Amar Demais... Um Erro!

Amar Demais... Um Erro!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Sala de espera

Quando entro no prédio informo que vou no 3º andar, sala 305... “Ah da psiquiatra?” Eu respondo com um pouco de vergonha “sim”. Eu mesma quando entro na sala e vejo as pessoas lá sentadas fico imaginando o problema de cada uma. Vejo pessoas normais que aparentemente assim como eu não demonstram nenhum tipo de transtorno seja lá ele qual for.

Hoje em dia quase todo mundo sofre com ansiedade, dai talvez as pessoas mais fracas que acabam desenvolvendo algum outro tipo de doença, no meu caso eu entrei em depressão e já faço tratamento há quase dois anos. Parece que nunca vou deixar de tomar antidepressivos, tenho medo de parar e ficar pior do que estou. Tem dias que eu to bem, e tem dias que eu to mal e nem quero levantar da cama... Dai respiro fundo, tomo um banho e sigo adiante. Vou pra minha jornada de trabalho e rezo pra agüentar mais um dia e viver o só por hoje.
O que cada um nós guardamos pra gente. Eu penso cada coisa ruim, e tento todo dia ser uma pessoa melhor. Mas quando não consigo é tão frustrante.
Mesmo com psicoterapia é complicado me entender, é mais fácil pra eu entender os outros e pensar nos problemas alheios. Porque quando me deparo com meus conflitos internos eu me bloqueio.
Cada um aqui tem seus temores, suas frustrações. E cada um tá aqui na mesma sala de espera no consultório de psiquiatria por algum motivo. Seja qual for eles também estão buscando ajuda, assim como eu. E quando perguntam a um deles qual o médico que você vai? Talvez eles se sintam assim como eu... Com medo as outras pessoas acharem que estou louca.

Por Andreza Cavalera.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Como escolhemos os nossos amores

O que determina mesmo o interesse por alguém está escondido no inconsciente.
“Acho que não é muito comum o que aconteceu comigo. Pelo menos nunca ouvi ninguém comentando um caso assim. Eu estava solitário há algum tempo quando conheci Patrícia, e fomos, aos poucos, nos apaixonando. Ela comentou que sua melhor amiga estudava no exterior e que se correspondiam quase todos os dias. Ela falava de mim e comentava sobre a nossa paixão. No fim do ano passado, quando Joana voltou de seu curso na França, saímos os três juntos. Foi um choque. Naquela única noite, em duas horas durante um jantar, num restaurante agradável, descobri que Joana era a mulher perfeita para mim. Aquilo que eu achava interessante em Patrícia era reflexo de Joana sobre ela. Patrícia é até mais bonita, mas Joana é a pessoa que quero ao meu lado. Não sou o que costumam chamar de homem “galinha”, mas me apaixonei pela melhor amiga de minha namorada.”
Este é o desabafo de André, um arquiteto de 32 anos, numa sessão de terapia. Por que Joana e não Patrícia? Por que Ivan e não Paulo? Alguém sabe dizer? Às vezes tentamos até encontrar alguma explicação razoável para nossas escolhas amorosas, mas não é nada fácil. O pior é quando tentamos nos apaixonar por alguém que em tudo parece ser o parceiro ideal, mas nada acontece. Não desencadeia a menor emoção. É comum se desejar mesmo aquela outra pessoa complicada, cheia de problemas, que nunca sabe o que quer e não se decide.
Dos amigos desiludidos ouvimos com frequência: “O que ela tem que eu não tenho?” ou então “O que ela viu nele?”. Mas como responder essas perguntas? É claro que todos nós podemos relacionar algumas coisas específicas que nos atraem numa pessoa, mas o que decide mesmo nosso interesse por alguém está escondido no inconsciente.
O sexólogo americano John Money denomina “mapa amoroso” um dos mecanismos pelo qual as pessoas são atraídas por alguém em particular. Ele acredita que as crianças desenvolvem esses mapas amorosos entre os cinco e oito anos de idade (às vezes antes), e mais tarde eles vão determinar o que desperta nossa sexualidade e por que nos apaixonamos por uma pessoa e não por outra. A relação com a família, professores, amigos, vizinhos, contribuem para isso, à medida que todas as experiências vividas vão nos afetando de diversas maneiras.
A forma como nossa mãe nos escuta ou nos repreende, o jeito do nosso pai brincar ou caminhar, o riso gostoso de uma tia, ou o mau humor do avô. A casa animada, cheia de amigos ou tranquila e silenciosa, aspectos da personalidade que apreciamos num professor ou detestamos num colega, e assim por diante. Algumas características nos atraem, outras repudiamos.
Quando crescemos, esses mapas influenciam nossas escolhas amorosas porque já temos prontos alguns elementos básicos do que desejamos num parceiro: sua voz, seu jeito de falar, suas amizades, seu senso de humor, seus interesses, suas aspirações. São milhares de coisas óbvias, e também minúsculos elementos subliminares que atuam em conjunto para tornar essa pessoa mais atraente que outra.
Por que então encontramos tanta gente insatisfeita com o parceiro, se queixando do seu jeito de ser? A resposta está na ansiedade de se encontrar um par amoroso, impedindo que se vivam os encontros com tranquilidade. Sem perceber adequadamente o outro, se projeta nele o mapa amoroso pessoal, tentando encaixá-lo nesse modelo. Aí as pessoas acreditam estar perdidamente apaixonadas. Quantas frustrações seriam evitadas se fosse possível iniciar uma relação amorosa somente com quem realmente nos causa interesse?
(Por Regina Navarro Lins - http://delas.ig.com.br)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ombro amigo

Em dias difíceis, a maioria das pessoas prefere se isolar e permanecer fechada para o mundo e para as pessoas enquanto o mau humor não passa. A prática pode ser uma boa ideia se toda interação de que você é capaz nesses momentos são patadas e discussões. Mas, de acordo com uma recente pesquisa realizada nos Estados Unidos, existe um remédio muito melhor para o estresse do que a solidão: sua melhor amiga.
Pesquisadores do Cincinnatti Children’s Hospital estudaram o comportamento de crianças de 10 a 12 anos e descobriram que os níveis de cortisol (hormônio do estresse) no sangue diminuem significadamente quando estamos perto de amigos próximos. A ausência dos melhores amigos pode causar o efeito contrário, estimulando as glândulas supra-renais, responsáveis pela produção do hormônio.
Os cientistas acreditam que o efeito seja o mesmo em adultos. Mas eles não valem para qualquer pessoa querida. Apenas o melhor amigo tem esse poder, ultrapassando até mesmo os familiares (inclusive os pais), de acordo com Ryan Adams, o coordenador da pesquisa.
As amizades próximas, além de serem importantes socialmente, podem estimular sentimentos positivos e ajudar no equilíbrio emocional. Por isso, lembre-se: da próxima vez que o estresse apertar, recorra àquela pessoa que não nega apoio nem que sejam 3 horas da madrugada.

(http://meiafina.com.br)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Minha desintoxicação emocional...


Começar um processo de desintoxicação emocional não é nada fácil. Ao longo do tempo pude perceber, e claro também com as minhas derrotas amorosas, com o MADA, e terapia, que estar atrás de um grande amor não é tudo nessa vida. Por mais que isso pareça bobagem, tem muitas mulheres como eu, que vivem ou já viveram em função de um amor, ou em uma busca incessante para encontrar este amor.
O problema é quem escolhemos para amar, e se essa pessoa está disposta a amar da mesma forma que amamos. Se eu olhar pra trás eu tenho uma coleção de relacionamentos frustrados e mal resolvidos. E o que eu passei para manter-los, me sinto até envergonhada em relembrar e ver do que fui capaz. Foram muitas humilhações para ficar ao lado de alguém que não me amava e nem me valorizava. Culpa minha, a pessoa demonstrava tudo o que não queria e eu tava lá, como um cãozinho abandonado e carente, doido por qualquer gesto de afeição.
Nos últimos dias tenho refletido muito sobre isso, e resolvi realmente deixar de lado por um período todo e qualquer relacionamento amoroso e/ou sexual. Para tentar encontrar um ponto de equilíbrio em mim mesma, sem ter que precisar de um parceiro para ficar bem. Sei que o caminho ainda é longo, e ainda estou no começo.
Posso dizer que hoje, só por hoje estou conseguindo ficar sozinha e bem, mas também bateu uma pequena carência, vontade de atender a ligação do ex namorado que quer curtir uma noite. Me segurei e pedi pra ele me deixar em paz. Preciso afastar todos os meu fantasmas, pra poder tentar no futuro e sem muitas expectativas um relacionamento saudável, sem pressões, sem angustias, sem medos, pensando no meu bem estar em primeiro lugar, e ver o outro como um companheiro e não como uma tábua de salvação para a minha solidão.

Por Andreza Cavalera.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Síndrome da pressa



Você já acorda apressada, se desdobra em mil para escolher uma roupa, fazer a maquiagem, tomar café da manhã e organizar o dia, corre para o trabalho, encontra mil tarefas “para hoje” esperando por você. A sensação de que não há tempo suficiente para cumprir os afazeres do dia a dia, mais do que um incômodo, é uma questão de saúde.
O alerta é de pesquisadores da PUC Campinas, em São Paulo. Eles descreveram recentemente a Síndrome da Pressa, um problema comum, mas nem sempre percebido. Isso porque a maioria de nós considera normal viver presa ao relógio, sempre com horários apertados, sempre com urgência. O problema é quando essa necessidade de fazer tudo agora, o mais rápido possível, extrapola um limite e começa a afetar a saúde. 
O estudo realizado pela PUC Campinas acompanhou os moradores de grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas e descobriu que o comportamento que caracteriza a Síndrome da Pressa estava presente em 65% deles. Entre executivos, o índice é ainda maior, chegando a 95%. A forma patológica da doença – quando podem surgir problemas de saúde relacionados à síndrome – atingiria cerca de 10% da população. 
Dados do International Stress Management Association do Brasil (Isma-BR) são um pouco mais preocupantes. De acordo com a instituição, 30% dos brasileiros já sofrem com o problema. Embora não tenha sido definida como uma síndrome anteriormente, a pressa já é estudada desde a década de 80.
A Síndrome da Pressa não é considerada uma doença e sim um conjunto de comportamentos que caracterizam o sentimento de urgência para realizar as tarefas diárias. E esses comportamentos são fáceis de identificar. Se você fala rapidamente, abrevia as palavras ao escrever, se anda rápido e vive com uma agenda onde anota todos os compromissos e lembretes, você pode estar sofrendo com a pressa excessiva. A empresária Márcia Lenzi, 49 anos, conta que passa por algumas dificuldades no dia a dia por causa da ansiedade. “Eu assumo mil compromissos, quero resolver tudo e acabo esquecendo informações ao longo do dia”, conta, e completa “é praticamente impossível parar para prestar atenção ao que alguém diz sem pensar em outras coisas. Costumo comer rápido também, andar rápido”.
Outros sinais comuns são o hábito de fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, segurar objetos com força, sentar na ponta da cadeira, manter os músculos tensionados o tempo todo ou não ter paciência pra as situações corriqueiras. Pessoas que têm pressa buzinam se o carro da frente demora para arrancar e se irritam quando alguém atravanca uma fila por qualquer motivo. Elas costumam se comportar de forma hostil e impaciente, não tolerando atrasos, interrompendo a fala dos outros, se concentrando na quantidade de tarefas realizadas ao invés da qualidade. O sono também costuma ser agitado e as pessoas apresentam problemas para memorizar informações, esquecendo-se constantemente de nomes, endereços, telefones, compromissos, entre outros. 
Esse imediatismo, além de comprometer o bom humor, está associado a problemas cardíacos, como infartos e hipertensão. Uma alimentação deficiente também é comum entre os apressados, que podem desenvolver problemas gástricos e transtornos alimentares.
Os apressados também sentem a consciência pesada quando estão parados ou não têm nada para fazer, o que os mantém em um estado de tensão. A ansiedade é um sentimento constante, ao invés de aparecer esporadicamente, como antes de compromissos importantes. Muitos desses comportamentos são recorrentes na rotina de Márcia. “Eu trabalho o dia inteiro, pratico esportes, não fico parada”, conta. A sensação de frustração também aparece com frequência: “não consigo descansar, parece que estou perdendo tempo. Sempre que ‘sobram’ alguns minutos, começo a fazer alguma coisa. Pode ser arrumar a casa, organizar os armários, consertar alguma coisa...”.
A pressa compromete a qualidade do trabalho e a relação com os conhecidos, que sofrem com a agressividade do apressado por não acompanhar seu ritmo. 
É importante perceber essas características e saber que a pressa excessiva não é normal. Afinal, ninguém pode realizar várias tarefas de maneira eficaz em um período curto de tempo. Se você perceber que essa sensação de urgência constante está incomodando, procure formas de freá-la. Boas opções são os tratamentos alternativos, como yoga, que relaxa, acalma e diminui a ansiedade. Caso necessário, procure orientação de um psicólogo.

(http://www.meiafina.com.br)

domingo, 4 de dezembro de 2011

Série e Filme Sex and the City


Baseada no livro homônimo da escritora Candice Bushnell, "Sex and the City" mostra a agitada vida de quatro belas mulheres solteiras e bem sucedidas de Nova York. Enquanto procuram pelo seu "Sr. Certinho", quatro amigas se divertem pelos clubes da cidade, compartilham ousadas conversas sobre sexo e comentam as últimas novidades da moda. "Sex and the City" focaliza na história de Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) e suas três melhores amigas. Com o decorrer das temporadas, a escritora Carrie, que também narra os episódios, tenta ter vários relacionamentos sérios, mas parece sempre ficar presa ao "Sr. Big" (Chris Noth) em um relação complexa e irresistível para os dois. Por outro lado, enquanto Samantha (Kim Cattrall), a mais velha das amigas, é a mais confiante de sua própria sexualidade e a mais extrovertida, Charlotte (Kristin Davis) é a mais conservadora e otimista do grupo, sempre em busca de um amor romântico. Enfim, acompanhamos Miranda (Cynthia Nixon), uma advogada extremamente cínica nos seus pontos de vista, principalmente quando se trata de homens. Essa mistura de personalidades em uma trama divertida e ousada, que traz uma boa dose de humor, drama e romance, é o que fez "Sex and the City" ser uma das séries mais aclamadas pelo público e pela crítica, tendo recebido diversos prêmios e nomeações, incluindo mais de 50 indicações ao Emmy, tendo ganho 7 deles, e 24 indicações ao Globo de Ouro, ganhando 8 deles, durante suas seis temporadas.




Os filmes são uma continuação da série...



Trailer do Filme Sexy and City 1


Trailer do Filme Sexy and City 2

Tirinha


sábado, 3 de dezembro de 2011

Solteira por opção

Faz parte de nós, mulheres, viver na eterna busca pelo nosso príncipe – e mesmo que você já tenha aceitado que o homem perfeito não existe, é certo que ainda procura por algo próximo. As dicas e truques para conquistar o homem de seus sonhos e viver um longo e feliz relacionamento são inúmeras. Tantas que chegamos a ficar agoniadas quando o príncipe demora demais para chegar. O fato é que essa busca às vezes cansa, e muitas mulheres precisam de um tempo solteiras.
E não estamos falando de se jogar na balada e sair com vários homens. Optar pela solteirice por algum tempo pode ser extremamente benéfico para a sua autoestima, seu auto-conhecimento, para sua vida e para – por quê não? – seus futuros relacionamentos.
O site Essence.com listou algumas vantagens de ser solteira que podem inspirar você e ajudá-la a mudar o rumo dos seus relacionamentos, caso sua vida amorosa não esteja saindo da maneira como você gostaria. 
O primeiro passo é perceber a necessidade de viver um tempo sem um parceiro. Você pode não estar pronta, seja porque terminou um namoro recentemente, está cansada ou porque não tem esperanças de encontrar alguém, entre vários outros motivos. Se você sente que não está preparada para um relacionamento no momento, livre-se da ideia de que você PRECISA estar em uma relação e faça uma pausa, pare de procurar. Essa escolha pode, inclusive, livrá-la de relacionamentos que não são tão necessários assim – se envolver apenas pelo medo de ficar solteira é garantia de frustrações.
Uma vez firme em sua decisão, é hora de começar a repensar algumas ideias. Você pode fazer um balanço das relações passadas, descobrir onde estavam seus erros e, finalmente, definir o que você quer para o futuro. E não tenha medo de dizer “eu quero me casar”. O primeiro passo para atingir seu objetivo é assumi-lo.
Em seu período de solteirice, aproveite para se conhecer melhor e aprender a curtir sua própria companhia. Gostar de si mesma é o primeiro passo para gostar de outra pessoa e construir um bom relacionamento com ela. Se você não se admira e se ama, por que um homem faria isso por você? O amor próprio vai torná-la mais corajosa para ser fiel aos seus objetivos e dizer não ao resto. Você vai aprender a encarar a vida com mais paciência e tranquilidade, e os relacionamentos não vão mais parecer tão cruéis como pareciam antes.
Ser solteira por um tempo também envolve dar uma pausa nas relações sexuais. Evite o sexo casual, amizades coloridas ou relações esporádicas por um tempo. A verdade é que são poucas as mulheres que conseguem separar os sentimentos do sexo. E você não quer acabar chorando por um homem que dormiu com você algumas vezes e depois sumiu, certo? Ficar sem transar pode também fortalecê-la e poupá-la de desgaste emocional. 
Aproveite esse tempo também para se dedicar aos seus hobbies. Você pode resgatar aquelas aulas de balé da adolescência ou aprender algo novo, como fotografia. Entregue-se de corpo e alma às atividades que você gosta ou não conhece ainda. Elas vão ajudá-la a se conhecer, aumentar sua autoestima e ainda vão render histórias para contar. Lembre-se que pessoas com vidas interessantes chamam mais a atenção. Você quer ser a mulher que sabe decor os episódios de Gossip Girl ou a mulher que sabe tocar violão, fala alemão e pratica escalada nos fins de semana?
Estar solteira é uma ótima oportunidade para aprender a amar das mais variadas formas. O amor entre homem e mulher está longe de ser o único, você pode amar seus amigos, família, seu animal de estimação, seus livros ou seu esporte preferido. Acima de tudo, você pode amar a si mesma. Pratique o amor, se entregue a todas as suas formas, assim você vai conhecê-lo e valorizá-lo ainda mais.
Outra grande vantagem de um período de pausa na sua vida amorosa é o aprendizado e, consequentemente, a nova forma de enxergar os relacionamentos quando você voltar à ativa. Funciona mais ou menos como um hábito comum entre os escritores: depois de horas ou dias envolvidos com um texto, eles se afastam e pensam em outras coisas por algumas horas. Isso os ajuda a enxergar os defeitos e as qualidades do que foi escrito ao voltar. Faça o mesmo com os homens. Você vai se surpreender ao perceber como é mais fácil identificar bons partidos e fugir dos maus.
Por último, ser solteira não significa ser sozinha, por isso, invista no tempo com seus amigos e família. A grande maioria dos relacionamentos duradouros têm como fonte estes dois círculos, deixando o ambiente de trabalho, sites e baladas para trás. Como sua família cresce em ritmo menos acelerado, procure fazer novos amigos. Aproveite; sem um companheiro, você tem tempo de sobra para conhecer pessoas e cultivar as velhas amizades. Quem sabe o homem certo não aparece quando você estiver distraída?

(Por Redação Meia Fina - http://www.meiafina.com.br)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Amor, pode confiar: estou limpo!


É assim que tudo começa, confiamos demais nas pessoas. 
Pelo menos comigo foi assim. Comecei a namorar, tínhamos um namoro tranqüilo de uma forma geral. Brigávamos pouco, os pais dele me adoravam, bom meus pais odeiam qualquer coisa que venha de mim, mas isso é outro papo. Muitos amigos em comum. Claro que tínhamos algumas desavenças, mas nada sério, até no fator sexual. Às vezes rolavam uns atritos, mas nada que qualquer casal não passe. 
Realmente achei que ele era o homem da minha vida, com quem viveria até o fim de meus tempos. Todo que acontecia de bom, era devido a ele. Meu tempo... todo pra ele, até na faculdade comecei a faltar para ficar mais tempo com ele. Dedicação exclusiva. Mas não posso reclamar, sempre recebi em troca muito carinho. Embora às vezes ele parecesse meio distante, o que importa é que eu o amava muito e seria dele pra sempre. 
Com o tempo a confiança foi crescendo, isso juntou com a paixão, se aliou ao tesão e formou uma bomba que quase acabou com a minha vida. 
Tudo se deu num simples fraquejo, num simples lapso, na primeira vez que ficamos sem camisinha. Ele olhou nos meus olhos e disse: "Amor, pode confiar: estou limpo!", e eu acreditei... a partir daquele momento entreguei-me totalmente, e passamos a fazer sexo sem camisinha, para "sentirmos mais prazer" (o que não é verdade, pois na minha opinião o sexo com preservativo ajuda na lubrificação, o que diminui o atrito, diminuindo a dor, mas este não é o tema central). 
Dois meses depois da primeira transa desprotegida, fiz o teste do HIV, apenas para controle, e para a minha surpresa o resultado foi positivo... 
Obviamente fiquei desesperado, não sabia o que fazer, o que pensar, como agir. A primeira coisa que fiz foi contar a ele, que também se desesperou, pois era evidente que ele também estava com o vírus. Foi a vez dele fazer o teste e, claro, deu positivo. 
A partir desse momento, comecei a ver as coisas muito diferentes. No início nada tinha mais graça, pois iria morrer logo, para que me esforçar? Praticamente abandonei a faculdade, meu desempenho no trabalho diminui, tudo pra mim estava prestes a terminar. 
Mesmo assim, pensava eu: "Estou ao lado do meu amor, e juntos tudo podemos, só com a força do nosso amor venceremos esse vírus." Claro que estava errado, primeiro porque ele não me amava, mais isso é outra história, e segundo porque o vírus HIV é um problema fisiológico e não sentimental. Relutei ao máximo para fazer os exames de CV e CD4, porque? Por medo, medo de saber, talvez, que tinha apenas alguns meses de vida, medo, de saber, talvez, que meu estado era pior do que imagina, pior até, medo de descobrir que ficaria sem o meu amor. E assim levei 3 meses, adiando e adiando o exame. 
Enquanto tudo isso passava na minha cabeça e na minha vida, tive ainda que esconder da minha família e dos meus amigos, e novamente pergunto-me: por quê? Novamente por medo, mas dessa vez, medo do preconceito, pensava que as pessoas me olhariam diferente, teriam até nojo de mim. Mas não, as pessoas que souberam, me deram muito apoio, e ajudaram-me a seguir em frente. Ainda hoje, não consigo assumir-me como portador do HIV, pelos mesmos motivos e outros até que não sem definir. Mas muita coisa mudou, estou mais confiante, mais seguro de mim mesmo, ah e estou solteiro também, o que foi um grande avanço. 
Fiz os exames, todos deram ótimos, e segundo minha médica ainda terão que me agüentar por uns bons 40/50 anos (risos).
Mas uma coisa deve ficar clara: Nunca é demais se proteger, nunca é demais cuidar de si mesmo, pois ao usar preservativo não estamos apenas usando preservativo, estamos sim, cuidando de nossa saúde, e não só a saúde física, mas também a psicológica, pois ninguém queira receber um exame onde mostra que você tem um vírus que estará até o fim de sua vida enfraquecendo seu sistema imunológico. 
E está errado quem pensa que só porque tenho HIV não me cuido, pelo contrário, agora é mesmo que uso eternamente camisinha. Não só para evitar de contaminar alguém, mas também para evitar que eu mesmo seja recontaminado. 
Tenho 21 anos, e podem parte de mim ficou naquele exame. Nunca mais serei o mesmo. Nunca mais viverei como vivia. Por isso pense bem antes de se descuidar. 

(Por Cool Boy)
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