Amar Demais... Um Erro!

Amar Demais... Um Erro!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Sou a miss imperfeita, muito prazer...



Sou a miss imperfeita, muito prazer.
Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio, levo e trago filhos do colégio, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro as amigas, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, vou ao dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, faço reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas! e, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas por mais disciplinada que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres. primeiro: a dizer não. segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer não. culpa por nada, aliás.
Culpa zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta entrou na maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que você seria modelo!
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito e mamasse direitinho.
Você é humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos...
É ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Tempo para uma massagem. tempo para ver a novela.
Para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser profissional sem deixar de existir. existir, a que será que se destina? destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
portanto, não queria sair por ai batendo records...
Pense nisso!
(Martha Medeiros)

domingo, 14 de agosto de 2011

Dependência emocional pode colocar vida em risco


Atualmente não é incomum, ao ligarmos a TV nos noticiários, nos depararmos com notícias sobre mulheres que foram agredidas por seus companheiros, chegando ao ponto de ficarem desfiguradas e, muitas, acabam dando declarações sobre o perdão e sobre o amor. Há quem fique indignado diante de tais afirmativas e não consiga compreender como essas mulheres, mesmo após tantas agressões físicas e psicológicas, conseguem perdoar o agressor.
"Entendemos que a violência tem um ciclo. A mulher passa pela fase de lua de mel, na qual tudo está bem e ela se sente amparada, depois vem a tensão e a crise, que culminam na violência em si. Ela pensa em tomar uma atitude, o companheiro pede perdão porque se arrepende e ela acredita e retorna ao relacionamento porque espera que tudo volte a ficar bem. Vulgarmente as pessoas acham que a mulher gosta de ficar nesta situação, mas não é verdade", explicou Branca Paperete, psicóloga da Casa Eliane de Grammont, da capital paulista, que presta atendimento psicológico e de assistência social a mulheres vítimas de violências doméstica e sexual.
Em muitos casos, o que acontece também é a dependência emocional em relação ao parceiro, visto que as mulheres tendem a idealizar o relacionamento e até mesmo o companheiro, sendo difícil para elas dissociar o homem por quem se apaixonaram daquele que lhes agride. Tatiana Ades, psicanalista e especialista em relacionamentos, da capital paulista, explica que "o amor patológico, é aquele que não é saudável, no qual a codependência afetiva se torna presente e o outro se transforma no centro de nossas vidas, chamo esse processo de cegueira emocional".
"E existe toda uma educação sexista que colabora com isso", disse Branca, lembrando que muitas mulheres crescem acreditando que só serão felizes se conseguirem se casar e até mesmo os meios de comunicação acabam reproduzindo esta ideia. "Também vemos muitas mães que dizem para as filhas, vítimas de violência, que 'é assim mesmo', 'não tem jeito', 'melhor com ele', mostrando que o comportamento acaba sendo transmitido", contou a psicóloga.
A violência doméstica, infelizmente, não é um problema que acontece apenas "com o vizinho". Pesquisa divulgada pelo Instituto Avon na sexta-feira (1) informou que seis a cada dez brasileiros conhecem uma mulher que foi vítima do problema, após ouvir 1800 brasileiros em todo o País. Andrea Jung, presidente mundial da Avon, chegou a destacar que o "medo de ser morta", que é um dos principais motivos citados pela maioria das mulheres que se mantêm conectadas ao companheiro é algo comum em outras nações e, por isso, criar hotlines para atender estas mulheres é essencial para ajudar a combater o problema.
"Leis e instrumentos de repressão não farão a mudança cultural tão necessária para que a mulher que sofre de violência doméstica seja respeitada. Só a compreensão da sociedade, de que esse é um drama caleidoscópico, de muitas facetas, fará isso, disse a socióloga Fátima Jodão, conselheira do Instituto Patrícia Galvão, organização sem fins lucrativos que luta pelos direitos das mulheres e é sediado em São Paulo (SP), durante divulgação da pesquisa na mesma cidade.
E os casos que chegam na Casa Eliane de Grammont costumam ser graves, com mulheres que sofrem violência emocional e física e até mesmo correm risco de morte. "Brincamos que este é um problema democrático, porque não afeta apenas uma classe social, faixa etária, religião ou raça", lembrou.

Tem tratamento
 A dependência emocional em relação a um companheiro violento tem tratamento. "É um processo. Não acontece do dia para a noite, mas aos poucos conseguimos fazer com que essa mulher dissocie amor de violência e possessividade, porque muitas acham que são coisas relacionadas. O próprio homem acha que age por amor, por medo de perder e trabalhamos para mostrar que amor, afeto e respeito podem e devem andar juntos. Você não é do outro, você está com o outro em um relacionamento que deve ser construtivo", falou Branca.
Segundo Tatiana, as pessoas tendem a permanecer num relacionamento destrutivo, percebem que algo está errado, sentem-se infelizes, mas incapazes de colocar um ponto final. "Essa incapacidade já faz parte do problema, continuar sofrendo e infeliz num relacionamento destrutivo, mostra o quanto a autoestima da pessoa está baixa e é necessário uma ajuda profissional urgente."
Segundo a psicóloga da Casa Eliane de Grammont, nem sempre as mulheres vítimas de violência doméstica têm problemas de auto-estima. "É algo delicado. Ela não é vítima porque não se gosta ou não se acha bonita, mas sim porque não é a protagonista de sua vida. Auto-estima é diferente de passar batom ou colocar um vestido bonito, por isso não costumamos usar o termo para falar sobre mulheres que sofrem violência doméstica."
A melhor ajuda é a terapia, mas o primeiro passo é assumir que a doença existe, o segundo passo é buscar auxilio de um profissional e os grupos de apoio anônimos, como o MADA (mulheres que amam demais anônimas), o CODA (codependentes anônimos) e atualmente o HADA (homens que amam demais anônimos). "É impossível conseguir amar de forma saudável se estamos doentes, é importante manter sempre atividades que gostem de fazer e nunca abandonar nada por causa do outro, lembrem-se que o outro deve ser complemento saudável de sua vida e não o centro da mesma. Busque ajuda o mais rápido possível, amar demais é um vicio tão perigoso quanto qualquer outro e pode ser fatal", conclui Tatiana Ades.
 O tratamento inclui conscientização da mulher que é vítima, por meio de terapias e aconselhamento com profissionais especializados e também da sociedade, para que o mal não volte a se repetir. Mulheres que são vítimas podem procurar orientação em diversas instituições, como a Patrícia Galvão - (11) 3266-5434 - ou a Casa Eliane de Grammont - (11) 5549-9339/5549-0335.
(Por Juliana Crem - http://mulher.terra.com.br) 

sábado, 13 de agosto de 2011

Personagem de Glória Pires mostra amor patológico na TV


Quem acompanha a novela Insensato Coração já se pegou roendo as unhas na torcida pela Norma, personagem de Glória Pires, seja para vê-la completar sua vingança ou para que a personagem se dê mal. Na novela, Norma era uma enfermeira que foi seduzida e enganada por Léo, personagem de Gabriel Braga Nunes, e acabou indo parar na cadeia. Apaixonada e magoada, ela arquitetou um plano de vingança para destruir o homem por quem é apaixonada.
Segundo a psicanalista e escritora Tatiana Ades, da capital paulista, o comportamento de Norma é mais comum no nosso dia a dia do que imaginamos. "Ela está bem enquadrada no perfil do amor patológico e da mulher que ama demais, mas se ama de menos. Notamos que ela quer ficar perto dele, tem uma dependência, tanto que a vingança dela não se completa. Ela não o entrega para a polícia, mas fica com ele por perto em uma tentativa de demonstrar poder", explicou.
Gisele Lelis Vilela de Oliveira, psicóloga de São José do Rio Preto (SP), acha que há poucas "Normas" na vida real que aceitam o sentimento de vingança. "Somos humanos e estamos sujeitos às mais diversas mudanças. O sofrimento faz com que mudemos nossa vida, quando somos incomodados por nós mesmos ou por quem se relaciona conosco; No caso da Norma, ela foi instigada pelo outro a mudar e foi uma escolha vingar-se. Algumas pessoas despertadas pelo sofrimento, por uma humilhação ou desprezo, nutrem um sentimento obsessivo de vingança, de 'fazer justiça com as próprias mãos' para tentarem mostrar superioridade quando, na verdade, sentem-se frágeis e ameaçadas", disse.
Tatiana explicou que mais de 50% dos relacionamentos atuais não são saudáveis e este é um problema que vem da infância. "Se buscarmos analisar o passado da Norma, vamos descobrir que ela teve uma família desestruturada, é muito carente e trouxe isso para a vida adulta. Acaba repetindo o perfil", disse. Mulheres com este tipo de comportamento estão sempre se relacionando com homens doentes, como o Léo, que pode ser considerado um sociopata. "As pessoas que amam demais agem por impulso. A Norma mesmo age emocionalmente e em um comportamento de transtorno compulsivo-obssessivo", explicou a psicanalista, que falou que o tratamento para este caso inclui muita terapia.
"A Norma tem características muito singulares. Ela é multifacetada, sofre, sente-se culpada por suas atitudes, mas não deixa de ter a postura vingativa. É obstinada, mas devido à paixão, tem se colocado em situações complicadas. Diferente do Léo, que mostra traços de psicopatia, não mostra remorso ou sentimentos positivos, ela não tem este perfil. Como ela é uma personagem repleta de conflitos, acaba rolando uma identificação com o público e ela age em resposta à sua paixão não correspondida", disse Gisele.
Os riscos de um relacionamento como o de Norma e Léo são altos e não estão presentes apenas na vida dele, alvo da vingança. "Há mulheres que não conseguem se livrar do companheiro porque não entendem como estão com um homem que lhes faz mal. Geralmente há quadros depressivos envolvidos e muitas mulheres, quando não são assassinadas pelo parceiro, acabam se matando por causa da depressão." Gisele concorda com Tatiana: "amar demais é uma doença. O amor no qual existe co-dependência afetiva, em que o outro se torna o centro da vida de alguém, não é saudável e quando se está em um relacionamento com características destrutivas, infeliz e, mesmo ciente não consegue terminar a relação, esta dificuldade é um indício de situação patológica. A dependência afetiva pode ser tão prejudicial quanto qualquer outro tipo de dependência e apesar de não parecer, as mulheres são as únicas vítimas deste mal".
Por acreditarem que este tipo de relacionamento é comum e "padrão", muitas mulheres demoram a buscar ajuda e acabam sofrendo por longo período. "Quando a mulher percebe que passou muito tempo focando sua energia na vingança e não fez nada por si, limitou-se a viver para atrapalhar a vida do outro, acaba sofrendo ainda mais", lembrou a profissional de São José do Rio Preto. Além disso, pessoas com o perfil da Norma costumam buscar relacionamentos que tragam sofrimento e têm problemas de auto-estima. "A Norma não tem ciência do perigo que corre ao se relacionar com um sociopata. Ela não sabe, mas a vítima é ela. E o problema é que homens agradáveis de verdade não atrairiam esse tipo de mulher, porque inconscientemente, ela os desprezaria, buscando repetir o padrão, se relacionando com homens com o mesmo perfil do Léo", disse a psicanalista da capital paulista.
Todavia, há cura para mulheres como a Norma e o primeiro passo é a conscientização de que há um problema no relacionamento, pois principalmente no caso da novela, a personagem oferece riscos à sociedade por já ter matado e manipulado pessoas para chegar ao seu objetivo. "Processos psicoterapêuticos podem ajudar essas mulheres, pois a psicoterapia vai trabalhar motivações e questões relacionadas ao problema, ajudando a buscar nova realidade, novo foco e novas motivações. Mas para isso é preciso que a pessoa assuma que tem o problema", disse Gisele.
(Por Juliana Crem - http://mulher.terra.com.br)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Sentimento de culpa leva à autopunição



"A verdade sai do erro. Por isso nunca tive medo de errar, nem dele me arrependi seriamente"

Essa frase a cima do psiquiatra suíço C. G. Jung (1875-1961) nos faz refletir sobre muitas coisas... Quase sempre chegamos na verdade ao errarmos. É isso mesmo! Mas, quantos erros cometemos até chegarmos na verdade?
Isso não importa, o que deve importar mesmo é a experiência adquirida e o crescimento obtido. Mas nem sempre temos essa consciência e, na maior parte do tempo, os erros cometidos são transformados em culpas. Alguns passam a vida errando e se culpando; outros sendo vítimas dos erros dos outros, e culpando-os; outros não fazem nada ou em tudo que fazem, são culpados; e outros, ainda para justificarem seus próprios erros, nos culpam. Que loucura, não?
Culpa é o sentimento de ser indigno, mau, ruim, carrega remorso e censura. A culpa é o resultado de muita raiva guardada que se volta contra nós mesmos. Poderíamos resumir assim:

 Raiva + mágoas reprimidas = culpa = autopunição

 Esse sentimento que corrói nossa alma e que muitas vezes nos impede de sermos nós mesmos, tem muitas variáveis difíceis de se esgotar. Mas podemos refletir sobre alguns aspectos geradores de culpa.

Características de quem sente culpa

 - Preocupação excessiva com a opinião dos outros;
 - Sente-se mal quando recebe algo, pois na verdade não se considera digno de aceitar o que os outros dão;
 - Fala repetidamente sobre o que motivou a sentir culpa;
 - Raiva reprimida;
 - Dificuldade em assumir responsabilidade pelos próprios atos;
 - Sente-se rejeitado;
 - Responsabiliza o outro pelo próprio sofrimento;
 - Sente-se vítima em algumas ou muitas situações;
 - Geralmente se pune ficando doente, ou sendo vítima frequente de acidentes, ou seja, autopunições constantes;
 - Dificuldade em expressar os reais sentimentos;
 - Não consegue falar 'não';
 - Necessidade em agradar;
 - Sempre fazendo algo pelos outros e raramente para si mesmo;
 - Dificuldade em fazer algo só para si;
 - Não consegue administrar o tempo, pois está sempre sobrecarregado;
 - Baixa autoestima;
 - Falta de amor-próprio.

Você pode se identificar com essas características ou ter outras, o importante é reconhecer que a culpa traz muitas consequências em nosso modo de ser e agir. Perceba como se sente, elevando assim seu autoconhecimento para mudar o que te faz sofrer.

A culpa pode ser gerada pela (o)

 - Religião;
 - Morte;
 - Manipulação;
 - Crítica;
 - Regras;
 - Acusações;
 - Repressão;
 - Rigidez;
 - Inflexibilidade;
 - Julgamento;
 - Controle;
 - Dependência;
 - Superproteção;
 - Raiva;
 - Medo;
 - Rejeição;
 - Abandono;
 - Abusos;
 - Mentira;
 - Prazer;
 - Felicidade;
 - Dinheiro;
 - Sucesso;
 - Expectativa;
 - Comparações;
 - Necessidade de agradar;
 - Comodismo/ falta de atitude;
 - Sentimentos de impotência;
 - Preconceito;
 - Segredos, principalmente entre os familiares.

Aqui estão algumas causas do sentimento de culpa. A origem de sua culpa pode ser outra, ou serem várias. Procure ter a consciência exata da origem do seu sentimento de culpa. Explore um pouco mais sobre o que gerou em você a culpa. Comece perguntando-se: O que me faz sentir culpa? De não ter sido amado? Ter sido rejeitado, abandonado? Ter acreditado que recebia amor, quando na verdade recebia apenas o que acreditava ser amor? Ter sido vítima de maus tratos e abuso sexual ainda criança? Terem me ocultado a verdade, o que me obrigou a acreditar e conviver com a mentira? De não ter sido amado?
 Faça uma lista de todas as culpas que você sente, por maior que possa ser a lista, faça! Isso o ajudará a compreender melhor seus sentimentos e conflitos gerados pela culpa. Analise as situações em que aconteceram os fatos e se você efetivamente tinha condições de agir diferente de como agiu. Depois continue sua análise. Onde, quando e por que começou cada uma delas? Quais são as situações que me sinto culpado pelo que fiz ou deixei de fazer? Quais eram meus valores em relação ao assunto quando agi daquela forma? Se fosse hoje minha atitude seria diferente? Como? Quem fazia ou faz com que eu me culpe? Busque a relação da culpa atual com seu histórico de vida. O objetivo desse exercício não é buscar mais culpados, mas explorar os motivos pelos quais ainda se culpa, se responsabilizando pelos seus atos, e mudar o que pode ainda ser mudado, libertando-se desse sentimento que aprisiona e impede o crescimento.

Consequências da culpa

 - Autopunição;
 - Medo;
 - Sofrimento;
 - Remorso;
 - Estagnação;
 - Doença - segundo alguns estudos, a culpa está presente em praticamente a maioria das pessoas portadoras de câncer;
 - Tristeza/depressão;
 - Submissão;
 - Prisão emocional;
 - Solidão;
 - Dificuldade em impor limites, dizer não;
 - Fuga através do álcool, drogas;
 - Compulsão alimentar;
 - Conflitos internos e nas relações ;
 - Dificuldade em sentir prazer;
 - Destruição da autoestima e amor-próprio.

As consequências da culpa são muitas, isso ocorre porque com a culpa está sempre presente a necessidade, ainda que inconsciente, de autopunição. É certo que a culpa pode ser um sinal de alerta sobre falta de limite e respeito pelo outro; ou a indicação que é preciso mudar algum padrão de comportamento. Caso contrário, poderá continuar machucando aqueles que lhes são mais caros.
 O mais indicado sempre é responsabilizar-se e não se culpar, pois a culpa faz com que permaneçamos no papel de vítima e esse traz apenas estagnação e repetição de padrão, não proporciona crescimento. A responsabilidade faz com que acreditemos na capacidade de mudar. E todos nós temos essa capacidade!
(http://www2.uol.com.br/vyaestelar/culpas.htm)

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Bulimia nervosa


Em pacientes com bulimia, não é a magreza que chama a atenção. Às vezes, são mulheres de corpo escultural, que cuidam dele de forma obsessiva. Vivem em dieta. De repente, ingerem uma quantidade absurda de alimentos e depois vomitam para evitar o ganho de peso, tomam laxantes e diuréticos e fazem exercícios físicos até caírem extenuadas.
A diferença básica entre anoréticos e bulímicos é o estado de caquexia (extrema desnutrição) a que podem chegar pacientes com anorexia.
Sintomas
* Ingestão exagerada de alimentos em curtos períodos de tempo sem o aumento correspondente do peso corporal;
* Vômitos auto-induzidos por inversão dos movimentos peristálticos ou colocando o dedo na garganta;
* Uso de laxantes e diuréticos indiscriminadamente;
* Dietas severas intermediadas por repentinas perdas de controle que levam à ingestão compulsiva de alimentos;
* Distúrbios depressivos, de ansiedade, comportamento obsessivo compulsivo, auto-mutilação.
Causas
São as mesmas da anorexia. Entre elas destacam-se predisposição genética, pressão social e familiar e valorização do corpo magro como ideal máximo de beleza.
Recomendações
* Algumas profissões são consideradas de risco para a anorexia. Bailarinas, jóqueis, atletas olímpicos, precisam estar atentos para a pressão que sofrem para reduzir o peso corporal;
* A faixa etária está baixando nos casos de anorexia. A família precisa observar especialmente as meninas que disfarçam o emagrecimento usando roupas largas e soltas no corpo e se recusam a participar das refeições em casa;
* Às vezes, os familiares só se dão conta do que está acontecendo quando, por acaso, surpreendem a paciente com pouca roupa e vêem seu corpo esquelético, transformado em pele e osso. Nesse caso, é urgente procurar atendimento médico especializado;
* O ideal de beleza que a sociedade e os meios de comunicação impõem está associado à magreza absoluta. É preciso olhar para esses apelos com espírito critico e bom senso e não se deixar levar pela mensagem enganosa que possam expressar;
* Se o paciente anorético estiver correndo risco por causa da caquexia e dos distúrbios psiquiátricos deve ser internado num hospital para tratamento médico.
Tratamento
O tratamento da bulimia nervosa exige o acompanhamento de equipe multidisciplinar composta por médicos, psicólogos, nutricionistas. Medicamentos antidepressivos podem ser úteis, especialmente se ocorrerem distúrbios como depressão e ansiedade. O diagnóstico da doença nem sempre é fácil, porque os sintomas não são evidentes como os da anorexia.
Infelizmente, não se conhecem métodos eficazes para prevenir patologias como a bulimia e a anorexia. Seria necessário um empenho da sociedade na mudança de certos valores estéticos ligados ao culto do corpo e à magreza.
(http://drauziovarella.com.br)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Povoar a solidão


Permita que sua solidão seja bem aproveitada, que ela não seja inútil. Não a cultive como uma doença, e sim como uma circunstância
A sua é de que tamanho? Difícil encontrar alguém que tenha uma solidão pequena, ajustada, do tipo baby look. Geralmente, a solidão é larga, esgarçada, como uma camiseta que poderia vestir outros corpos além do nosso. E costuma ser com outros corpos que se tenta combatê-la, mas combatê-la por quê?
Se nossa solidão pudesse ser visualizada, ela seria um vasto campo abandonado, um estádio de futebol numa segunda-feira de manhã. Dói, mas tem poesia. Talvez seja por aí que devamos reavaliá-la: no reconhecimento do que há de belo na sua amplitude.
A solidão não precisa ser aniquilada, ela só precisa de um sentido. Eu não saberia dizer que outra coisa mais benéfica há para isso do que livros. Uma biblioteca com mil volumes é um exército que não combate a solidão, mas a ela se alia.
A solidão costuma ser tratada como algo deslocado da realidade, como um tumor que invade um órgão vital. Ah, se todos os tumores pudessem ser curados com amigos. Uma pessoa que não fez amigos não teve pela sua vida nenhum respeito. Nossa solidão é nossa casa e necessita abrir horários de visita, hospedar, convidar para o almoço, cozinhar com afeto, revelar-se uma solidão anfitriã, que gosta de ouvir as histórias das solidões dos outros, já que todos possuem seus descampados.
A solidão não precisa se valer apenas do monólogo. Pode aprender a dialogar e deve exercitar isso também através da arte. Há sempre uma conversa silenciosa entre o ator no palco e o sujeito no escuro da platéia, entre o pintor em seu ateliê e o visitante do museu, entre o escritor e o seu leitor desconhecido. Ah, os livros, de novo. De todos os que preenchem nossa solidão, são os livros os mais anárquicos, os mais instigantes. Leia, e seu silêncio ganhará voz.
Às vezes, tratamos nosso isolamento com certa afetação. Acendemos um cigarro na penumbra da sala, botamos um disco dilacerante e aguardamos pelas lágrimas. Já fizemos essa cena num final de domingo - tem dia mais solitário? É comum que a gente entre na fantasia de que nossa solidão daria um filme noir, mas sem esquecer que ela continuará conosco amanhã e depois de amanhã, deixando de ser charmosa e nos acompanhando até o supermercado. Suporte-a com bom humor ou com mau humor, mas não a despreze.
Permita que sua solidão seja bem aproveitada, que ela não seja inútil. Não a cultive como uma doença, e sim como uma circunstância. Em vez de tentar expulsá-la, habite-a com espiritualidade, estética, memória, inspiração, percepções. Não será menos solidão, apenas uma solidão mais povoada. Quem não sabe povoar sua solidão, também não saberá ficar sozinho em meio a uma multidão, escreveu Baudelaire.
Ah, os livros, outra vez.
(Martha Medeiros)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Mandamentos para não sofrer por amor – como não sofrer por amor!


1. Amar alguém que te corresponda: é uma regra de ouro, que elimina 95% das preocupações de uma relação. O equívoco mais comum é acreditar que a outra pessoa vai se apaixonar por você com o tempo.
2. Procurar alguém com quem tenha coisas em comum: reconheço que os opostos se atraem, mas que as possibilidades de estar juntos se esgotam devido a incompatibilidades intelectuais e emocionais. Universos muito diferentes, idéias políticas opostas, tudo conspira contra a relação. “Se as diferenças básicas são pequenas, as probabilidades de ter conflito são mínimas”, acredite.
3. Conheça, não imagine. Não projete: cada vez mais, é comum as pessoas acreditarem que conhecem o homem ou a mulher da sua vida depois de três meses de relacionamento. “O que acontece é que todos tendemos a projetar e a idealizar quando estamos apaixonados”.
4. Não se aborreça: se o preço de não ter discussões no relacionamento é aturar tardes de domingos chatíssimas diante da TV, a coisa não vai funcionar.
5. Estabeleça as regras antes do jogo: se você quer compromisso, não adianta embarcar em relacionamentos que são apenas casuais. Muita gente mente ou oculta a verdade no início da relação para impressionar o outro, o que indica um grave erro. Deve-se mostrar as expectativas desde o início de forma a não fazer com que esperem de você algo que não está disposto/a a dar.
6. Se fez com ele/a, pode fazer com você: alguém com antecedentes pouco recomendáveis sobre seus relacionamentos do passado pode ser um problema. Talvez não da mesma forma nem num primeiro momento. Se deixou outra pessoa por você, tenha em conta que poderá te deixar por outra.
7. Não sacrifique-se: nunca renuncie a algo que seja muito importante para você com o objetivo de conseguir afeto. Trabalho, amizades e família não podem ser descuidadas. Se no relacionamento vai perder parte de si mesma, de sua personalidade, daquilo que te define, não é uma relação, é um seqüestro.
8. Não tenha segredos: se alguém não te aceita como você é, é porque não te aceita. Não esconda seu passado sexual, não diga que gosta de crianças se você detesta. “Ser capaz de conseguir confiança e apoio mútuos com outra pessoa é a promessa mais clara de felicidade numa relação.”
9. Você merece ser feliz: se não é, busca, compara e encontre algo melhor: não acredite em bobagens do tipo “minha vida não tem sentido sem você”. Uma relação nunca deve ser baseada em sofrimento ou dependência.
(http://www.umamulher.com)

sábado, 6 de agosto de 2011

Depressão: O mal do século

Depressão. Essa palavra passou a fazer parte do dia a dia das mulheres e se tornou muito comum nos tempos modernos. É considerada por muitos, como o mal do século vinte e um.
Apesar de tão "popular", será que todos sabem o que é realmente a depressão? Quem sofre desse transtorno, pode não saber o que é, mas os sintomas não se esquece, mesmo com o passar do tempo e controle da doença, que faz sua vítima ver sempre o lado negativo das situações mesmo que conheça a realidade e faz com que perca totalmente o interesse pela vida.

A depressão ou transtorno depressivo é uma doença psíquica que afeta o sistema nervoso central, alterando o humor e a maneira da pessoa lidar com sentimentos diversos relativos à afetividade.

A maior parte dessas vítimas são mulheres que, diante das pressões sociais do mundo moderno, a competitividade e conciliação de vida pessoal e profissional, acabam ficando mais expostas a doenças.

Diversos fatores podem contribuir para que a depressão se desenvolva e estão ligados fatores genéticos ou hereditários, ambientais ou psicológicos.
Fatores que ajudam a desencadear a depressão

- Separações
- Traumas de infância
- Traumas provocadas por doenças graves
- Uso de drogas (dependência química)
- Entre os inúmeros sintomas alguns são mais frequentes e comuns a todos os paciente.
Os sintomas mais comuns da depressão

- Tristeza constante
- Idéias suicidas
- Insegurança
- Angustias e medos infundados
- Irritabilidade
- Cansaço
- Pressões sociais
- Sono irregular com grande sonolência durante o dia e insonia a noite
- Desinteresse total pela vida

Em casos mais graves de depressão, algumas pessoas perdem o emprego, abandonam os estudos e se excluem de seu circulo social, vivendo a margem de tudo e de todos, costumam ter manias de perseguição, achando que tudo a sua volta oferece grande perigo e que sempre é o alvo.

O tratamento da depressão consiste na combinação de antidepressivos e psicoterapia,um trabalho feito em parceria entre um psiquiatra e um psicólogo.

Os medicamentos só podem ser adquiridos com a receita médica em mãos.
(Por Graça Campos - http://www.diariofeminino.com)


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Ciúme doentio: Insegurança e baixa auto-estima – Sentimentos negativos vivenciados numa relação amorosa destrutiva

O Ciúme doentio está relacionado a um sentimento de insegurança e baixa auto-estima e faz com que a pessoa se sinta em perigo de perder a pessoa amada, sentindo-se inferior, sem atrativos, menosprezada e rejeitada, ficando a mercê de pensamentos negativos e destrutivos na relação amorosa.
Voce pode conhecer mais sobre suas características e jeitos de agir nas relações amorosas. Faça um teste de cíume, clique também em teste psicológico e teste de personalidade
O ciume muitas vezes está relacionado a uma verdadeira questão de infidelidade, mas que a pessoa mesmo traída ainda quer reconquistar o controle da situação, se desmerecendo e muitas vezes se inferiorizando em relação ao outro, de forma a aceitar condições mínimas para manter a relação.
De acordo com os autores Stratton e Hayes (1994) o sentimento de inferioridade está intimamente ligado ao autoconceito, sendo este a soma dos modos como o indivíduo vê a si mesmo. No geral, consideram que o autoconceito tem duas principais funções: a primeira parte, descritiva, é conhecida como auto-imagem, ou seja, uma imagem interna que o indivíduo tem de si mesmo, um tipo de descrição interna sendo construída através da interação com o meio ambiente e do feedback fornecido por outra pessoa; e a segunda parte, avaliativa, conhecida como auto-estima, sendo esta a avaliação pessoal que o indivíduo faz de si mesmo, o senso de seu próprio valor ou competência.
John Powell (2003), afirma que a auto-imagem está na raiz da maior parte da conduta humana. O mais difícil de aceitar é que a auto-imagem seja o produto daquilo que outras pessoas nos disseram que somos, tenham elas dito coisas certas ou não. Se houver uma auto-imagem negativa esta pessoa tenderá a perceber-se como má ou inadequada, tentando viver esta inadequação sob o véu do anonimato, não alcançando as condições básicas que todo ser humano precisa para estar plenamente vivo aceitando a si mesmo como realmente é.
Ainda de acordo com o autor citado, muitos dos que têm uma auto-imagem negativa ou sentimento de inferioridade tendem a enganar a si mesmos, acreditando que ninguém seja digno de confiança, sendo muito comum que estas alegações sejam desculpas, que encobrem o medo de serem rejeitados.
(http://www.psicologiananet.com.br)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Porque as pessoas entram na sua vida

Pessoas entram na sua vida por uma “Razão”, uma “Estação” ou uma “Vida Inteira”.
Quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por cada pessoa.
Quando alguém está em sua vida por uma “Razão”… é, geralmente, para suprir uma necessidade que você demonstrou. Elas vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, te fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente. Elas poderão parecer como uma dádiva de Deus, e são! Elas estão lá pela razão que você precisa que eles estejam lá. Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte, ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim. Ás vezes, essas pessoas morrem. Ás vezes, eles simplesmente se vão. Ás vezes, eles agem e te forçam a tomar uma posição. O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e o trabalho delas, feito. As suas orações foram atendidas. E agora é tempo de ir.
Quando pessoas entram em nossas vidas por uma “Estação”, é porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender. Elas trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir. Elas poderão ensiná-lo algo que você nunca fez. Elas, geralmente, te dão uma quantidade enorme de prazer… Acredite! É real! Mas somente por uma “Estação”.
(Martha Medeiros)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Ela morreu de amor

Como Amy Winehouse traduziu a alma feminina em suas canções e suas loucuras.




Amy Winehouse era uma garota aterrorizada pela solidão. Seus trejeitos trôpegos e atitudes agressivas escondiam a urgência sanguínea em ser amada. Profundamente. Desejava, mais do que tudo, alguém que a protegesse. Frágil, dependia dos olhos do outro para enxergar-se. De maneira exacerbada, Amy é a representação da alma feminina: existir só tem sentido se houver amor.

Para mulheres presas nos movediços bastiões do romantismo, como ela, amar é conviver com uma dor aguda e contínua. A impossibilidade de partilhar a sensação de ter o peito esmagado num desespero negro. Não há cura: por mais que bebam, cheirem ou se dopem, jamais encontrarão o inexistente remédio para a angústia de existir.

A cantora buscava no amor a sensação fugaz de ser salva, divina e suavemente resgatada do oceano de tristezas vindouras, protegida da falta de sentido. Sua relação com Blake Fielder-Civil, seu ex-marido, foi uma partilha de sombras e desgraças que criou um elo inquebrável — como mulheres que apanham do marido e continuam ao seu lado, defendendo-os ferozmente. Amy parecia ter certeza de viver algo tão especial a ponto de não ser compreendido por mais ninguém. Mesmo a relação virando um tsunami de autodestruição (Blake assume a responsabilidade em iniciá-la nas drogas pesadas), ela parecia feliz por ter encontrado seu homem.

Depois de inúmeras brigas, idas e vindas, com Blake na cadeia, condenado por roubo, Amy se deparou com a sombra que, como cão sem dono, nunca saiu de perto: mesmo com outros em sua cama, fãs em sua janela e garrafas pelo chão, a solidão era sua única companhia real. Sempre seria. E isso a dilacerou.

As almas mais delicadas não calejam com as dores. Ao contrário, tornam-se mais finas – um espinho enfiado no pé que, a cada passo dado, entra mais fundo. A impossibilidade de viver um amor é sempre mais intensa que vivê-lo de fato.

Amy usou o recurso mais antigo do mundo para evitar enxergar que ninguém apaziguaria sua alma: sedou-se. Ódio, sexo, sarcasmo, suicídio cotidiano travestido de diversão, tudo faz parte do coquetel de anestesia temporária. Nesse caminho que liga o desejo de transcender com o desânimo de tentar, alguns se arruínam, alguns arruínam aos outros.

Os mais sensíveis, sucumbem. Por que amar demais, mata.
 

 (Por Ailin Aleixo - http://revistaalfa.abril.com.br)

"Qual é a parte da tua estrada no meu caminho"

O maravilhoso Zeca Baleiro na composição Quase Nada, em parceria com Alice Ruiz, faz uma reflexão interessantíssima sobre o papel do outro, enquanto parceiro amoroso em sua vida - "De você sei quase nada. Pra onde vai ou porque veio. Nem mesmo sei qual é a parte da tua estrada no meu caminho". A gente conhece as pessoas por acaso, mas é preciso que elas sejam parceiras em nossos desejos, que estejam em sintonia com nossos sonhos, que haja afinidades entre nós para que elas permaneçam em nossas vidas amorosamente, se tornando uma referência de amor, amizade, solidariedade e aconchego.
O ideal é que fossemos nos deixando conhecer e conhecendo o os outros sem muita urgência, que aos poucos fossemos abrindo as janelas da nossa vida para a outra pessoa ver nossa intimidade. Portas escancaradas então, só com a segurança de se sentir protegida e confiante por saber um pouco mais do outro com quem estamos nos relacionando. Hoje tudo costuma acontecer de uma forma muito rápida, e eu não estou falando apenas de sexo. Parece que a exigência social para que você tenha alguém em sua vida transformou-se em requisito fundamental para você se sentir interessante e valorizada e, talvez, essa necessidade seja tamanha ao ponto de as pessoas se tornarem mais carentes, menos seletivas e se envolvam muito rapidamente.

Não nascemos apenas para nós mesmos

A convivência é que nos mostra quem é o outro, determina o tempo em que estaremos envolvidos e a força desse vínculo - "Será um atalho, ou um desvio. Um passo em falso. Um prato fundo pra toda fome que há no mundo". O tempo não precisa ser, e muitas vezes não o é, tão somente um espaço cronológico; a intensidade com que as coisas acontecem entre duas pessoas podem subverter a lei do tempo, aproximar as pessoas e determinar se vai haver um investimento afetivo num relacionamento a dois, de uma forma mais presente e duradoura. Tem gente que só veio dá um passeio em nossa vida e nos reforçar a crença do que nós não queremos viver; as pessoas que permanecem, muito provavelmente, são as que nos preenche de encantamento e alegria.
Nas escolhas afetivas de nossa vida revelamos o que julgamos merecer. Às vezes é preciso lembrar que a vida é breve para que a gente não se dispunha a aceitar muito pouco dele achar que mais lá na frente, meio que por encanto, as coisas possam mudar. Não faz bem para ninguém se perceber dividindo uma vida com uma pessoa que até já podia ter sido muito presente, mas que hoje se mostra tão distante que até parece que você nem existe. Nunca, em nenhum momento ou circunstância, abra mão da felicidade e desista do amor como vínculo de mão dupla: o dar e receber. Quem não lhe ama não merece ser amado por você.

O amor que chega para ficar...

Amar é perceber o afeto trafegar pela alma e não apenas sentir um tesão absurdo por alguém. É claro que é maravilhoso passar uma "noite alta que revele um passeio pela pele", mas isso não é tudo. Para se viver o amor é preciso estar disposto a perceber e aceitar o outro como de fato ele é, valorizar as afinidades, realizar desejos e respeitar as diferenças.
Na paixão você vive uma idealização, o outro é tudo que você sempre quis; no amor você precisa sair da idealização e viver a realidade e para que isso ocorra pe necessário se dispor a conhecer o outro, saber dos seus desejos, entender seus valores e crenças, aceitar suas dificuldades, reconhecer seus erros e ter a clareza de que não é tarefa dele lhe completar e nem atender a todas as suas expectativas. E como as coisas na vida não ocorrem exatamente no momento em que a gente quer, às vezes, sem que você esteja esperando pode acontecer "aquele amor que chega sem dar aviso. Não é preciso saber mais nada".
(Por Zildinha Sequeira - Revista Troppo de O Liberal)
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