Amar Demais... Um Erro!

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segunda-feira, 7 de maio de 2012

O que é uma mulher para você?

Alguns homens me “assexualizaram”. Não estou falando do sexo que as pessoas fazem nuas, mas do que está na carteira de identidade. O que me incomoda não é o rapaz não querer transar comigo. É me tratar como “brou”, como “mano”. Como um ser sem vagina depilada.
Acompanhe: calço 32. Trinta e dois! Minha mão é de uma delicadeza ímpar. Tenho 1,62 metro e voz de mocinha. Adoro derivados de rosa e lilás. Caraca, sou feminina, porra! Perguntei então a esses moços onde é que eu estava errando. O primeiro respondeu que tênis colorido com cabelo preso e camiseta não são coisas de mulher. Mulher é aquele ser que está sempre de salto e vestido de seda, com cachos esvoaçantes. Bom, sinto informar, mas essa mina aí não trabalha dez horas por dia fazendo longas reuniões de roteiros. Salto alto, seda e cabelos esvoaçantes são para as mocinhas que passeiam no Cidade Jardim à tarde, não para as que fazem reunião no Projac, no Rio, de manhã, na Editora Abril, em São Paulo, à tarde e ainda vão madrugada adentro de frente para o computador. Desculpa, mas minha rotina não permite que eu seja a Barbie.
O segundo respondeu que mulher é mais misteriosa. Mulher é mais silenciosa. Mulher é mais sorridente. Mulher é mais pura… Bom, sinto informar mas essa definição de mulher aí é de uma chatice sem fim. Meu amigo, não se engane: mulher misteriosa é aquela que não tem nada a dizer. Porque a mulher, quando interessante, não vai deixar de fazer um comentário inteligente e engraçado e, muitas vezes (sim senhor!), contrário à sua opinião. Se você quer uma sonsa sorridente que diga amém para tudo o que você pensa, arrume uma boneca inflável (a boca dela só abre para receber, e nunca para dividir algo. Que perfeição!). E a boneca inflável, apesar da aparência de puta, é a única que chega virgem e pode ter um único dono a vida toda: é só você não a esquecer à vista quando der uma festa no seu apê.
O terceiro respondeu que mulher abusa mais de decotes, maquiagem, perfume e penduricalhos. Olha, eu estou sempre maquiada (depois dos 30 ou você se maquila ou você se maquila), sempre perfumada (meu Deus, como cheiro bem!) e uso brincos chiquérrimos que comprei com o suor do meu trabalho e não ganhei de nenhum maridinho em agradecimento ao meu bom comportamento de mocinha tímida. Agora, eu não vou usar uma desgraça de perfume adocicado. Não vou usar um sino de vaca pendurado na orelha. Nem enfiar minhas tetas na cara de um homem enquanto tento seduzi-lo. Tá, confesso que fazia isso com 20 anos (insegurança é uma merda)… mas com 30? Acho bem mais sexy o cara imaginar que dentro da minha camisa de extremo bom gosto reside um belo par de seios que, numa hora mais oportuna (caso ele ria das minhas piadas e/ou faça melhores), podem ser mostrados com riqueza de detalhes.
O quarto me respondeu que mulher tem de ser sexy e mulher engraçada não é sexy. Você concorda com ele? Se sim, isso explica o seu casamento chato, meu amigo. Porque se você tivesse alguém para te fazer rir, sua vida seria incrível. Agora fique aí, com sua esposinha misteriosa (leia-se desinteressante), essa que coloca imensos saltos e vai desfilar pelo mundo com seus vestidos de seda em plena terça à tarde (leia-se: interesseira, desocupada) e que não ri dos seriados com você, tampouco faz piadas (leia-se: mala sem alça, chata, burra). Ela está muito maquiada mas é para disfarçar sua cara de nada!
O quinto me respondeu que eu era melhor que ele. E que, por isso, não conseguia pensar em mim como mulher. Achei tão honesto que até teatralizei a virgem Carminha, uma prima do interior insegura e tímida que usa pulseiras de miçangas cor-de-rosa transparente. De vez em quando, para comer alguém, a gente tem de mentir um pouco.
(Por Tati Bernardi)

sábado, 5 de maio de 2012

Tirinha


Dependentes de Amor e Sexo Anônimos - DASA



Dependentes de Amor e Sexo Anônimos (DASA) é uma Irmandade cujos fundamentos são os 12 Passos e as 12 Tradições. Está baseada no modelo adaptado de Alcoólicos Anônimos, para o DASA. O único requisito para ser membro, é ter o sincero desejo de libertar-se da Dependência de Amor e Sexo. A Irmandade de DASA, se mantém através das contribuições expontâneas de seus membros, sendo gratuita para aqueles que o necessitam.
Utilizamos quatro recursos básicos para combater as conseqüências perniciosas que a dependência de amor e sexo produz:
O desejo de interromper nosso comportamento em que diz respeito ao sexo e amor, dia a dia, nos baseando em nossa lista pessoal das atividades dependentes que temos detectado.
A possibilidade de pedir ajuda aos membros da Irmandade.
Praticamos os 12 Passos do Programa de Recuperação para alcançar a SOBRIEDADE sexual e emocional.
Estabelecemos uma relação com Um Poder Superior a nós mesmos, O qual pode guiar-nos e sustentar-nos durante o nosso processo de recuperação.
Como Irmandade, DASA não opina sobre questões alheias e evita controvérsias. Não está filiada a nenhuma outra associação, movimento político ou religioso.
Nosso único objetivo comum é o de nos restabelecer da dependência de amor e sexo. Encontramos um denominador comum: um comportamento obsessivo e compulsivo em nossa conduta, o que converte as diferenças de sexo e de orientação sexual em algo secundário.
 
O que é DASA ?

DASA é uma Irmandade que se baseia em um programa de recuperação de 12 Passos de Alcoólicos Anônimos. DASA é uma Irmandade de ajuda mutua, aberta a todas as pessoas de qualquer idade e inclinação sexual. Entre seus membros se encontram tantos os que experimentaram uma necessidade compulsiva de sexo, como aqueles com um apego desesperado a uma única pessoa. Todos os membros tem um padrão comum de comportamento obsessivo/compulsivo, seja sexual como emocional ( ou ambas) através das quais as atividades e as relações se vem cada vez mais destrutivas e Afetam a todos os aspectos de nossa vida - a carreira, a família e o conceito de amor próprio. Já que os DASAs são todos dependentes também, eles têm uma compreensão especial de si mesmos e da doença. Eles sabem como a Doença funciona - e aprenderam como se recuperar dela através do DASA. Podem assistir as nossas reuniões, qualquer pessoa que acredite ter esse problema, independente de ter outro tipo de dependência (Álcool, Droga...) ou não.
O DASA foi fundado em BOSTON em 1976. Os membros que iniciaram, eram pessoas que se haviam dado conta de que o sexo, o "coquetel romântico" e a dependência emocional estavam afetando a suas vidas da mesma forma em que o álcool e as drogas os haviam afetado. Suas experiências mostram que a promiscuidade sexual é um cultivo de hábito de relações destrutivas que não se pode vencer somente, com a força de vontade. Muitas histórias típicas tem como protagonistas, pessoas que visitavam assiduamente certos lugares, que tiveram repetidos contágios de enfermidades venéreas e o medo de serem descobertos por seus familiares. Outros não conseguiam evitar as relações destrutivas e em pouco tempo se encontravam em outras relações igualmente prejudiciais. Outros, finalmente se dedicavam a atividades sexuais solitárias.
Apesar da relativa "juventude" desta Irmandade, muitas pessoas estão encontrando em fim, esperança e restabelecimento ao compartilhar suas experiências com os outros membros. Muitos dependentes comprovam pela primeira vez em suas vidas, que são capazes de manter relacionamentos de companheirismo e satisfação.
E o que é mais importante, estes membros tem uma nova visão da liberdade e dignidade pessoal. Alguns afirmam que sem o apoio desta Irmandade, teriam o dilema de ter que viver entre a solidão aguda e o isolamento, por um lado, as relações e atividades dependentes que por outro, os teriam levado ao suicídio.

Conheça o site do DASA  http://www.slaa.org.br/br/index.htm

Fonte: Dependentes de Amor e Sexo Anônimos (DASA) 

Compulsão sexual: Viciados em sexo

“As compulsões, comportamentos compulsivos ou aditivos são hábitos aprendidos e seguidos por alguma gratificação emocional, normalmente um alívio de ansiedade e/ou angústia. São hábitos mal adaptativos que já foram executados inúmeras vezes e acontecem quase automaticamente. Diz-se que esses comportamentos compulsivos são mal adaptativos porque, apesar do objetivo que têm de proporcionar algum alívio de tensões emocionais, normalmente não se adaptam ao bem-estar mental pleno, ao conforto físico e à adaptação social. Eles se caracterizam por serem repetitivos e por se apresentarem de forma freqüente e excessiva. A gratificação que segue ao ato, seja ela o prazer ou alívio do desprazer, reforça a pessoa a repeti-lo mas, com o tempo, depois desse alívio imediato, segue-se uma sensação negativa por não ter resistido ao impulso de realizá-lo. Mesmo assim, a gratificação inicial (o reforço positivo) permanece mais forte, levando a repetição".( Dr. Geraldo Ballone – psiquiatra)
Assim, a sexualidade para algumas pessoas, sendo feita de maneira compulsiva, não é saudável e é exercida de forma insaciável, independente do número e frequência de relaçoes sexuais.
Este distúrbio atinge mais homens que mulheres. Nos homens o nome é donjuanismo ou satiríase e nas mulheres ninfomania. Esse transtorno acomete homens por volta dos 35 anos.
A origem desse transtorno pode ser biológica, genética ou vinda do histórico de vida dessa pessoa. Essa compulsão pode estar associada a outros disturbios, como transtorno bipolar, esquizofrenia, depressão, e o transtorno obsessivo compulsivo (TOC).
Para descobrirmos a causa desse transtorno, precisa-se conhecer a história da pessoa portadora dessa compulsão.
Para o tratamento dar resultados o compulsivo sexual necessita procurar um atendimento psiquiatrico, mais um psicoterápico e também participar de grupos de ajuda mutua ( ex: DASA - dependentes de amor e sexo anônimos ).

Teste de Dependência do Amor e Sexo. Fonte : DASA - DEPENDENTES DE AMOR E SEXO ANONIMOS

As 40 perguntas abaixo lhe ajudarão a identificar possíveis SINTOMAS de dependência de amor e sexo. Contudo, não são um diagnóstico infalível. As respostas negativas não indicam ausência da doença. Além do que, os dependentes possuem condutas diferentes entre si, o que resulta em diferentes formas de respondê-las:

Você já tentou controlar quanto sexo faria, ou com que freqüência encontraria alguém?

Você se acha incapaz de deixar de ver uma pessoa específica, mesmo sabendo que encontrá-la é destrutivo para você?

Você sente que não quer que ninguém saiba das suas atividades sexuais ou amorosas? Você sente que precisa esconder essas atividades dos outros - amigos, família, colegas de trabalho, orientadores, etc?

Você se sente "alto" ao fazer sexo e/ou se envolver em Relacionamentos?

Você já fez sexo em momentos ou lugares inadequados, e/ou com pessoas inadequadas?

Você faz promessas, ou estabelece regras para si mesmo em relação a seu comportamento sexual ou amoroso, e que percebe que não pode cumprir?

Você fez ou faz sexo com alguém que não queria fazer?

Você acha que o sexo e/ou um relacionamento vai tornar sua vida tolerável?

Você já sentiu que TINHA que fazer sexo?

Você acha que alguém pode "consertar" você?

Você tem uma lista, escrita ou não, dos parceiros que teve?

Você se sente desesperado ou ansioso quando está longe de seu companheiro, ou parceiro, sexual?

Você perdeu a conta dos parceiros sexuais que teve?

Você se sente arrebatado pela necessidade de um parceiro de sexo ou futuro companheiro?

Você faz, ou fez, sexo apesar das conseqüências (o risco de ser pego ou de contrair herpes, gonorréia, Aids, etc.)?

Você acha que tem um padrão de repetir relacionamentos ruins?

Você sente que seu único, ou "principal", valor num relacionamento é seu desempenho sexual, ou habilidade para dar apoio emocional?

Você se sente como fantoche inanimado se não houver alguém com quem possa flertar? Você se sente que não está "realmente vivo" se não estiver com seu parceiro amoroso/sexual?

Você se sente com o "direito" de fazer sexo?

Você se encontra num relacionamento que não consegue Deixar?

Você já ameaçou sua estabilidade financeira, ou posição na sociedade, ao manter um parceiro sexual?

Você acha que os problemas da sua "vida amorosa" vêm de não ter a quantidade suficiente ou tipo certo de sexo? Ou de continuar se relacionando com a pessoa errada?

Você já teve um relacionamento sério ameaçado, ou rompido, por causa de atividades extraconjugal?

Você acha que a vida não teria sentido sem um relacionamento amoroso, ou sem sexo? Você sente que não teria identidade se não fosse amante de alguém?

Você se flagra flertando, ou sendo sedutor, com alguém mesmo quando não tenha essa intenção?

O seu comportamento sexual, e/ou amoroso, afeta sua reputação?

Você faz sexo, e/ou tem "relacionamentos", para lidar ou escapar dos problemas da vida?

Você se sente desconfortável em relação a sua masturbação por causa da freqüência, das fantasias relacionadas, dos acessórios que usa e/ou dos lugares em que pratica?

Você se envolve em prática de voyerismo, exibicionismo, etc, de formas que lhe trazem desconforto ou dor?

Você se percebe precisando se dedicar e variar cada vez mais suas atividades amorosas, ou sexuais, apenas para alcançar um nível "aceitável" de alívio físico e emocional?

Você precisa fazer sexo, ou se "apaixonar", para sentir um "verdadeiro homem" ou "uma verdadeira mulher"?

Você sente que seu comportamento amoroso e sexual é tão gratificante quanto empurrar uma porta giratória? Você está exausto?

Você está com dificuldade de se concentrar em outras áreas de sua vida por causa de pensamentos, ou sentimentos, relacionados a alguém, ou a sexo?

Você se sente obsessivo com determinada pessoa, ou atividade sexual específica, mesmo que esse pensamento lhe cause dor, ansiedade ou desconforto?

Você já desejou poder parar, ou controlar, suas atividades amorosas e sexuais por um determinado período de tempo? Já desejou ser menos dependente emocionalmente?

Você acha que a dor na sua vida só aumenta, não importa o que você faça? Tem medo que no fundo você não tenha valor?

Você sente que lhe falta dignidade e inteireza?

Você sente que sua vida amorosa/sexual afeta sua espiritualidade de forma negativa?

Você sente que sua vida está ingovernável por causa de seu comportamento sexual, e/ou amoroso, ou das suas excessivas necessidades dependentes?

Você já pensou que poderia fazer outras coisas na sua vida, se não fosse tão guiado pela busca sexual/amorosa?

(Psicologa Clínica Rita Maria Brudniewski Granato - http://www.stum.com.br)


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Tirinha


Uma dura realidade





Infelizmente a figura acima ilustra uma de algumas situações vivenciadas por mulheres que amam demais seus parceiros e acabam se humilhando para poder continuar sustentando uma relação nada saudável. Mulheres pensem nisso, sempre temos como recomeçar. Procure ajuda, você não está sozinha!

Vontade de agradar o tempo todo. Por que sou assim?


Ser boazinha (o) demais, vontade de agradar o tempo todo. Esse é seu problema? Muitas pessoas se sentem na obrigação de serem boas, com o objetivo de nunca desagradar. Trata-se de pessoas prestativas, doces e simpáticas. Esperam pacientemente na fila, não se recusam a fazer um trabalho mesmo depois do expediente, não dizem não, recebem convidados em casa mesmo sem querer, ficam sem comer o que gostam para emagrecer, trabalham exaustivamente.
Um ressentimento muito comum dessas pessoas é não ver nos outros o mesmo empenho. Em todos esses casos existe uma necessidade de reconhecimento, os bonzinhos ficam sempre esperando que os outros tenham a mesma dedicação que eles. E quando percebem que o outro não se empenha, geralmente ficam frustrados. Muitos questionam o sentimento do outro, pois este não se empenha para o relacionamento como o bonzinho (a) se empenha.
E aí podem começar os conflitos. Muitas pessoas não sabem reagir à frustração. Em geral, elas ficam descontentes com tamanho descaso e muitas vezes com raiva. E aí existe o risco do bonzinho (a) virar aquela pessoa que reclama e cobra o tempo todo, pois nunca está satisfeito com as ações do outro. E nunca ficará, pois muito provavelmente o outro não tenha essa mesma necessidade de agradar o tempo todo. Mas o que leva uma pessoa a querer agradar tanto? Mesmo com os resultados como frustração, tristeza, decepção, porque a pessoa persiste com este comportamento?
Por trás de todo esse querer agradar está o medo da perda, da rejeição. O temor de que o menor erro possa trazer consequências ruins para seus relacionamentos faz com que a pessoa invista na perfeição, tomando muito cuidado com as suas ações e palavras. Assim, esta pessoa está constantemente ansiosa e tensa. A culpa é um sentimento muito presente, principalmente quando dizem não ou desagradam. Assim, o bonzinho (a) está sempre tentando adivinhar como os outros querem que ele seja e como deve agir, pois a opinião dos outros é fundamental. Aos poucos aprende a não ter desejo nenhum, opinião alguma. As necessidades dos outros são mais importantes que as suas.
Enquanto não conseguir obter aquilo que no fundo deseja (agradar para ter atenção), maior se torna a sua necessidade. O que na verdade esta pessoa mais deseja é ser aceita e valorizada. A grande questão aqui é a que custo. Talvez esta seja a pergunta para se pensar: os sentimentos de frustração, culpa e raiva valem à pena? Por que será que preciso tanto desta atenção do outro para ser feliz? Por que tanto medo de rejeição?
(Karen Camargo - http://www.noivasecia.com.br)

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Como as brigas contribuem para a relação a dois


O processo de se constituir como casal envolve questões muito desafiadoras. O relacionamento amoroso possibilita aprendizado, mas requer muito esforço e tolerância na prática do dia-a-dia. Cada casal precisa descobrir estratégias pessoais para facilitar a “sobrevivência” nos maus momentos. A comunicação é uma das formas mais úteis e funcionais de desenvolver a harmonia em uma relação.
Mas nem todos nós temos a habilidade da comunicação totalmente eficaz. Nem sempre conseguimos, diante de uma situação que gerou mágoa, colocar tal sentimento de uma maneira calma e ponderada. As pessoas que costumam guardar os sentimentos, em um momento limite, acabam “estourando” e dizendo coisas que chegam a assustar o parceiro e, na maioria das vezes, acabam magoando.
As brigas e desentendimentos entre casais podem ser tratados como algo natural e fundamental para o bem estar de uma relação. E neste momento, não importa quem está com a razão. É necessário identificar e refletir sobre os fatores e sentimentos que geraram a discussão. Muitos casais não identificam o motivo de um desentendimento e não chegam a nenhuma conclusão. Acabam brigando sem motivo aparente.
As brigas são normais e podem ser enriquecedoras, mas viver em pé de guerra não é saudável. Desrespeitar o outro, falar alto, ser agressivo e não estar disponível para ouvir são atitudes que podem comprometer a saúde de um relacionamento. A briga ruim é aquela sem propósito e que gera mágoa ou ressentimento.
Os desentendimentos são um convite para refletirmos sobre a maneira como nos comunicamos, se colocamos os fatos que não agradam de maneira adequada e se os sentimentos são expostos sem agressividade. Falar sobre nossos sentimentos é um convite para que o outro nos entenda melhor. Um exemplo seria evitar o: “Você não me liga”, quando seu noivo não ligou o dia todo e você sentiu falta. Procure colocar como um telefonema pode ser importante para você ou simplesmente que você se sente mais amada e querida quando ele telefona. Ele não se sentirá cobrado e entenderá que se trata de um ato que a deixa feliz.
Exercite expor seus pensamentos e seus sentimentos nos momentos certos e de maneira adequada e construa um relacionamento mais saudável e feliz!

(Por Karen Camargo - http://www.noivasecia.com.br)

Tirinha


O homem difícil

Bastam um olhar e um decote. Alguns ainda dificultam um pouco, esperando uma ou outra piadinha mais elaborada. Mas a maioria topa mesmo sem esforços cerebrais. Pegar um homem é das coisas mais banais que existe. A vida de uma mulher razoavelmente moderna e sexualmente ativa é como uma solidão assistida. O encanto acaba na manhã seguinte, quando ele faz um teatrinho bobo enquanto você reza pra ele tomar logo o copo de suco e sumir da sua frente o mais rápido possível. Então o fulano não falou nada genial a noite inteira, foi para a sua casa sem nem saber direito quem você era e agora quer mostrar que sabe formar frases?
Acabaram os bons partidos que precisam de intimidade para se soltar. De tempo para se doar. De trocas intelectuais para se excitar. De abraços e mãos dadas e juras de amor para sentir prazer. De risos e conversas malucas e indicações de filmes e trocas de livros para se interessar. De meses e meses de historinhas e almoços e jantares e festas para adormecer ao lado.
A transa deixou faz tempo de funcionar como um prêmio, um mérito, uma medalha, um troféu. A sensação de “esse cara é para poucas, para quase nenhuma, só para mim” foi substituída por “umas três amigas minhas já pegaram e disseram que é bom”. É quase como se eles viessem em catálogos, com indicações de mulheres conhecidas, que dão notas. É tipo fazer compras no Mercado Livre.
Fica difícil namorar esse cara que já virou quase um objeto num mesmo grupinho de amigas. Fica difícil amar ou querer casar com um cara que sensualizou com todas elas. Então você não é especial? Então você vai querer esse protótipo que todas as suas amigas já repassaram? E a coisa anda tão sem graça que pelo menos um terço das mulheres que conheço estão preferindo experimentar outras mulheres.
O lesbianismo, antes praticado apenas por amebinhas de 19 anos querendo causar em festinhas fúteis, agora é uma alternativa comum das balzaquianas. Sim, nós também gostamos de dificuldade. De mocinhos limpinhos, seletivos e à espera de um amor. O “grande pegador” do colegial era popular lá no colegial. Mas o cara da firma que passou o rodo desde a recepcionista até a vice-presidenta não nos interessa mais. Quer dizer, podemos até reparar nele, mas, depois dos 30, que graça tem conquistar um cara que pega qualquer uma?
Que mulher vai realmente querer para pai dos seus filhos o cara que penetrou metade da população de sua cidade? Sim, eu estou tendo um acesso de puritanismo ou machismo ou tradicionalismo ou “relogiobiologicolismo”, ou seja lá o que for. Só sei que cansei. Quero parar e quero um bom moço que mereça que eu pare.
É que com 20 anos a gente até acredita que “el grande comedor” é um desafio a ser vencido. E com 25 também não pode falar muito porque está na mesma farra desenfreada que esses franco-atiradores. Com 29, está desesperada, com medo de fazer 30, e querendo se apegar a esses homens que não valem o que comem (e por isso comem a gente que, nesse momento, não vale muita coisa).
Mas, com alguma maturidade, preferimos o homem difícil, dedicado, bom moço, para casar. Aquele que, em vez de nos trazer bactérias e longas noites sem resposta, provoca uma vontade nova e profunda e verdadeira de ser uma grande parceira de vida para alguém.
É, eu sei, eu também não estou acreditando que escrevi esse texto. Rezem por mim.



(Por tati Bernardi)
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