Amar Demais... Um Erro!

Amar Demais... Um Erro!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Diário de uma MADA em recuperação


Às vezes é tão difícil esquecer, deixar passar, sem olhar pra trás, e tentar se desprender de toda uma fantasia existente na sua cabeça, de que tudo ia dar certo.

Estou passando por isso agora, eu acreditei tanto numa relação e idealizei um homem perfeito pra mim, pena que eu não fui e não sou perfeita para ele. Até porque no fundo ele não tem nada haver comigo, nem é o que eu queria mesmo. Foi só mais um personagem da minha história de busca incessante por um parceiro ideal, aquele que vai me amar incondicionalmente, vai me cuidar, por no colo, que irá retribuir todo esse amor que dou demais.

É muito complicado entender tudo isso que se passa comigo e com muitas outras mulheres na mesma situação, a maioria diz: “Desiste desse cara logo, parte pra outra ele não te merece!”

Queria que fosse fácil assim, eu consigo ter consciência de que esse amor, na realidade nem é amor é obsessão, porque amor mesmo, como diria Renato Russo: “Se o amor é verdadeiro, não existe sofrimento...”  

É uma obsessão que dói demais em não poder controlar, e ter a pessoa (objeto de obsessão) da maneira que ser quer, plenamente. Daí nos dedicamos demais, fazemos demais pela pessoa, para obter reconhecimento, ser boa o suficiente e vivemos como se o mundo só tivesse sentindo se aquela pessoa estive por perto.

Sou uma MADA em recuperação, e percebo que continuo mesmo depois de muito aprendizado sendo dependente de pessoas. Ai, eu me pergunto “Meu Deus eu sou doente? Eu tenho cura?”

Viver no mesmo ciclo só mudando o personagem, é muito torturante, mas não é uma escolha minha, é algo lá no passado que me faz ter essa busca incessante. Algo que ainda estou trabalhando. E espero o mais breve possível concertar, e poder viver feliz só comigo mesmo, e aproveitar a vida sem esperar muito das pessoas que me cercam.

Só Por Hoje.



Andreza.

sábado, 29 de outubro de 2011

O que quer uma mulher


Um bebê nasce. O médico anuncia: é uma menina! A mãe da criança, então, se põe a sonhar com o dia em que a sua princesinha terá um namorado de olhos verdes e casará com ele, vivendo feliz para sempre. A garotinha ainda nem mamou e já está condenada a dilacerar corações. Laçarotes, babados, contos de fadas: toda mulher carrega a síndrome de Walt Disney.

Até as mais modernas e cosmopolitas têm o sonho secreto de encontrar um príncipe encantado. Como não existe um Antonio Banderas para todas, nos conformamos com analistas de sistemas, gerentes de marketing, engenheiros mecânicos. Ou mecânicos de oficina mesmo, a situação não anda fácil.

Serão eles desprezíveis? Que nada. São gentis, nos ajudam com as crianças dão um duro danado no trabalho e têm o maior prazer em nos levar para jantar. São príncipes à sua maneira, e nós, cinderelas improvisadas, dizemos sim! sim! sim! diante do altar. Mas, lá no fundo, a carência existencial herdada no berço jamais será preenchida. Queremos ser resgatadas da torre do castelo. Queremos que o nosso pretendente enfrente dragões, bruxas, lobos selvagens. Queremos que ele sofra, que vare a noite atrás de nós, que faça tudo o que o José Mayer, o Marcelo Novaes e o Rodrigo Santoro fazem nas novelas. Queremos ouvir "eu te amo" só no último capítulo, de preferência num saguão de aeroporto, quando ele chegará a tempo de nos impedir de embarcar. O amor da vida real, no entanto, é bem menos arrebatador. "Eu te amo" virou uma frase tão romântica quanto "me passa o açúcar". Entre casais, é mais fácil ouvir "te amo" ao encerrar uma ligação telefônica do que ao vivo e a cores. E fazem isso depois de terem se xingado por meia-hora. "Você vai chegar tarde de novo? Tenha a santa paciência, o que é que você tanto faz nesse escritório? Ontem foi a mesma coisa, que inferno! Eu é que não vou preparar o jantar pra você às dez da noite, te vira. “Tchau, também te amo.” E batem o telefone, possessos. Sim, sabemos que a vida real não combina com cenas hollywoodianas. Sabemos que há apenas meia dúzia de castelos no mundo, quase todos abertos à visitação de turistas. Sabemos que os príncipes, hoje, andam meio carecas, usam óculos e cultivam uma barriguinha de chope. Não são heróicos nem usam capa e espada, mas ao menos são de carne e osso, e a maioria tentaria nos resgatar de um prédio em chamas, caso a escada magirus alcançasse o nosso andar. Não é nada, não é nada, mas já é alguma coisa.

Dificilmente um homem consegue corresponder à expectativa de uma mulher, mas vê-los tentar é comovente. Alguns mandam flores, reservam quarto em hoteizinhos secretos surpreendem com presentes, passagens aéreas, convites inusitados. São inteligentes, charmosos, ousados, corajosos, batalhadores. Disputam nosso amor como se estivessem numa guerra, e pra quê? Tudo o que recebem em troca é uma mulher que não pára de olhar pela janela, suspirando por algo que nem ela sabe direito o que é. Perdoem esse nosso desvio cultural, rapazes. Nenhuma mulher se sente amada o suficiente.

(Por Martha Medeiros)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Como lidar com a frustração no relacionamento

O amor humano ainda é imperfeito , porque as pessoas são imperfeitas. Cada um ama a seu jeito. Conviver a dois pode ser mais fácil se você for bem realista e objetivo. Sim, isso mesmo. Use menos a imaginação e o coração. Só use o coração na dose certa. Só trabalhe com seus sentimentos para tonificar seu amor.
O excesso de amor pode prejudicar a relação. Excesso de amor doentio. Ele contamina o relacionamento, porque o amor doentio vem cheio de imaginação, falsas expectativas, muito ciúme e frustração. O amor doentio se excede em cobranças inúteis. A cobrança raramente melhora um relacionamento amoroso. Ela é um sintoma de que a relação está frágil.
Quem precisa ser cobrado para manifestar amor, porque a espontaneidade está passando longe. A autenticidade também.
A frustração num relacionamento amoroso pode ser inevitável, mas não desgastante, se souber lidar com ela. Você fica decepcionado quando colhe laranjas de uma laranjeira? Não, porque sabe que uma laranjeira só dá laranja.
Por que se frustra tanto quando espera algo do relacionamento e não vem? Será que a pessoa amada não respeitou as regras? No livro " Desperte o Gigante Interior" de Anthony Robbins ele fala a respeito:
Se você não conhece os valores e regras da pessoa com quem partilha um relacionamento , deve se preparar para a dor. Quando as pessoas convivem com intimidade, é inevitável o confronto de regras.
Quando as regras do relacionamento são violadas o confronto com a frustração é inevitável. Agora, se você conhece como o outro funciona em termos de sentimento, sabe o que esperar do relacionamento. Mesmo assim, são esperados momentos de frustração e até decepção. Faz parte do amor imperfeito.
O que fazer? Comunicar sentimentos de desagrado e frustração para que não se transformem em ressentimento. A mágoa pode crescer e você se sentirá afastada da outra pessoa. O relacionamento perderá em intimidade e confiança.
Falsas expectativas também podem comprometer seu relacionamento amoroso. Se a pessoa amada lhe comunica que vai se separar da esposa para ficar com você e não o faz , a frustração é iminente. Ele está descumprindo regras. Não lida com os valores da sinceridade. Seria mais fácil se fosse mais sincero dizendo a verdade: "Não posso ir mais longe no relacionamento. Não quero ou não posso me separar."
Se a verdade for comunicada e , mesmo assim, você ficar magoada é porque está criando falsas expectativas. Mais cedo ou mais tarde, ficará ressentida. O problema nesse contexto é imaginação demais. Fantasias demais. Sonhar com o desfecho de um relacionamento pode ser natural desde que não permita que a fantasia seja maior do que a realidade.
O relacionamento amoroso é cheio de nuances e pequenos detalhes que podem fortificar ou prejudicar a intimidade. Uma palavra mais áspera, uma promessa não cumprida geram frustração. Isso é próprio das criaturas humanas. Falhas. Erros.
Fortalecer o diálogo e comunicar sentimentos são providências que devem ser tomadas para um relacionamento duradouro.
Se a sua namorada viajou e prometeu dar notícias criou uma regra. Se ela não o faz, descumpriu um trato. Se você deixar passar batido, a frustração poderá se transformar em mágoa e até vingança. Mais tarde, poderá criar situações iguais as que ela criou quando não cumpriu a regra.
Se o seu esposo costuma esquecer as datas de aniversário e nunca foi romântico esperar uma declaração amorosa poderá ser frustrante. O que fazer? Melhor comunicar o que deseja do que ficar emburrada ou magoada. Esperar que ele mude só porque você deseja demonstra um comportamento infantil.
Os laços de um relacionamento duradouro tem que ser fortificados no dia a dia. Um dia de cada vez. Não conte com o futuro. O futuro a dois será traçado a partir do momento presente.
Contabilize o saldo do seu relacionamento amoroso. Está lhe deixando tranquilo e satisfeito a maior parte do tempo? Estão conseguindo lidar bem com os defeitos de cada um?
"Lembre-se que uma pessoa se apaixona por outra por causa de suas qualidades e depois, com a convivência, aprende a aceitar os seus defeitos."
Seja feliz!
(http://www.relaxmental.com.br)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

As boazinhas que me perdoem

Qual é o elogio que toda mulher adora receber? Bom, se você está com tempo, pode-se listar aqui uns 700: mulher adora que verbalizem seus atributos sejam eles físicos ou morais. Diga que ela é uma mulher inteligente e ela irá com a sua cara. Diga que ela tem um ótimo caráter,
além de um corpo que é uma provocação, e ela decorará o seu número. Fale do seu olhar, da sua pele, do seu sorriso, da sua presença de espírito, da sua aura de mistério, de como ela tem classe: ela achará você muito observador e lhe dará uma cópia da chave de casa. Mas não pense que o jogo está ganho: manter-se no cargo vai depender da sua perspicácia para
encontrar novas qualidades nessa mulher poderosa, absoluta. Diga que ela cozinha melhor que a sua mãe, que ela tem uma voz que faz você pensar obscenidades, que ela é um avião no mundo dos negócios. Fale sobre sua competência, seu senso de oportunidade, seu bom gosto musical. Agora, quer ver o mundo cair? Diga que ela é muito boazinha.
Descreva aí uma mulher boazinha. Voz fina, roupas pastéis, calçados rentes ao chão. Aceita encomendas de doces, contribui para a igreja, cuida dos sobrinhos nos finais de semana. Disponível, serena, previsível, nunca foi vista negando um favor. Nunca teve um chilique. Nunca colocou os pés num show de rock. É queridinha. Pequeninha. Educadinha. Enfim,
uma mulher boazinha.
Fomos boazinhas por séculos. Engolíamos tudo e fingíamos não ver nada, ceguinhas. Vivíamos no nosso mundinho, rodeadas de panelinhas e nenezinhos. A vida feminina era esse frege: bordados, paredes brancas, crucifixo em cima da cama, tudo certinho. Passamos um tempão assim, comportadinhas, enquanto íamos alimentando um desejo incontrolável de
virar a mesa. Quietinhas, mas inquietas.
Até que chegou o dia em que deixamos de ser as coitadinhas. Ninguém mais fala em namoradinhas do Brasil: somos atrizes, estrelas, profissionais.
Adolescentes não são mais brotinhos: são garotas da geração teen. Ser chamada de patricinha é ofensa mortal. Pitchulinha é coisa de retardada.
Quem gosta de diminutivos, definha.
Ser boazinha não tem nada a ver com ser generosa. Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo. As boazinhas não têm defeitos. Não têm atitude.
Conforma-se com a coadjuvância. Ph neutro. Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das intenções, é o pior dos desaforos.
Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras, persistentes, ciumentas, apressadas, é isso que somos hoje. Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos. As inhas não moram mais aqui. Foram para o espaço, sozinhas.
(Por Martha Medeiros)

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O Medo do medo

Medo de ir, medo de sair, medo de uma consulta, medo de sofrer, medo de se envolver e sofrer, medo de preconceito, medo de fracassar, medo de não ser aceito, etc..etc… Não são os medos previsíveis, reais e sim os medos possíveis que nos fazem perder a noção da realidade, que nos paralisam, que dificultam nossa vida e nossas decisões.
O medo da vida com suas inseguranças, automaticamente nos leva a recuar diante do viver intensamente ou do desfrutar as ocasiões e as oportunidades. É certo que diante de tantos acontecimentos brutais, a insegurança é a tônica em nosso dia a dia. O lazer tornou-se moderado e restrito à determinados lugares o horários. É sábio o cuidado e a ponderação na escolha das saídas e igualmente necessário. Esses são os medos reais. Mas e aqueles que provocam uma ruptura em nosso viver?
Como são mencionados acima, é frequente ouvir: “Não quero me envolver, porque tenho medo de sofrer.” “Não quero fazer determinado exame, porque não quero saber o que eu tenho.” “Não posso ir lá, porque tenho medo que tal e tal possa me suceder.”
Esse é o medo castrador que ultrapassa o bom senso e vai além daquilo que é saudável para nossa vida.
Há limites nesse medo.
Precisamos da sagacidade para distinguir esses dois tipos de medo, onde o primeiro nos coloca em vigilância e prudência de comportamento e o outro nos tira “vida”, nos tira perspectiva, nos enclausura, nos aprisiona, nos coloca ilusoriamente protegidos, mas ao mesmo tempo infelizes por não nos permitir participar ativamente de algo que nos faz bem.
O medo das pessoas é muito frequente; medo de ser julgado e mal interpretado e por isso omitimos nossas opinões; não queremos ser vistos, observados, evitando assim um comentário sobre nossa aparência, etc… Isso tudo nos coloca num conflito, pois o ser humano precisa do contato humano, precisa da porção lazer, precisa da amizade e mais que tudo, precisa sim, ser confrontado com as ousadias do desconhecido para crescer e amadurecer.
Geralmente o – deixar de ir implica na visão somente de um lado; o negativo. E quem disse que o contrário não pode acontecer? E por que não perceber por exemplo que um exame pode nos levar à descoberta de que nada de negativo nos está acontecendo?
É um exercício de desafios e de fé. Um desafio que nos coloca em posição de alerta sim, mas nos empurra a desfrutar da porção boa e gratificante que é viver dos poucos momentos que nos deparamos.
Desafio de perspectiva, desafio de quebra de paradigmas, desafio de abandono naquele que é nossa Rocha.
(http://artigosdepsicologia.wordpress.com)

domingo, 23 de outubro de 2011

O Ritmo Alucinante do Cotidiano

"Não há paciência para uma paisagem, para um deslumbramento, para um
silêncio. Ao menos não aqui, nos trilhos urbanos, onde todos assistem à vida passar como se estivessem na janela de um Trem (...) Empurrados por
este ritmo alucinante do cotidiano, fazemos uma leitura dinamica dos fatos (...). Fatos pessoais, diários, que merecenam uma espiada menos veroz (..) A vida não vem com air-bag: uma freada agora, a esta velocidade, seria fatal. Em frente, então. Mas que cada um saiba criar sua área privativa de descanso: um livro no final da noite, um fim de semana na praia, uma caminhada pela manhã, uma meditacao básica. Refúgios que permitam continuar seguindo a viagem sem perder a melhor parte, que é nossa reflexão sobre o que acontece lá fora, já que não dá para saltar deste trem-bala."

(Trecho da crônica "Trem-bala" - Martha Medeiros)

Solidão

Nunca tivemos tanta facilidade de comunicação e ao mesmo tempo tanto isolamento como temos hoje. Se a internet nos permite uma rápida ligação com as pessoas e nos favorece tanto a amplitude nos contatos, por que será que as pessoas se sentem cada vez mais isoladas?
As salas de “bate papo” na internet são exatamente um atrativo para as pessoas solitárias, sempre em busca de alguém com quem se possa gastar tempo, sem comprometer a privacidade de cada um.
Por que esse tipo de contato é tão procurado? É uma maneira de envolver-se parcialmente, de esconder-se.
É uma alternativa de um contato sem compromisso, uma falsa aproximação, onde faço apenas um contato superficial, sem envolvimento real.
São vários os fatores que parecem empurrar uma pessoa em direção aos relacionamentos “internéticos”, indicando que talvez esse comportamento não seja uma escolha, mas sim uma imposição.
Um dos fatores é o medo. O contato direto tornou-se perigoso. Quem é a pessoa que se aproxima e com que intenção? Como disse uma senhora de alta posição social e financeira: “Não tenho amigos porque sei que as pessoas se aproximam por interesse. Em algum momento sei que vão pedir alguma coisa. Já vi isso inúmeras vezes e sempre pode acontecer de novo.
Um segundo fator é a competição nos vários setores.
O outro é aquele que compete comigo no trabalho, no curso, na própria família, no sexo. O outro, ou outra pode chamar mais a atenção do que eu. Assim, é preciso manter a distância e a privacidade.
O afastamento um dos outros, na verdade foi um processo bem lento. Nas cidades do interior, por exemplo, antes da TV, as pessoas levavam as cadeiras para as calçadas à noite, e ali ficavam conversando com os que passavam. Com o surgimento da TV, as pessoas começaram a se recolher, absortas com as programações, e automaticamente mergulhando nesse afastamento sem perceberem.
Outro ponto é decorrente também da competição que se estabeleceu: a necessidade da informação. Essa necessidade “encurtou” nosso tempo, pois minha competência ancora-se no meu preparo, no meu saber. Esse preparo é passado aos filhos, que também correm atrás do tempo.
Portanto, corremos com eles e por eles.
A falta de tempo hospedou-se na vida de cada um de tal forma que a convivência tornou-se raridade e o isolamento estabeleceu-se de uma forma inflexível e até irreversível.
Sem perceber, o ser humano adoeceu no isolamento, mas nem por isso mudou internamente. Continua carente de convívio e de relacionamentos profundos.
Ter amigos e conviver profundamente é receita terapêutica para nossa saúde emocional.
Você ainda acha que a solidão é uma escolha?
(http://artigosdepsicologia.wordpress.com)

sábado, 22 de outubro de 2011

Para não sentir dor!

Para não sofrer eu vou me drogar de outros, eu vou me entupir de elogios, eu vou cheirar outras intenções. Vou encher minha cara de máscaras para não ser meu lado romântico que tanto precisa de um espaço para existir ridiculamente.
Não vou permitir ser ridícula, nem uma lágrima sequer, nem um segundo de olhar perdido no horizonte, nem uma nota triste no meu ouvido. Eu sei o quanto vai ser cansativo correr da dor, o quanto vai ser falso ignorar ela sentada no meu peito. Mas vou correr até minha última esquina. Vou burlar cada desesperada súplica do meu coração para que eu pare e sofra um pouquinho, um pouquinho que seja para passar.
Suor frio da corrida, sempre com sorriso duro no rosto e o medo de não ser nada daquilo que você me fez sentir que eu era. Muita maquiagem para esconder os buracos de solidão. Muita roupa bonita para esconder a falta de leveza e de certeza do meu caminho.
E por que vendo tanto meu corpo e tão pouco minha alma? Porque quero ver você comprando o que realmente quer e não enganando querer para levar a promoção.
Cansei das promessas de compra e das devoluções gastas do meu corpo. Cansei de expor minha alma se no fim tudo acaba mesmo. Então tá aqui ó: peitinhos, coxas, barriga e o buraco que você tanto quer.
Leve de uma vez e me engane por alguns dias. Você é igual a todos os outros e todos os outros são: lixo. O amor não existe, e, se existe, não dura pra sempre. E, se não dura pra sempre, não é amor. E nada dura pra sempre. E então o amor não existe.
Estou amarga com simplicidade, e isso é relaxante já que vivo cheia de complicações. A amargura é muito mais simples que a esperança. Estou triste do tamanho do buraco sem vida que você deixou em mim, uma concavidade sonhadora que ainda pulsa um desejo que ao mesmo tempo enoja.
Ainda sinto você aqui dentro e toda a energia boa de vida que esta lembrança poderia gerar em mim, mas essa energia sem escape, sem válvula, sem história, essa energia inocentemente transformada em ódio, só carrega ondas que me corroem por dentro.
Mas para não sentir dor eu vou jurar ao último ouvido do meu universo o quanto você é descartável. O quanto sua molecagem não permitiu nenhuma admiração de minha parte.
Para não sofrer não vou permitir minha cabeça no travesseiro antes do cansaço profundo e sem cérebro. Não vou permitir admirar coisas da natureza porque talvez eu me lembre de você ao ver algo bonito.
Não vou permitir silêncios porque é aí que o meu fundo transborda e a tristeza pode me tomar sem saída. Eu vou continuar deixando a minha cabeça me martelar porque toda essa confusão é ainda menos assustadora do que a calmaria da verdade.
A verdade é a frieza do mundo, é a podridão dos desejos, são as mentiras que a gente inventa para os outros e acaba acreditando. A verdade é que mais cedo ou mais tarde você será traído, porque todo mundo tem medo de viver a entrega. A verdade é que ninguém se entrega porque ninguém se tem. A verdade é que não estamos aqui, estamos em algum lugar seguro vivendo nossas vidas medíocres. A verdade é que todo esse perfume é vergonha de nossa essência, todas essas marcas são vergonha do nosso corpo, todo esse charme despretensioso é vergonha de nossas fraquezas. A verdade é que nada é inteiro porque até o inteiro para ser todo precisa ter seu lado vazio. A verdade é que não dá para fugir da dor, e eu continuo correndo, correndo, correndo e não saindo do mesmo lugar.
(Por Tati Bernardi)


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Crônica : A bela e o burro!

Ontem depois que você foi embora confesso que fiquei triste como sempre.
Mas, pela primeira vez, triste por você. Fico me perguntando que outra mulher ouviria os maiores absurdos como eu, e, ainda assim, não deixaria de olhar pra você e ver um homem maravilhoso.
Que outra mulher te veria além da sua casca? Você não entende que está perdendo o paladar para o que a vida tem de verdadeiro e bom. É tanta comida estragada, plastificada e sem sal, que você está perdendo o paladar para mulheres como eu. E você não sabe como vale a pena gostar de alguém e acordar ao lado dessa pessoa, ouvindo ela respirar quietinha enquanto dorme, linda. E quando você dorme quietinho assim, eu sei que, apesar de eu não abalar sua vida em nada, você precisa de mim.
Você não sabe como isso é infinitamente melhor do que acordar com essa ressaca de coisas erradas e vazias. Ou sozinho e desesperado pra que algum amigo reafirme que o seu dia valerá a pena. Ou com alguma garotinha boba que vai namorar sua casca. A casca que você também odeia e usa justamente para testar as pessoas "quem gostar de mim não serve pra mim".
E eu tenho vontade de segurar seu rosto e ordenar que você seja esperto e jamais me perca e seja feliz. E entenda que temos tudo o que duas pessoas precisam para ser feliz. A gente dá muitas risadas juntos. A gente admira o outro desde o dedinho do pé até onde cada um chegou sozinho. A gente acha que o mundo está maluco e sonha com sonos jamais despertados antes do meio-dia. A gente tem certeza de que nenhum perfume do mundo é melhor do que a nuca do outro no final do dia. A gente se reconheceu de longa data quando se viu pela primeira vez na vida.
E você me olha com essa carinha banal de "me espera só mais um pouquinho". Querendo me congelar enquanto você confere pela centésima vez se não tem mesmo nenhuma mulher melhor do que eu. E sempre volta. Volta porque pode até ter uma coxa mais dura. Pode até ter uma conta bancária mais recheada. Pode até ter alguma descolada que te deixe instigado. Mas não tem nenhuma melhor do que eu. Não tem.
Porque, quando você está com medo da vida, é na minha mania de rir de tudo que você encontra forças. E, quando você está rindo de tudo, é na minha neurose que encontra um pouco de chão. E, quando precisa se sentir especial e amado, é pra mim que você liga. E, quando está longe de casa gosta de ouvir minha voz pra se sentir perto de você. E, quando pensa em alguém em algum momento de solidão, seja para chorar ou para ter algum pensamento mais safado, é em mim que você pensa. Eu sei de tudo. E eu passei os últimos anos escrevendo sobre como você era especial e como eu te amava e isso e aquilo. Mas chega disso.
Caiu finalmente a minha ficha do quanto você é, tão e somente, um cara burro. E do quanto você jamais vai encontrar uma mulher que nem eu nesses lugares deprê em que procura. E do quanto a sua felicidade sem mim deve ser pouca pra você viver reafirmando o quanto é feliz sem mim e principalmente viver reafirmando isso pra mim. Sabe o quê? Eu vou para a cama todo dia com 5 livros e uma saudade imensa de você. Ao invés de estar por aí caçando qualquer mala na rua pra te esquecer ou para me esquecer. Porque eu me banco sozinha e eu me banco com um coração. E não me sinto fraca ou boba ou perdendo meu tempo por causa disso. E eu malho todo dia igual a essas suas amiguinhas de quem você tanto gosta, mas tenho algo que certamente você não encontra nelas: assunto.
Bastante assunto. Eu não faço desfile de moda todos os segundos do meu dia porque me acho bonita sem precisar de chapinha, salto alto e peito de pomba.
Eu tenho pena das mulheres que correm o tempo todo atrás de se tornarem a melhor fruta de uma feira. Pra depois serem apalpadas e terem seus bagaços cuspidos. Também sou convidada para essas festinhas com gente "wanna be" que você adora. Mas eu já sou alguém e não preciso mais querer ser. E eu, finalmente, deixei de ter pena de mim por estar sem você e passei a ter pena de você por estar sem mim. Coitado.
(Por Tati Bernardi)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Masoquismo

O que será que leva uma pessoa aparentemente estável em suas relações, em sua vida profissional, econômica, etc… alimentar pensamentos ou atitudes que a deixam infeliz?
Parecer infeliz aos olhos dos outros muitas vezes traz seu ganho, colocando-a em destaque…
Sentir-se prejudicada e ao mesmo tempo persistir numa situação que traz infortúnio é difícil de entender.
Há mulheres que mantêm relacionamentos complicados, mas não se dão conta que poderiam ter algo melhor. São mulheres que investem demasiadamente na relação e recebem muito pouco, mas continuam com ela mantendo o seguinte pensamento: “Não existe coisa melhor. Isso foi o que consegui. É o que eu mereço. Sou uma heroína, pois ele está comigo até hoje…”
Algumas delas vêm de um lar onde o pai era alcoólatra e quando adultas por “coincidência” encontram parceiros alcoólatras, e passam a viver de modo repetitivo a função de mártir, e ajudadora, sofrendo continuamente. O exemplo mais clássico é o da mulher que sofre agressão física, mas persiste na relação.
São mulheres com autoestima avariada e ao mesmo tempo convictas de seu papel de guerreiras. Curiosamente são abandonadas, encontram outro parceiro com as mesmas características e repetem esse comportamento.
Os pensamentos: “Não encontro nada melhor”, “Não existe nada melhor”, “Não adianta tentar sair disso”, ou então, “Não vou conseguir outro emprego”, são pensamentos autodestruidores, porque não permitem que a pessoa se concentre em focos otimistas, reais e mais vantajosos. Eles impedem o crescimento interno, emocional, pessoal e profissional. É uma estagnação imperceptível que mantém a pessoa prisioneira de si mesma.
Desbravar algo diferente, arriscar-se, apostar em si mesmo, é algo muito obscuro, pois a busca do sofrimento é contínua. Afinal, é somente dessa maneira que a pessoa sabe gerenciar sua vida.
O mais difícil é o convencimento de que essa busca é danosa, doentia e desequilibrada, necessitando tratamento e cura.
(http://artigosdepsicologia.wordpress.com)

Tirinha

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Seu(sua) parceiro(a) está diferente?

No início conhecemos uma pessoa. Essa pessoa é cheia de vida, brilhante, alegre, bem humorada, e quando percebemos já estamos apaixonadas(os). Porém, com o tempo, passa a ficar de mau humor com freqüência, está sempre reclamando e parece que a vida é um peso.
Ficamos sempre muito chateadas(os) quando percebemos que nosso(a) parceiro(a) mudou, que não é mais o(a) mesmo(a) do início do relacionamento. Alguma coisa aconteceu para que ele(a) olhasse a vida de outra forma. O importante nesse momento é entender o que está acontecendo, para então definir se esta mudança pode levar ao fim do relacionamento.
Muitos são os fatores que podem afetar uma pessoa, como por exemplo o envelhecimento/amadurecimento, que pode provocar mudanças de pontos de vista e julgamentos, a chegada de um filho, além é claro de fatores como estresse causado por problemas no emprego e desestabilidade financeira. Por fim, e infelizmente, seu(sua) parceiro(a) pode mudar, pois não quer mais o relacionamento, mas não sabe como terminar. Por isso, antes de sofrer e imaginar o pior, é importante identificar a razão da mudança. 
Algumas vezes julgamos errado quem realmente está mudando no relacionamento. Por isso, é muito importante saber: você tem certeza que seu(sua) parceiro(a) é quem está mudando? Ou será que você está diferente por diversas razões e acaba vendo ele(a) de outra forma? Saber a resposta para essas perguntas é a chave para entender o que está acontecendo.
Definiu que o problema é realmente com seu(sua) parceiro(a), então está na hora de entender o que está acontecendo, afinal dependendo do motivo você será afetada(o) diretamente. Algumas etapas são importantes nesse momento:
Não comece uma briga: faz tempo que você imagina o que pode estar acontecendo e na hora da conversa a emoção fala mais alto. Com isso você perde toda a razão. Portanto, tenha certeza que está bem emocionalmente para essa conversa. Prepare o que vai falar e o que quer descobrir. Tente lembrar algum fato que tenha marcado essa mudança, exemplos são muito importantes para ajudar seu(sua) parceiro(a) a entender o que está acontecendo.
De tempo para justificativas: deixe ele(a) explicar calmamente o que está acontecendo. Depois de dizer como você está se sentindo devido às mudanças, é o momento dele(a) falar, e ele(a) merece o mesmo tempo para falar o que precisa. Algumas vezes você vai ouvir que a mudança no comportamento dele(a) está relacionada a uma mudança no seu. Não transforme em uma lavagem de roupa suja, tentem juntos chegar aos pontos que incomodam cada um e analisem a possibilidade de pararem com certas atitudes.
Na maioria das vezes as mudanças estão relacionadas à problemas no trabalho ou na família e uma conversa franca vai ajudá-los a equilibrar o relacionamento. Porém, em alguns casos, a mudança de comportamento está relacionada com o fim do amor, com o aparecimento de outra pessoa, e, nesse caso, a conversa não será tão fácil e você precisa estar preparada(o).
O que ajuda é que apesar de não querermos enxergar, normalmente conseguimos ter uma boa idéia do que está acontecendo com nosso(a) parceiro(a). Se você o(a) conhece bem é capaz de saber que tipo de assunto o(a) está  preocupando.
Conversem. Respeitem o espaço um do outro. Decidam o melhor futuro do relacionamento pontuando sempre o que é importante e essencial para cada um ser feliz.
(http://www.portaldoamor.com.br)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Tirinha

Ninguém

Sapato baixo, calça larga e cabelo preso. Esquentou e seus ombros tensos agradecem. Que cara bonita é essa? Já logo no elevador. Ah, devo ter dormido bem. Bom dia, bom dia. Olha, você está muito bonita hoje. Um fala, outro concorda. E pelos corredores, sorrisos dão continuidade aos elogios. O que é? Que segredo ela guarda? Que novidade é essa? Na cozinha perguntam: novo amor? No estacionamento perguntam: voltou com alguém?
No restaurante, na hora do almoço: é alguém novo? Cruza com um namorado antigo "nossa, você tá muito… é o quê? Sexo? A noite toda? Conta, vai, eu agüento ouvir". Contar o quê? No espelho, enquanto escova os dentes, fecha os olhos e sabe pra si o segredo: ninguém. Não gostar de ninguém. Nada. Nem um restinho de nada. Nem de tudo que acabou e nem de nada que possa começar. Nada. Pouco importa qualquer outra vida do mundo. Não é nem pouco, é nada mesmo. Um dia inteiro para achar gostosas coisas bobas como um pacote de pipoca doce, um tênis pink ou a hora do banho quente com músicas recém baixadas e o tapetinho vermelho.
Um dia inteiro sem escravidão. O celular, o e-mail, o telefone de casa, o ar, o interfone, a rua. São o que são e não carrascos que nada dizem e nada trazem. Um coração calmo, se ocupando de mandar sangue para as horas felizes de trabalho, estudo, yoga, massagem, dormir, bobeiras, pilates, comer, rir, cabelo, filmes, comprar, trabalhar mais, ler, amigos . É isso. Uma agenda enorme que a ocupa de ser ela e não sobra uma linha de dia pra lamentar existências alheias. Linda, ela segue. Linda e feliz como nunca.
O segredo do espelho, escovando os dentes, sozinha, aperta os olhos, segura a alma um pouco sem respirar. Segura a pasta pensando que é um pouco de alma consistente na boca. Não cospe, suporte. Ela pode finalmente suportar seu peso e não dividir isso nem com o ventinho que entra pela janela. Nem com o ralo que a espera boquiaberto. A sensação é a da manhã seguinte que o papai Noel deixava os presentes: não é mentira, é só um jeito de contar a verdade com algum encantamento.
(Por Tati Bernardi)

domingo, 16 de outubro de 2011

O que a Psicoterapia não é

Muito se fala em terapia, mas muitos apenas têm uma noção vaga ou distorcida do que realmente seja uma psicoterapia. Parece mais fácil começarmos por aquilo que não é uma psicoterapia.

1-Psicoterapia não é um bate-papo…
Muitas vezes a pessoa diz que precisa de um terapeuta porque não tem ninguém quem converse com ela.
A idéia é de que o terapeuta vai poder trocar idéias com ela, dizer o que acha, dar opinião, dizer o que não acha, etc… O terapeuta nunca vai poder dizer “eu acho” isso ou aquilo. Ele está ali para poder acompanhar o processo da escolha consciente do paciente, e não induzi-lo a escolher o que o terapeuta “acha” mais conveniente. Se isso realmente acontecesse numa terapia, todos os pacientes sairiam induzidos pelos conceitos e “achismos” do terapeuta, sem escolhas próprias.

 2-O terapeuta não é apenas um ouvido.
Faz parte do processo a escuta atenciosa do mesmo, pois durante esse silêncio e essa escuta, ele está intercalando frases ditas anteriormente, combinando associações e interpretações inconscientes e devolvendo ao paciente uma tradução desse material para que o paciente possa melhor se entender, e se conhecer de uma maneira total, e não mais fragmentada.

 3-A terapia não se propõe a “culpar” pai e mãe do paciente, ou simplesmente explicar o porquê de determinados comportamentos e facetas desse paciente.
A frase: “Freud explica”, é real, mas é apenas UMA das partes do processo. Se somente a explicação bastasse, não haveria mudança ou cura. A outra parte é exatamente a da mudança.
É preciso esclarecer aqui que, muitas de nossas raízes estão mesmo na infância e somos de fato, de muitas maneiras, conseqüência daquilo que recebemos e ouvimos de nossos pais. No entanto, a terapia nos coloca como responsáveis diante de todo esse material que é nosso (e somente nosso agora nessa fase adulta), e nos impele a decidir o que fazer com tudo isso.
Mudar ou estagnar?
A explicação é necessária? Sem dúvida, pois identifica o “inimigo” correto, fazendo com que a partir daí, o paciente não ande às escuras sem saber onde está o inimigo. A partir desse ponto de identificação, o “tiro” é certeiro.

 4-Terapia não significa falar somente do passado, da infância, dos pais e esquecer o agora.
Colocar o paciente mundo real, é ajudá-lo a ver todos os lados do cubo. As situações externas precisam, logicamente, ser inseridas dentro do processo, pois fazem parte real de seus conflitos.

 5-O terapeuta não é um “amigo”.
Ele é próximo a esse paciente, mas está aliado ao Ego deste paciente e a indiferença e a distância (comumente observadas por eles) é necessária, pois é a partir dela, que o terapeuta reflete, entende, analisa, e dá retorno de todo esse material cifrado que lhe chega às mãos.

 6-O trabalho do terapeuta não é simples.
Ser objeto de transferência para outra pessoa é aceitar transferir parte de sua vida privada para que o outro reencontre, ou apenas encontre sua própria vida privada. Portanto, seu trabalho é de concentração e foco permanentes, ouvindo também aquilo que não é dito, mas transferido, projetado, etc…

7-A terapia não transforma a pessoa em outro ser totalmente diferente do que sempre foi.
Ocorrem modificações, mas não transformações radicais e absolutas. As mudanças são visíveis, são sentidas, são percebidas por outros e até provocam modificações no outro que convive com este paciente.


(http://artigosdepsicologia.wordpress.com)

sábado, 15 de outubro de 2011

Fantasiando uma "casinha feliz"

Sábado à tarde, e eu passando pelo supermercado, vi vários “casais felizes” fazendo compras, com seus carrinhos abarrotados, alguns com crianças, outros de mãos dadas, e ai me veio à fantasia, quando será a minha vez? Quando farei parte de um casal feliz?

Será que só se consegue viver feliz em casal?

Porque eu não fantasio a minha vida em um supermercado sábado a tarde sozinha, solteira e feliz?

A fantasia de encontrar o parceiro perfeito pra construir uma “casinha feliz” é constante, eu os vejo nos supermercados, nos bares, nas ruas, nos ônibus. Mas na realidade não encontro nem o parceiro, muito menos o perfeito.

É uma busca incessante, cansativa, e acabamos encontrando uns homens meio ogros pelo caminho, que por força queremos transformá-los em nosso príncipe encantado. Ai é que tá o problema, eles não se transformam…

Não tem jeito, ogro sempre será ogro, e príncipes não existem, só existiu pra Branca de Neve, Bela Adormecida, Rapunzel, essas sim tiveram sorte e foram felizes para sempre.

Mas minha lindinha a realidade aqui é outra, e geralmente não tem um final feliz quando tentamos transformar homens mal resolvidos e imaturos em homens perfeitos.

Às vezes ficamos tão desesperadas, que apostamos todas as nossas fichas em qualquer idiota que está disponível, por ai dando “sopa”, ou até entramos de cabeça numa relação com alguém já comprometido, e você jura que ele vai deixar a esperta que o fisgou primeiro pra ficar com você. Engano seu, pois dificilmente os homens largam as suas esposinhas, pra ficarem com uma desesperada. Porque só uma desesperada mesmo pra se entregar a um homem que já é comprometido e que terá que dividir com outra.

Se olhe por dentro, você é maravilhosa, não precisa se desesperar porque você está sozinha no sábado à noite. Enquanto você não aprender a viver sozinha consiga mesma, quem irá querer viver com você como companheira?

E seja seletista, não saia por ai entregando fichas para idiotas que só querem se aproveitar, a não ser que você queira apenas tirar uma casquinha também, o que é difícil, porque sempre idealizamos a relação, mesmo que o cara ainda nem tenha nos beijado.

A fantasia de construir uma casinha feliz é muito forte e está dentro de nós, como uma obrigação imposta pela sociedade, que só se é feliz se você encontrar a sua “outra metade”. Mas pense bem, você não nasceu grudada com ninguém, e nem foi partida ao meio, se tiver que aparecer uma pessoa legal, que corresponda as suas expectativas, você encontrará, agora é claro, não dentro de casa né?

Saia com seus amigos conheça pessoas novas, troque idéias, tente sair sem a expectativa de encontrar alguém. E se pintar alguém, não o assuste mostrando a ele que você estava em busca da pessoa ideal, que ele era tudo o que faltava na sua vida, enfim vá com calma, sem atropelos, veja se ele quer o mesmo que você, isso é muito importante, você e ele terem o mesmo objetivo na relação. E boa sorte!



Por Andreza Cavalera

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
(Arnaldo Jabor)

Afinal, qual é a fórmula do amor?




É importantíssimo que tenhamos amor-próprio, claro. Este, a meu ver, é o primeiro passo que precede qualquer relacionamento, caso contrário, alguém estará se anulando e abafando a própria luz ,os próprios desejos e vontades em função do outro.
Mas, para aqueles que ainda não compartilham deste tipo de relacionamento, tentem responder para vocês mesmos – esquecendo os moldes da sociedade – o porquê desta situação. Será que é por que você realmente quer estar só? Será mesmo que você está dando um tempo a si próprio? Ou será que você está procurando o Sr. ou a Sra. Perfeitinha, com todas as qualidades e sem nenhum defeito como, um dia, você imaginou quando criança?
É preciso compreender que todos nós somos seres humanos, cheios de defeitos e passíveis de erros. Todos nós estamos nessa vida para aprendermos algo, temos uma missão a cumprir, por mais que não saibamos qual.
Por que não dar uma chance para aquela pessoa que investe em você faz tempo? Ela pode frustrar as expectativas do seu ego mas surpreender o seu coração. Sugiro que, em toda situação nova em que precisamos tomar um caminho, se perguntem: ‘e qual o pior que poderá acontecer?’ No caso, se você der uma chance para este alguém, o pior que poderá ocorrer é um término breve e, sem discussões, uma vez que você é capaz de se manter em equilíbrio e respeita a verdade do outro.
Pode achar, também, que não há ninguém à sua volta disponível. À você, sugiro que aprenda a olhar o mundo com outros olhos. Em outras palavras, desça o muro que você construiu ao seu entorno.
Deixe que as coisas aconteçam ao seu tempo. Esqueçam das satisfações que vocês se acham na obrigação de prestar aos outros… isto é bobagem! Lembrem-se: está tudo certo! Mas, por favor, se permitam!

(Cíntia Michepud - http://sabedoriauniversal.wordpress.com)



Existe homem perfeito?

Filme : Amizade Colorida

Em Amizade Colorida, Mila Kunis é Jamie, uma caça-talentos que descobre um grande potencial em Dylan (Justin Timberlake), convencendo o jovem a abandonar seu emprego em São Francisco e se mudar para Nova Iorque.
Com a convivência os dois se tornam grandes amigos, mas quando estão solteiros, descobrem que existe uma grande atração que os une. Dispostos a ficar só com os benefícios dessa relação, impoem uma regra: sem sentimentos nem emoções, já que tudo não passa de atração física. Mas todo mundo sabe que é muito difícil controlar o coração, não é mesmo?



quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Conto de Fadas para as Mulheres do Século XXI

Era uma vez, numa terra muito distante,
uma linda princesa, independente e cheia de auto-estima que,
enquanto contemplava a natureza e pensava
em como o maravilhoso lago do seu castelo
estava de acordo com as conformidades ecológicas,
se deparou com uma rã.
Então, a rã pulou para o seu colo e disse:
- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito.
Uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa.
Um beijo teu, no entanto,
há de me transformar de novo num belo príncipe
e poderemos casar e constituir lar feliz
no teu lindo castelo.
A minha mãe poderia vir morar conosco
e tu poderias preparar o meu jantar,
lavarias as minhas roupas,
criarias os nossos filhos
e viveríamos felizes para sempre...
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée,
acompanhadas de um cremoso molho acebolado
e de um finíssimo vinho branco,
a princesa sorria e pensava..
.Nem morta!
 
(Veríssimo)

Para as mulheres com mais de 30

Isto é para as mulheres de 30 anos pra cima…
E para todas aquelas que estão entrando nos 30,
e para todas aquelas que estão com medo de entrar nos 30…
E para homens que têm medo de meninas com mais de 30!!!
“ A medida que envelheço, e convivo com outras,
valorizo mais as mulheres que estão acima dos 30.
Estas são algumas razões do porquê:
- Uma mulher de 30 nunca o acordará
no meio da noite para perguntar: “O que você está pensando?”
Ela não se importa com o que você está pensa,
mas se dispõe de coração se você tiver intenção de conversar.
- Se a mulher de 30 não quer assistir ao jogo, ela não fica
à sua volta resmungando.
Ela faz alguma coisa que queira fazer.
E, geralmente è alguma coisa bem mais interessante.
- Uma mulher de 30 se conhece o suficiente
para saber quem é, o que quer e quem quer.
Poucas mulheres de 30 se incomodam com
o que você pensa dela ou sobre o que ela esta fazendo.
- Mulheres dos 30 são honradas.
Elas raramente brigam aos gritos com
você durante a ópera ou no meio de um
restaurante caro. É claro, que se você merecer,
elas não hesitarão em atirar em você, mas só
se ainda sim elas acharem que poderão se
safar impunes.
- Uma mulher de 30 tem total confiança
em si para apresentar-te para suas melhores amigas.
Uma mulher mais nova com um homem tende a
ignorar mesmo sua melhor amiga porque ela
não confia no cara com outra mulher.
E falo por experiência própria. Não se fica
com quem não confia, vivendo e aprendendo né???
- Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem.
Você nunca precisa confessar seus pecados
para uma mulher de 30. Elas sempre sabem….
- Uma mulher com mais de 30 fica linda usando
batom vermelho. O mesmo não ocorre com
mulheres mais jovens.
- Mulheres mais velhas são diretas e honestas.
Elas te dirão na cara se você for um idiota,
se você estiver agindo como um!
- Você nunca precisa se preocupar onde se
encaixa na vida dela. Basta agir como homem,
e o resto deixe que ela faça;.
- Sim, nós admiramos as mulheres com mais
de 30 por um “sem” números de razões.
Infelizmente, isso não é recíproco.
Para cada mulher de mais de 30, estonteante,
inteligente, bem apanhada e sexy,
existe um careca, velho, pançudo em
calças amarelas bancando o bobo para
uma garçonete de 22 anos.
Senhoras, EU PEÇO DESCULPAS:
Para todos os homens que dizem,
“porque comprar uma vaca se você pode
 beber o leite de taça?”, aqui está a novidade para vocês:
Hoje em dia 80% das mulheres são contra
o casamento, sabe por quê?
Porque as mulheres perceberam que
 não vale a pena comprar um porco inteiro
só para ter uma lingüiça. Nada mais justo.”

Arnaldo Jabor

Por que a pessoa sumiu assim, do nada?

Você conhece alguém, troca mensagens com esta pessoa, falam-se ao telefone e até saem algumas vezes juntos. Tudo te leva a crer que este encontro promete um prolongamento, uma concretização, um final feliz. 
Empolgação, investimento, foco, alegria... E você realmente começa a acreditar que, desta vez, vai ser diferente! Porém, de repente, não mais que de repente, o ser humano desaparece! Assim mesmo, do nada, sem deixar recado ou ao menos dizer um “fui”. 
Você fica se perguntando o que houve, se fez algo errado, se forçou a barra, viajou na maionese ou algo neste sentido... Mas, não! Não encontra nenhum motivo que justifique atitude tão paradoxal – o tal sumiço. 
Chega a se questionar sobre a possibilidade de o sujeito ter sido abduzido, ter perdido a voz ou sofrido algum tipo de amnésia, mas logo se dá conta de que tudo isso é muito, muito pouco provável. 
E sua mente não para de raciocinar! Você diz a si mesmo: Bem, qualquer pessoa com o mínimo de noção de educação deveria saber que se toda frase merece um ponto final ou ao menos reticências, o que dirá um relacionamento, por mais recém-nascido que seja. 
E você tem razão: O fato é que são raras as vezes em que a “saída à francesa” é a melhor escolha! Portanto, é bem possível que este não seja o caso e que sua angústia diante do sumiço do outro faça sentido! 
No entanto, por mais que seja compreensível esse sentimento, nada justifica o prolongamento indefinido dele. Ou seja, se você estava se relacionando com alguém que, do nada, desapareceu, sugiro que tente, sim, fazer contato, verificar se está tudo bem. Mas se não obteve retorno, o melhor que tem a fazer é esquecer esta história! 
A simples decisão da pessoa de sumir deve servir para te mostrar que, em última instância, não faria sentido continuar investindo na relação. O que tinha de ser, já foi! E o que não foi, não era pra ser. Simples assim. E qualquer conclusão diferente desta só vai fazer você se afogar num sem-fim de perguntas para as quais não encontrará as respostas. 
Portanto, seja inteligente e, sobretudo, razoável consigo mesmo. Não se maltrate e nem permita que a falta de consideração de alguém preencha seus dias com lamentos e sensação de rejeição. Cada um tem suas razões e, por mais amargo que seja admitir, talvez esta pessoa simplesmente não saiba te contar quais são as dela... 
No final das contas, pode apostar que se ficou algo importante a ser dito, algum dia ela vai dar um jeito de fazê-lo. Senão, lembre-se: Para quem tem a autoestima em dia, um silêncio como este deve se transformar no mais perfeito “já foi tarde”!
(Por Dra. Rosana Braga - http://msnencontros.parperfeito.com.br)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Contagem "Progressiva"... 25... 27... 29 ... 30!!!!

Porque a chegada dos 30 anos é assustadora para a maioria das mulheres???

Me incluindo disso confesso para vocês que é realmente muiiiiiiiito assustador, é um verdadeiro DECLÍNIO (principalmente da bunda, do peito...). Aí, vem alguém e te diz: "isso é coisa da sua cabeça!". Então, eu respondo: "é claro que sim, vê os cabelos brancos que já estão aparecendo na minha cabeça, só pode ser coisa da minha cabeça mesmo!". 

Situações como essas à parte, os 30 anos ainda representam para as mulheres uma fase de preocupações, angústias. Todos os dias nos são exigidos novos status e nem sempre estamos preparadas para isso. Dizem que a mulher quando chegar aos 30 anos deve estar casada e ter pelo menos 1 filho, aquela que não casou e não tem filhos deve ter uma ótima profissão, 1 carro e pelo menos 1 namorado. COMO SE TUDO ISSO FOSSE FÁCIL ASSIM !!!!!!!!!!!!!!!!

Somos a geração dos 30 (dos quase 30, ou como preferirem) e vivemos em uma época bem diferente da qual viviam nossas mães, mas continuam nos cobrando padrões da época de nossas mães. Me sinto em uma transição, onde perdemos nossa identidade, não estou generalizando, no entanto, sei que muitas mulheres pensam dessa forma, por que não sabemos mais como nos comportar nessa sociedade. Isso nos dá a impressão que a 'carga maior' sempre fica para nós mulheres, temos que ser boas em tudo, caso contrário, não 'prestamos para nada'.

Mulheres, isso é um desabafo! Desesperadamente precisamos encontrar o que perdemos ou, se for o caso, recriar o que temos. Uns dizem que somos o sexo frágil por que necessitamos de proteção, outros dizem que somos fortes pela nossa capacidade de gerarmos filhos em nossos ventres. Afinal! O que nós somos?

Que confusão, não é mesmo! Pensando em tudo isso, tive a idéia de pesquisar textos que falem sobre o tema para reunir nesse Blog (no Marcador Chegada dos 30 anos) para nos ajudar a entender e, também, para nos divertir com a fase mais temida de nossas vidas, os 30 anos.

Durante esses meses e, até exatamente o dia 21 de janeiro de 2012 (quando completo meus 30 anos), estarei postando textos, fotos, artigos, livros, situações e coisas legais sobre o tema; caso alguém queira enviar textos também receberei com carinho.

Agradeço a Deus por tudo isso! Abraços.

Por Fádhia G. El Souki 

O caso Suênia


(Por Mara Puljiz e Lucas Tolentino)

Parentes e amigos se mobilizam para que o assassinato da estudante Suênia Sousa Faria não fique impune. Faltavam três semestres para a jovem de 24 anos se formar em direito. O sonho dela era ser delegada de polícia

 “O sonho dela era ser delegada. A minha afilhada tinha sede de justiça.” A frase é de Alda Maria dos Santos Almeida, 49 anos, madrinha da estudante de direito do UniCeub Suênia Sousa Faria, 24 anos, brutalmente assassinada pelo ex-professor Rendrik Vieira Rodrigues, 35 anos, na última sexta-feira. Na tarde de ontem, parentes e amigos da jovem disseram ao Correio estarem dispostos a lutar para que o crime não fique impune. “Queremos que ele apodreça na cadeia. A maldade que ele fez com ela não tem perdão”, disse Sineide Sousa Farias, 30 anos, uma das irmãs da vítima.

A barbárie ocorreu pouco depois das 15h30, horário em que a jovem saiu da faculdade com uma colega, à qual daria carona pela primeira vez. O professor pediu licença para conversar a sós com Suênia, mas a testemunha relatou na 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas) não ter desconfiado de nada. A moça se afastou por alguns minutos e, ao retornar ao carro, os dois não estavam mais no local. Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu entre a EPTG e a Via Estrutural, perto de uma parada de ônibus do Jóquei Club. O professor atirou três vezes na cabeça e no peito da estudante e jogou a arma do crime, uma pistola calibre .380, em um matagal.

Os investigadores do caso estiveram no local indicado pelo acusado, mas nada encontraram. O professor admitiu ter comprado a arma havia duas semanas “para se defender”. A investigação aponta que o assassinato foi motivado pelo fim do relacionamento entre eles, de 11 meses. “Ela estava separada do marido quando ficou com ele, mas decidiu voltar para o companheiro e ele não aceitou. Dizia que, se ela não fosse dele, não seria de mais ninguém”, contou a irmã mais velha, Cilene Sousa Farias, 34.

Cerca de duas horas depois de matar Suênia, o professor levou o corpo para a delegacia do Recanto. Ele chegou ao local no Sandero da vítima e se entregou. Para o delegado-chefe, Alexandre Nogueira, como o acusado é conhecedor de direito, ele não descarta a possibilidade de Rendrik ter se apresentado espontaneamente, contando com um relaxamento de prisão no futuro. “Se ele pensou isso, não deu certo, porque já tínhamos uma ocorrência gerada pelo marido de Suênia em Taguatinga”, explicou.

Momentos antes de morrer, Suênia ligou para o companheiro, Hélio Prado, com a voz trêmula. Teria dito que voltaria com o professor e iria para casa pegar roupas. Rendrik foi indiciado por homicídio qualificado (motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima), cuja pena varia de 12 a 30 anos de prisão. Rendrik não tinha antecedentes criminais.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br

  
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