os dentes.
Humor é uma maneira de enxergar o mundo. E o olhar irônico, crítico e, por vezes, benevolente de quem sabe que nada deve ser levado demasiadamente a sério.
Quantas vezes você viu Woody Allen gargalhar? E Paulo Francis, Millôr,Verissimo? Ri melhor quem ri com o cérebro. Muita gente se queixou dos comentários de Arnaldo Jabor na entrega do Oscar. A troco? Por que ele deveria reverenciar um glamour que acha careta, por que deveria calar diante da magnificência da festa? Billy Cristal zombou de tudo e de todos, mas dentro do script. Jabor fez apenas o papel de Jabor: ácido,independente e do contra. O mau humor também pode ser engraçado, e vale lembrar que todo humor é transgressor.
O estresse não compensa. Você gastou uma fortuna num vestido e, quando vai estreá-lo, dá de cara com um par de vaso. Seu marido disse que ia chegar às oito, mas chegou às dez. Sua mãe disse que iria buscar os ingressos do teatro, mas esqueceu. O hóspede que iria ficar só dois dias já está dando ordens para a empregada. Você é entrevistado por alguém que lhe chama o tempo inteiro de Fernanda, e você é Sílvia desde criancinha. O cachorro da sua amiga apaixonou-se perdidamente por sua perna. O pão acabou justo na hora do café. Sua meia-calça desfiou. Seu voo atrasou. Seu cheque voltou. Ou você passa a ter mania de perseguição ou releva. Depende você sabe do quê Se você ainda não está totalmente convencida, pense em como faz falta o humor na vida de Itamar Franco e como sobra na de Rubinho Barrichello.
Repare como aqueles que relativizam as derrotas têm menos rugas. Pense que, enquanto você controla horário de marido, arruma briga com o zelador e excomunga meio mundo porque sua unha quebrou, tem gente cuja filha foi metralhada na porta do colégio ou cujo pai dorme na rua em busca de uma senha para conseguir atendimento médico. Assovie.
O que as revistas femininas deveriam receitar é: não acredite em tudo o que ouve. Nem em tudo o que diz. Suspenda a descrença quando quiser prazer. Não subestime os outros, nem os idolatre demais. Seja educada, mas não certinha. Faça coisas que nunca imaginou antes. Não minta, nem conte toda a verdade. Dance sozinha quando ninguém estiver olhando.
Divirta-se enquanto seu lobo não vem.
(Martha Medeiros)

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